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Controle dos Estados Unidos sobre fluxo venezuelano eleva fretes de navios-tanque no mundo

Os ganhos diários na rota entre o Oriente Médio e a China quase triplicaram neste ano

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As taxas para transportar petróleo bruto em navios-tanque estão subindo de forma mais ampla em todo o mundo depois que os Estados Unidos passaram a exercer controle sobre os fluxos venezuelanos, um comércio que antes era realizado principalmente por uma frota clandestina de embarcações antigas.

Armadores estão posicionando petroleiros regulares perto do Golfo dos EUA, em antecipação a uma maior demanda por embarcações em vez de posicioná-los nos mares que circundam importantes centros de produção, como o Oriente Médio. Isso levou a um salto nas tarifas nas rotas para a China, refletindo os recentes ganhos no Caribe e no México.

Os ganhos diários na rota entre o Oriente Médio e a China quase triplicaram neste ano, para quase US$ 114.000, enquanto as taxas do Golfo dos EUA para a China estão 73% mais altas. Os rendimentos para navios que viajam do Caribe para o Golfo dos EUA também saltaram ainda mais, atingindo uma nova máxima de dois anos na quarta-feira, para quase US$ 82.800.

Em um movimento raro, na semana passada, um navio-tanque vazio iniciou uma viagem de 45 dias do Oriente Médio até as Américas. O Megan Glory concluiu uma entrega em Sohar, Omã, sinalizou sua intenção de permanecer na área em 12 de janeiro e, dias depois, indicou que estava a caminho do Golfo dos EUA para aguardar ordens.

Ações como a do navio Megan Glory estão levando os afretadores a oferecer taxas mais altas para entregar cargas a curto prazo em rotas que não envolvem as Américas. O Al Riqqa foi contratado na quarta-feira a uma máxima do ano de 140 pontos — um padrão da indústria que usa 100 pontos como custo-base para uma viagem específica — para transportar petróleo bruto do Kuwait para Singapura até o início de fevereiro.

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