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Carteira Recomendada de Dividendos

A Carteira Recomendada de Dividendos é voltada para quem busca a tão sonhada renda passiva na aposentadoria, essa estratégia busca por empresas geradoras de caixa, com alta distribuição de dividendos, baixo endividamento, elevadas margens e com modelo de negócio estável e previsível. O objetivo é superar o índice de Dividendos (IDIV) no longo prazo com uma combinação entre ganhos com proventos e valorização dos ativos.

Carteira de Dividendos

Atualizado em 01-06-2022

Delay de 15 minutos

Código Alocação Preço Entrada Comprar Até Freq. de pgtos. DY proj. (12 meses) Análise Completa
ALUP11 15% R$ 25,95 02/05/2022 R$31 Abril 5.9% Visualizar
AGRO3 15% R$ 24,38 09/03/2021 R$ 37 Outubro 8.2% Visualizar
COCA34 15% R$ 54,63 09/03/2021 R$ 55 Mar, Jun, Set, Nov 2.7% Visualizar
VALE3 15% R$ 76,56 09/03/2021 R$ 110 Março e Setembro 7.9% Visualizar
JBSS3 10% R$ 31,59 01/11/2021 R$ 45 Maio 5.1% Visualizar
PETR4 10% R$ 27,93 01/12/2021 R$ 37 Trimestral 25.5% Visualizar
AURA33 5% R$ 34,22 02/03/2022 R$ 82 Março e Dezembro 4.6% Visualizar
B3SA3 5% R$ 10,96 09/03/2021 R$ 18 Mar, Jun, Set, Dez 7% Visualizar
ITSA4 5% R$ 8,34 01/07/2021 R$ 13 Irregular 5.4% Visualizar
KEPL3 5% R$ 14,63 01/10/2021 R$ 22 Março e Outubro 5.1% Visualizar
Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses Retorno esperado em dividendos (dividend yield) da carteira para os próximos 12 meses 7.9%

Desempenho da carteira

+23.86%

Desempenho do índice Bovespa (IBOV) no mesmo período

+0.02%

Objetivo

O objetivo desta carteira é superar o Índice de Dividendos (IDIV) a longo prazo através de empresas de menor valor de mercado. Para isso, a equipe de análise do Nu invest se vale do uso da análise fundamentalista em busca de empresas com bom potencial pela frente e sempre visando a formação de um portfólio equilibrado em busca da melhor relação risco-retorno.

Perfil do investidor

Conservador Moderado Experiente

O investimento em ações para o longo prazo exige que o investidor tenha capacidade financeira e emocional de absorver as oscilações de curto prazo. No caso das empresas pagadoras de dividendos, é preciso ter coragem para comprar as empresas após as quedas já que, mantido o montante de dividendos pagos, isso se traduz em maior dividend yield. Por outro lado, a distribuição recorrente de dividendos ao longo do ano traz uma melhor estabilidade e previsibilidade à carteira.

Resumo do relatório

O mês de junho traz uma nova mudança no portfólio com o fim de nossa recomendação em Ambev (ABEV3). Além da saída do investidor estrangeiro nos últimos dois meses ser um vento contra, a companhia deve seguir enfrentando dificuldades em suas margens diante de uma persistente inflação. Os 5% de ABEV3 devem ser redirecionados para Alupar (ALUP11), empresa que já faz parte da nossa carteira, e que agora soma 15% de exposição.

Discorremos também sobre a nova troca de comando na Petrobras (PETR4). A mudança aumenta as incertezas sobre o futuro da companhia. Porém, como ainda não há nada definido e a companhia segue negociando a múltiplos super descontados, vemos sentido em mantê-la na carteira.

Por fim, dedicamos as últimas páginas para trazer um grande consolidado sobre como foi a temporada de resultados de nossas empresas recomendadas. De uma forma geral, os números de Coca-Cola, Kepler Weber e JBS foram os que mais nos surpreenderam positivamente. Em contrapartida, os dados de Aura Minerals e B3 vieram abaixo do esperado.

Fluxo contrário e custos mais altos: hora de sair de Ambev

Com a saída dos investidores internacionais no mês de abril e maio, as grandes empresas brasileiras como Ambev sofreram com esse fluxo vendedor. Porém, mais do que apenas uma questão de cenário macro, a pressão negativa nos papéis ABEV3 ocorreram também por questões micro.

