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Europa pode ficar sem combustível de aviação em seis semanas, diz agência internacional

Companhias aéreas já começaram a reduzir voos no continente diante da alta nos preços do querosene de aviação

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No ritmo atual de consumo, a Europa tem combustível de aviação para cerca de seis semanas. O alerta é de Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE).

Segundo ele, o continente pode começar a enfrentar cancelamentos de voos nas próximas semanas por falta de querosene de aviação (QAV), com o bloqueio do Estreito de Ormuz pressionando a oferta global.

“Posso dizer que em breve ouviremos notícias de que alguns voos de uma cidade A para uma cidade B podem ser cancelados por falta de combustível de aviação”, disse Birol em entrevista à Associated Press.

Na Europa, cerca de 75% do querosene de aviação importado vem do Oriente Médio. Com os produtores impedidos de escoar pelo Estreito de Ormuz, os preços dispararam e já superam US$ 200 por barril, levando companhias aéreas a ajustar malhas e repassar custos.

Até agora, não houve escassez efetiva de combustível na Europa porque cargas embarcadas antes do conflito, iniciado em fevereiro, continuaram chegando. Mas esse fluxo já está se esgotando e novos envios seguem limitados.

Birol já havia alertado que a situação começaria a piorar em abril, com a oferta cada vez mais apertada.

Primeiros impactos

Com a alta do custo do QAV, a holandesa KLM anunciou nesta quinta-feira (16) o cancelamento de 160 voos programados para maio.

“Isso envolve um número limitado de voos dentro da Europa que, devido à alta do custo do querosene, deixaram de ser financeiramente viáveis de operar no momento. Não há escassez de querosene”, escreveu a companhia em nota.

A alemã Deutsche Lufthansa também anunciou que vai retirar de operação os 27 aviões mais antigos da CityLine, sua subsidiária regional.

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