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Análise

Morning Call: em dia de Fed e Copom, crise da Evergrande segue no radar também

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global e bolsa de valores 

Hoje é dia de decisão de política monetária do banco central americano – Fed (15h) seguida de entrevista do presidente, Jerome Powell (15h30), esperada com muita expectativa, já que pode formalizar o anúncio do tapering ou sinalizar o timing da redução gradual dos estímulos nos EUA. A depender de como seja comunicada a decisão, pode mexer com o dólar e outros ativos, que vão desde juros dos títulos soberanos até os ativos de risco no mercado acionário. Na Ásia, como esperado, o Banco do Japão deixou inalterada sua meta de juros de curto prazo em -0,1% e a dos rendimentos dos títulos de 10 anos em torno de 0% em sua revisão de política monetária.

As bolsas europeias abriram em alta nesta quarta-feira, recuperando-se de perdas vistas no início da semana depois que a incorporadora China Evergrande disse que fará alguns pagamentos de juros que vão vencer esta semana, enquanto o subíndice de viagens e lazer saltou para uma máxima em 14 semanas, com otimismo em relação a reabertura econômica.

As ações da Evergrande listadas em Frankfurt dispararam 24%, após atingirem mínimas em vários anos na sessão anterior. A incorporadora imobiliária disse que fará o pagamento de cupom de seus títulos domésticos, oferecendo alívio aos investidores preocupados com possível inadimplência após problemas financeiros. Além disso, o Partido Comunista Chinês deve intervir na Evergrande, diz “asiaMARKETS ” Segundo o site especializado em mercados asiáticos, fontes próximas ao governo chinês informaram sobre um acordo que fará a legalidade da Evergrande em três entidades separadas. A norma está sendo finalizada pelo Partido Comunista Chinês e deve ser anunciada dentro de alguns dias.

Pré-Mercado em NY AGORA; Futuros: Dow Jones (+ 0,44%), S&P 500 (+ 0,43%), Nasdaq (+ 0,25%); Índice de dólar DXY: estável (93.202 pontos); Petróleo: Brent a US $ 75,18 (+ 1,10%) e WTI a US $ 71,31 (+ 1,45%); Ouro: -0,11%, a US $ 1.776,20 a onça-troy na Comex; Treasuries: T-note de 10 anos a 1.32690 (de 1.32350) Bolsas na Europa AGORA; Londres (+ 1,03%) a 7.053,12; Frankfurt (+0, 64%) a 15.447,32; Paris (+ 0,99%) a 6.617,29; Madrid (+ 0,60%) a 8.808,10.

Cenário no Brasil 

Aqui, o banco central brasileiro deve realizar outro aumento de 1 ponto percentual na Selic, reafirmando o ciclo de aperto mais duro da política monetária mundial, uma postura “hawkish” (dura com a inflação) que começou a levantar preocupações, pois a dose de aperto monetário no Brasil é muito maior e traz impacto direto no consumo e por consequência no crescimento e retomada da economia em um momento tão delicado.

Segundo as projeções do Broadcast de 51 instituições, 44 preveem aumento da Selic em 1 ponto percentual, de 5,25% para 6,25%. A mediana da Selic terminal, no entanto, indica taxa de 8,25% no fim de 2021 e de 8,50% no final de 2022. O Copom anuncia a decisão de juros nesta 4ªF às 18h30.

Na cena política, o governo divulga o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do quarto bimestre por volta de 14h30, seguido de entrevista à imprensa. Já a Câmara dos Deputados deve instalar a Comissão Especial para a PEC dos Precatórios, com eleição de presidente e designação de relator. 

Ibovespa

Ontem, os mercados globais se acalmaram com a tensão da crise da Evergrande, apostando que o governo chinês acabará interferindo no caso para evitar impactos maiores. Com isso, as bolsas tiveram um dia de respiro, mas sem recuperar as perdas da véspera. Aqui, o Ibovespa foi no embalo de NY, mas sustentou a alta, favorecido pelo acordo costurado entre Lira, Pacheco e Guedes para uma solução dos precatórios e do novo Bolsa Família dentro do teto de gastos. No fechamento, o índice estava em alta de 1,29%, recuperando os 110 mil pontos (110.249,73), com giro de R$ 33,3 bilhões. 

O IBOV entrou em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após encontrar grandes dificuldades de seguir acima dos 130 mil pontos, em seguida romper abaixo dos 124 mil, 120 mil pontos, por último os 115 mil pontos e segue se afastando abaixo da média móvel curta (21 períodos).

Indicadores econômicos e eventos
EUA: Assembleia Geral da ONU continua em Nova York
CPI da Covid: Pedro Benedito Batista Júnior, diretor executivo da Prevent Senior
EUA: vendas moradias usadas em agosto (11h )
EUA / DoE: Estoques de petróleo da semana até 17/09 (11h30)
BC: Fluxo cambial semanal (14h30)
EUA: Fed divulga decisão de política monetária (15h)
EUA: Presidente do Fed, Jerome Powell, concede coletiva após decisão monetária (15h30)
Copom anuncia decisão sobre a Selic (18h30)

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