O lado positivo é que a Ambev surpreendeu ao entregar um crescimento de volume anual de 2,1% na cerveja brasileira, atingindo níveis recordes de 91,3 milhões de hectolitros, apesar da forte base de comparação e tendências mais fracas da indústria. No entanto, olhando para frente, entendemos que as pressões de custos em geral e a inflação persistente continuarão afetando as margens negativamente por mais tempo do que se esperava. É essa preocupação do mercado que fez com que nem mesmo os bons números reportados pela companhia fossem capazes de servir como gatilho para a valorização das ações.

Por fim, apesar de todos os méritos da companhia, cuja cultura e busca por eficiência lhe tornaram uma colosso, o cenário dos últimos anos tem sido desafiador. A companhia não soube agir rápido diante da chegada da Heineken enquanto enfrenta limitações de crescimento e um dilema entre preço x qualidade. Sendo assim, recomendamos a venda das ações ABEV3.

Esses 5% de redução em ABEV3 devem ser realocados em Alupar visando nos aproveitar do fato que as UNITs tiveram performance abaixo do Ibovespa e do índice de Dividendos da B3 (IDIV) nos últimos dois meses. Desse modo, ALUP11 passa de 10% para 15% de exposição dentro de nossa carteira recomendada.

O que a nova mudança de CEO altera na tese de Petrobras?

Após apenas 40 dias no comando, José Mauro Coelho foi demitido de seu cargo. A demissão ocorreu 12 dias depois da exoneração de Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energias (MME), que foi quem o indicou ao cargo. Para seu lugar, o MME designou Caio Mario Paes de Andrade, atual secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. A indicação de Paes de Andrade ainda precisa ser aprovada pelo conselho de administração.

Só a troca do comando não é suficiente para alterar a política de preços de paridade internacional, como querem alguns parlamentares e setores do governo. Isso porque o atual conselho de administração deve continuar defendendo a política de preços da companhia. A diferença, porém, dessa troca de comando para as anteriores é que as articulações para mudar a política ocorrendo nos bastidores parecem estar mais fortes do que das outras vezes.

Na condição de controlador da Petrobras, a União poderia trocar nomes de alguns indicados ao conselho para a Assembleia Geral Extraordinária para tornar o conselho mais favorável à mudança de política. Além disso, Bolsonaro deu declarações recentes de que pode mudar a diretoria da companhia.

Apesar de tudo, o principal pilar que comprometeria a tese de investimento é o fim da paridade internacional e ele continua de pé até então. Sendo assim, com a companhia negociando a cerca de 3x P/L e 2x EV/Ebitda para os próximos 12 meses, gerando caixa e pagando (muitos) dividendos, entendemos que vale continuar com o ativo em carteira enquanto aguardamos por cenas dos próximos capítulos.

Balanço da temporada de resultados do 1T22

Podemos observar, através do quadro comparativo abaixo, que as empresas da Carteira Dividendos NuInvest apresentaram bom resultado no 1T22, sobretudo na comparação anual (1T21).

Optou-se por escolher a mediana dos dados pois percentuais muito elevados como os 3718% de crescimento de lucro da Petrobras na comparação anual distorcem bastante a média.

Outra observação importante é que, apesar dos expressivos números anuais impulsionados por um 1T21 ainda afetado pela pandemia em algum grau, já que ainda se iniciava a vacinação nessa época, observar receita, EBITDA e lucro líquido crescendo acima da inflação no período é um excelente sinal de resiliência das nossas companhias.

Por fim, vale destacar que, apesar de tentarmos trazer as principais linhas dos resultados em uma única tabela, para algumas companhias, o EBITDA é o mais importante, enquanto, para outras, o lucro líquido é. O EBITDA é o que faz mais sentido quando comparamos empresas com as seguintes características: exportadoras, de capital intensivo e com altos níveis de depreciação e amortização. É o caso de Vale, Petrobras e Aura Minerals, por exemplo. E a situação oposta para B3 e Itaúsa. Para elas, o lucro líquido faz muito mais sentido. Por fim, algumas empresas como BrasilAgro contam uma natural sazonalidade (fora as eventuais vendas de terras da cia) e, por isso, o ideal é comparar a evolução a cada ano-safra.

A seguir, um breve resumo sobre o que mais se destacou no resultado trimestral de cada uma de nossas empresas recomendadas. De uma forma geral, os números de Coca-Cola, Kepler Weber e JBS foram os que mais nos surpreenderam positivamente. Em contrapartida, os dados de Aura Minerals e B3 vieram abaixo do esperado.

