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Alumínio supera US$ 3.000 por tonelada chega ao maior valor dos últimos três anos

Limites à produção na China e custos elevados de energia na Europa reduzem estoques e elevam os preços

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O alumínio ultrapassou US$ 3.000 por tonelada pela primeira vez em mais de três anos, impulsionado por uma perspectiva de oferta mais restrita e apostas em uma demanda forte no longo prazo, juntando-se a outros metais básicos que vêm alcançando marcos recentes.

Um teto para a capacidade de fundição na China e restrições à produção europeia, causadas pelo aumento dos preços da eletricidade, reduziram os estoques globais, enquanto a perspectiva de demanda dos setores de construção e de energias renováveis permanece robusta. Os contratos futuros subiram 17% no ano passado, o maior avanço desde 2021.

O cobre atingiu uma série de recordes históricos durante a disparada de fim de ano, tornando-se o metal industrial com melhor desempenho entre os seis negociados na LME. Em 2025, minas na Indonésia, no Chile e na República Democrática do Congo sofreram acidentes, enquanto preocupações com tarifas levaram traders a intensificar os embarques para os Estados Unidos.

O cobre também retomou os ganhos na sexta-feira (2), depois de registrar o maior avanço anual desde 2009, em meio a uma oferta apertada. Já o níquel disparou após a PT Vale Indonesia – joint venture controlada pela Vale e pelo governo da Indonésia – suspender a mineração, depois do atraso na aprovação de seu plano de trabalho pelas autoridades.

A PT Vale Indonesia afirmou que a aprovação de seu plano de trabalho deve ocorrer em breve e que o atraso não deve afetar a sustentabilidade operacional da empresa. Embora atrasos não sejam incomuns no país do Sudeste Asiático, traders estão atentos à oferta depois que a Indonésia anunciou planos de reduzir a produção neste ano.

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