Economia

Crédito imobiliário tem alta de 16,2%, em 12 meses

Setor é considerado importante para o governo na retomada econômica.

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Uma das principais apostas da equipe econômica para a aceleração do crescimento brasileiro em 2020, o setor imobiliário registrou aumento nas operações de crédito nos últimos 12 meses. Dados do Banco Central (BC) mostram que nos 12 meses até janeiro as concessões de financiamentos imobiliários para pessoas físicas subiram 16,2%. Em janeiro especificamente, houve queda de 21,3% em relação a dezembro, mas o primeiro mês do ano, tradicionalmente, é marcado pela queda nas operações.

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O saldo total de todas as operações de crédito imobiliário em andamento subiu 0,3% em janeiro, para R$ 640,403 bilhões. Nos últimos 12 meses, este montante avançou 6,9%.

Em declarações recentes, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem destacado a importância do setor imobiliário para a recuperação da economia brasileira.

Nos últimos meses, o BC tem atuado para aperfeiçoar a legislação vigente, permitindo, inclusive, o lançamento de novos produtos no mercado.

Desde o ano passado, os bancos podem ofertar a seus clientes contratos de financiamento imobiliário indexados ao IPCA – o índice oficial de inflação. Tradicionalmente, as instituições ofereciam apenas contratos atualizados pela taxa referencial (TR), que hoje está em zero.

Recentemente, a Caixa Econômica Federal, que vem liderando este processo de lançamento de novos produtos, passou a oferecer aos clientes contratos com taxas de juros fixas – ou seja, sem indexação a nenhum índice.

Os dados do BC mostram que, em janeiro, a taxa de juros média cobrada em novos financiamentos imobiliários estava em 7,4% ao ano. Em janeiro do ano passado, o porcentual médio era de 8,3% ao ano.

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