Itaúsa

Se apoiando no lucro do Itaú Unibanco, que viu sua margem financeira melhorar e a carteira de crédito crescer, a empresa teve o melhor primeiro trimestre de sua história ao anunciar um lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 59% na comparação com igual período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente chegou a 23,3%, 6,7 p.p. acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado. A queda de 10% no lucro líquido em relação ao 4T21 não preocupa pois é devido a uma natural sazonalidade. A companhia também destacou a venda de 2,14% do capital da XP Inc. que impactou o caixa em R$ 1,8 bilhão e o resultado do 1T22 em R$ 1,1 bilhão. Por fim, a empresa também fez uma declaração antecipada de R$ 1 bilhão em JCPs (R$ 0,09 por ação, já líquido de IR), com pagamento até 29 de dezembro de 2023. Nos últimos 12 meses, a companhia já anunciou a distribuição de aproximadamente R$ 0,55 por ação em proventos, confirmando nossa expectativa de retornos em dividendos mais expressivos do que o observado em 2020 e 2021.

BrasilAgro

Uma das melhores safras da história da companhia, mesmo com os desafios enfrentados, a BrasilAgro já se prepara para a próxima safra, que se inicia em julho. Outro destaque foi o forte pagamento de dividendos, tendo distribuído R$ 2,016 por ação no dia 29 de abril. Com um balanço muito robusto e uma boa quantia a receber das vendas de fazendas realizadas, novas distribuições de proventos podem ocorrer nos próximos trimestres, embora a companhia historicamente distribua seus dividendos apenas em outubro.

Do lado negativo, o aumento nos custos devido ao preço dos fertilizantes é algo que deve ser mantido no radar. Durante a teleconferência de resultados, o CEO da companhia, André Guillaumon, afirmou que é possível prever 40% de incremento de custos para a próxima safra (2022/23). Por outro lado, precisamos reforçar que: i) as margens da companhia atualmente já se encontram em patamares acima da média histórica; ii) as commodities em patamares elevados é benéfico para a empresa e; iii) o momento segue propício para que a companhia venda novas terras. Ou seja, a alta dos custos pode ter um impacto menor do que se possa imaginar.

Kepler Weber

A Kepler Weber divulgou mais um trimestre com números fortes, muito acima do esperado, destacando a presença cada vez mais consolidada no agronegócio brasileiro. A receita líquida de R$ 437,6 milhões no trimestre, um novo recorde para a companhia. O choque de gestão iniciado a alguns anos segue fazendo efeito, com a companhia melhorando sua eficiência cada vez mais.

No início de maio, a companhia anunciou o desdobramento de suas ações na proporção de 1 para 3, o que deve facilitar a vida de mais investidores pessoa física. Devido ao desdobramento, ajustamos no 'até que preço comprar' de R$ 66 para R$ 22.

Petrobras

A Petrobras divulgou um trimestre com números expressivos, mas isso já era esperado. O que roubou a cena foi o anúncio da distribuição de dividendos. Com mais um trimestre de forte geração de caixa, a companhia foi capaz de reduzir a dívida, agora em 0,8x dívida líquida/EBITDA, permitindo a forte distribuição de proventos. O valor aprovado foi de R$ 3,71 por ação. A data de corte foi dia 23 de maio e o pagamento ocorrerá em duas parcelas, sendo a primeira em 20 de junho e a segunda em 20 de julho.

JBS

A maior companhia de proteína animal e de alimentos processados do mundo apresentou mais um trimestre de números fortes e margens que seguem acima da média histórica, iniciando 2022 a pleno vapor. As maiores contribuições do trimestre de suas operações nos Estados Unidos, que continuam se beneficiando da forte demanda por carne, permitindo o repasse de preços e mantendo a rentabilidade saudável, mesmo com alta de custos.

Além do resultado, a companhia também entregou valor ao acionista ao anunciar o cancelamento de 26,7 milhões de ações que estavam em tesouraria, a criação de um novo programa de recompra de até 10% das ações em circulação e a distribuição de 2,2 bilhões de reais em dividendos (R$ 1,00 por ação).

