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Análise

Morning Call: inflação não é exclusividade do Brasil, virou caso internacional

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global e bolsa de valores

Hoje, no cenário externo, o relatório ADP sobre o emprego privado nos EUA (9h15) antecipa as expectativas em torno do payroll, na sexta-feira, o indicador mais importante sobre o mercado de trabalho nos EUA, mas que também deverá trazer no seu comunicado a confirmação do anúncio formal do tapering, com o ínicio da redução de estímulos em novembro. Há semanas, o mercado se antecipa a este movimento, puxando os juros dos Treasuries e o dólar, que já se aproxima dos R$ 5,50, pressionado também pelas instabilidades e desafios no cenário brasileiro.

A preocupação com a inflação não é exclusividade do Brasil, no mercado internacional também virou o principal tema, devido ao salto nos preços do petróleo, levando investidores a fugirem de ativos de risco. Neste início de manhã, da Europa à Ásia, as bolsas de valores tinham quedas e os rendimentos de títulos do governo subiam depois de os preços do petróleo terem alcançado máximas em sete anos, além disso, na segunda-feira a Opep decidiu não aumentar a sua produção da commodity, além do já planejado até o final do ano. Os investidores adotam uma postura de mais cautela com receios de que o aumento dos custos de energia possa forçar os bancos centrais a elevarem os juros mais rapidamente para combater a inflação.

As bolsas asiáticas recuaram hoje, ignorando a recuperação das bolsas em Wall Street ontem. Em Tóquio, o Nikkei caiu -1,05%, em Hong Kong, o Hang Seng recuou -0,57%, em Seul, o Kospi perdeu -1,82%, menor nível em nove meses. Na China, as bolsas continuam fechadas por causa da Golden Week. Ainda na Ásia, a crise de liquidez da gigante imobiliária Evergrande continua no radar, mas suas ações na bolsa de Hong Kong estão suspensas para negociação desde o início da semana, diante da possibilidade de que uma subsidiária da empresa seja comprada.

Futuros: Dow Jones (-1,14%), S&P 500 (-1,34%), Nasdaq (-1,54%); Petróleo: Brent a US$ 82,15 (-0,50%); WTI a US$ 78,45 (-0,61%); Ouro: -0,72%, a US$ 1.748,30 a onça-troy na Comex; Treasuries: T-note de 10 anos a 1,54760 (de 1,52760); Bolsas na Europa: Londres (-1,80%) a 6.949.37; Frankfurt (-2,34%) a 14.838,87; Paris (-2,22%) a 6.430,60 Madrid (-2,06%) a 8.743.50.

Cenário no Brasil

No cenário nacional, a questão dos combustíveis que tem relação direta com o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, segue no radar, depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter apresentado proposta para tentar reduzir o impacto para o consumidor final dos aumentos nos preços dos combustíveis a partir de uma mudança na forma de tributação do ICMS sobre o insumo. Na agenda do dia, teremos IGP-DI de setembro (8h), vendas no varejo em agosto (9h) e leilão extra de swap (11h), este último não está fazendo muito efeito sobre o câmbio, pois a instabilidade em Brasília tem prevalecido em torno do risco país. 

Ibovespa

Ontem, os riscos do populismo voltaram a preocupar, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, cogitando a possibilidade de o Congresso discutir a prorrogação do auxílio emergencial. O Ibovespa zerou os ganhos para buscar a estabilidade, o dólar futuro acelerou a alta para a faixa de R$ 5,50 e os juros ampliaram as altas. O Ibovespa fechou com leve alta na terça-feira, tendo bancos e Petrobras entre os principais suportes, além da recuperação em Wall St, enquanto preocupações com o cenário fiscal do país ainda boicota o apetite dos investidores. O Ibovespa subiu 0,06%, a 110.457,64 pontos, com volume financeiro um pouco abaixo da média, de R$ 29,4 bilhões.

O IBOV entrou em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após encontrar grandes dificuldades de seguir acima dos 130 mil pontos, em seguida romper abaixo dos 124 mil, 120 mil pontos, por último os 115 mil pontos e segue se afastando abaixo da média móvel curta (21 períodos).

Indicadores econômicos e eventos
China: Feriado local mantém mercados fechados
FGV: IGP-DI de setembro (8h)
IBGE: Vendas no varejo agosto (9h)
EUA/ADP: relatório sobre criação de empregos no setor privado em setembro (9h15)
Anfavea: Produção de veículos em setembro (10h)
BC faz leilão extra de 14 mil contratos de swap (US$ 700 milhões), para atender demanda de overhedge (10h30)
EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 01/10 (11h30)
BC: Fluxo cambial semanal de setembro (14h30)

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