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Análise

Morning Call: China continua impactando mercados globais e crescimento ameaçado

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global e bolsa de valores

A China volta a preocupar o cenário global nesta semana, agora com uma crise de energia que pode ter impactos diretos na desaceleração econômica e todo este contexto com cadeias de produção ainda desequilibradas, a inflação é realidade nos mercados emergentes e gera cautela nesta quarta-feira. Especialistas comentam que a crise de oferta de energia na China, que fechou fábricas em todo o país, pode apresentar uma ameaça muito maior à economia do que a crise de dívida do gigante imobiliário China Evergrande. Já não há euforias em relação à recuperação global que movimentaram os mercados até aqui, além disso o Fed caminha para reduzir seu estímulo e o congresso norte-americano está travado em discussões sobre o teto da dívida, que podem levar a uma paralisação do governo.

Hoje na Alemanha, o Presidente do BCE, Christine Lagarde, presidente do BoE, Andrew Bailey, presidente do Fed, Jerome Powell, e presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, participam de evento do BCE sobre política monetária pós-pandemia e o mercado deve ficar atento ao posicionamento das principais autoridades monetárias do mundo para buscar pistas de como conduzirão os bancos centrais daqui para frente em um momento que o crescimento global está sendo testado. 

As bolsas europeias operam em alta neste início de dia, após uma forte quedas do mercado ontem, com os investidores comprando papéis descontados do setor de tecnologia, o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 1,05%, a 457 pontos, depois de cair 2,2% no pregão de ontem, sua maior queda percentual diária desde meados de julho. As ações globais despencaram na terça-feira, com os rendimentos dos títulos do governo dos EUA avançando em meio a expectativas crescentes de aumentos mais rápidos de juros pelo Federal Reserve, afastando os investidores das ações de tecnologia e de alto crescimento, onde os fluxos de caixa são projetados lá na frente. Nestes momentos o mercado dá preferência para empresas de valor, onde os fluxos de caixa são gerados no curto prazo, ou seja, retorno mais rápido e rentável, porém com crescimento menor no futuro e por isso o setor de tecnologia tende a sofrer mais neste contexto. 

Futuros: Dow Jones (+0,50%), S&P 500 (+0,68%), Nasdaq (+0,90%) ▪️ Índice de dólar DXY: +0,07% (93,830 pontos) ▪️ Petróleo: Brent a US$ 78,63 (-0,58%); WTI a US$ 74,82 (-0,83%) ▪️ Ouro: +0,29%, a US$ 1.742,50 a onça-troy na Comex ▪️ Treasuries: T-note de 10 anos a 1,49860 (de 1,48290) Bolsas na Europa AGORA ▪️ Londres (+0,91%) a 7.092,32 ▪️ Frankfurt (+0,96%) a 15.394,32 ▪️ Paris (+1,10%) a 6.577,77 ▪️ Madrid (+1,05%) a 8.861,60.

Cenário no Brasil 

Na cena nacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na véspera que a aprovação da reforma do Imposto de Renda e da PEC dos Precatórios pelo Congresso vai criar as condições para a implantação do novo Bolsa Família, permitindo que o mercado se acalme e deixe de temer um descontrole fiscal no período pré-eleitoral. São positivas as estimativas para o IGP-M de setembro (8h), que deve apontar deflação, para o déficit fiscal (9h30), que pode surpreender após os dados do Governo Central, e para o Caged (10h), com estimativa de 330 mil empregos novos. Mas esses indicadores não devem ser suficientes para reverter o pessimismo dos mercados, atingidos duplamente pelos desafios domésticos e pela mudança dos ventos que vêm de fora. Dólar e juros escalam, aqui e no exterior, com a alta dos Treasuries, acentuando a ameaça da inflação e do baixo crescimento em todo o mundo.

Ibovespa

O principal índice brasileiro de ações teve forte queda na terça-feira, acompanhando um pessimismo generalizado nas bolsas no mundo todo com a multiplicação dos riscos à recuperação da economia global, enquanto no Brasil cresce o temor de que esse quadro seja combatido com medidas populistas. O Ibovespa caiu 3,05%, a 110.123,85 pontos, com volume financeiro acima da média, de R$ 36,25 bilhões. Apesar do repique de alta nos últimos dias, o IBOV entrou em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após encontrar grandes dificuldades de seguir acima dos 130 mil pontos, em seguida romper abaixo dos 124 mil, 120 mil pontos, por último os 115 mil pontos e segue se afastando abaixo da média móvel curta (21 períodos).

Indicadores econômicos e eventos
FGV: IGP-M de setembro (8h)
BC: Setor público consolidado em agosto (9h30)
Caged projeta criação líquida de 330.000 postos de trabalho em agosto (10h)
CPI da Covid: o empresário Luciano Hang presta depoimento (10h)
BC: Fluxo cambial semanal (14h30)
EUA / NAR: Vendas pendentes de imóveis em agosto (11h)
EUA / DoE: Estoques de petróleo da semana até 24/09 (11h30)
China / NBS: PMI industrial de setembro e PMI de serviços (22h)
Alemanha: Presidente do BCE, Christine Lagarde, presidente do BoE, Andrew Bailey, presidente do Fed, Jerome Powell, e presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, participam de evento do BCE sobre política monetária pós-pandemia

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