B3

O resultado da B3 (B3SA3) veio abaixo do esperado, principalmente em termos de lucro líquido. Para o segundo trimestre, a expectativa também não é das melhores diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador, com a Selic acima de dois dígitos e o recente declínio de entrada de capital nos mercados de ações pressionando o volume de negociação. Apesar disso, a companhia negocia atualmente a um desconto de mais de 20% frente às demais bolsas mundiais, patamar suficiente para manter o ativo em carteira, ao menos por enquanto.

Aura Minerals

A companhia já havia surpreendido negativamente previamente à divulgação de resultado trimestral quando informou seus dados preliminares de produção com números abaixo do esperado pelo mercado. A forte alta de +168,5% no lucro líquido na comparação anual ocorreu pois US$ 12,6 milhões dos US$ 39,2 milhões de lucro líquido no período vieram de ganho cambial, não devendo, portanto, ser considerado como algo sustentável. Apesar de reportar uma produção abaixo do esperado no trimestre, a Aura reiterou sua estimativa (guidance) de produção, custo e investimentos (Capex) para 2022, o que é um bom sinal.

Vale

A Vale registrou queda de Receita Líquida e Ebitda quando comparado com mesmo período do ano passado em função de eventos específicos como a redução de 6% da produção de minério de ferro sobre o mesmo período do ano passado em função das fortes chuvas na região norte, especialmente em Carajás/PA, e preço médio menor do minério de ferro em relação ao 1T21.

Juntamente com o resultado, a Vale anunciou um novo e significativo programa de recompra de ações, podendo comprar até 500 milhões de ações nos próximos 18 meses, representando cerca de 10% do número de ações em circulação. Sendo assim, apesar de números um pouco abaixo das expectativas, os custos controlados e o novo programa de recompra, sinal de que a diretoria enxerga suas ações com desconto além de ser um dividendo "disfarçado", pesaram mais e o mercado acabou reagindo positivamente.

Alupar

A Alupar apresentou números neutros para o primeiro trimestre. O segmento de transmissão foi beneficiado com o início de operação de algumas linhas novas e com o reajuste de receita anual ajustado pelo IGP-M impulsionando o desempenho operacional consolidado. O destaque, porém, ficou para o lucro líquido, que veio acima das expectativas, influenciado por uma positiva evolução do EBITDA diante da entrada da companhia em novas operações.

Resultado da Carteira

Nos últimos 12 meses, a carteira Dividendos NuInvest acumulou uma alta de +5,04% contra +2,42% do índice de Dividendos da B3 (IDIV) e -11,78% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período. Desde o início (09-mar-21), a carteira Dividendos avança +23,86% ante +0,02% do IBOV e +19,33% do IDIV no mesmo período.

Até que preço comprar

Nesta carteira recomendada, nós utilizamos a expressão ‘Até que preço comprar’ em vez do tradicional ‘Preço Alvo’. Apesar da sutil diferença na escolha de palavras, a expressão carrega uma interpretação diferente e muito importante que deve ser devidamente compreendida pelos investidores.

Utilizando a análise fundamentalista e uma visão de médio e longo prazos para a escolha de ativos, as empresas não têm um ‘valor justo’ definitivo. Esse valor vai se alterando ao longo do tempo para cima ou para baixo, conforme a empresa vá entregando ou decepcionando as nossas expectativas.

Sendo assim, a coluna ‘Até que preço comprar’ não deve ser compreendida como um stop gain, ou seja, o valor informado nesta coluna não deve ser considerado como uma referência para se desfazer das Ações. Nessa situação, nossa recomendação é que o investidor simplesmente aguarde o preço voltar a negociar abaixo do valor estipulado antes de fazer novas compras.

Quando as Ações ultrapassam nosso preço limite sugerido de compra, sempre retornaremos às planilhas em busca de um novo potencial de alta. Caso não encontremos fundamentos suficientes que justifiquem uma revisão nos preços, iremos deixar claro em nosso relatório mensal que a companhia não faz mais parte dos ativos recomendados.

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Sobre o Analista

Murilo Breder

Murilo Breder

Integrante da nova geração de analistas, tem passagens pelo Banco Safra e Levante Ideias de Investimentos. Finalista em competições nacionais de mercado financeiro ainda durante a faculdade, é Engenheiro Civil de formação pela UFMG, com direito a um ano de intercâmbio nos Estados Unidos (Los Angeles e Nova York). Possui as certificações CNPI, CGA e foi aprovado no CFA Level I, a primeira das três provas necessárias para obter o prestigiado certificado internacional Chartered Financial Analyst (CFA).