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Finanças

Após bater recorde de R$ 5, dólar desacelera e fecha a R$ 4,78

Oferta da moeda pelo BC ajudou a conter a alta, que ficou mais forte após o Fed anunciar estímulos para acalmar o mercado.

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InvestNews
dólar

O dólar comercial fechou negociado a R$ 4,7857 nesta quinta-feira (12), subindo 1,37%, após atingir nova a máxima de R$ 5,0138 no início do dia. A oferta da moeda à vista de até US$ 1,25 bilhão pelo Banco Central ajudou a conter a alta pela manhã.

Pela tarde, o Federal Reserve (o Fed, Banco Central americano) informou que faria uma injeção de US$ 1,5 trilhão em operações de recompra reversa de títulos americanos. A ação tornou a retirada de dólar do país mais atraente, e fez a moeda americana disparar de novo frente ao real. Mas no final da tarde, a alta desacelerou.

O Banco Central fez quatro leilões de dólar ao longo do dia e trouxe alívio ao mercado. A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de injetar US$ 1,5 trilhão no mercado financeiro também ajudou, mas mesmo assim o dólar fechou em novo recorde histórico, com alta de 1,41%, cotado em R$ 4,7891.

O BC injetou ao todo US$ 1,8 bilhão no mercado de câmbio hoje, em dólar à vista. A intenção era colocar mais recursos, pois só o primeiro leilão anunciado era de US$ 2,5 bilhões. Mas o BC acabou recusando várias propostas.

Na avalia do sócio e gestor da Absolute Invest, Roberto Serra, com os juros baixos no Brasil, o movimento de “carry trade” havia parado, estratégia em que um investidor toma recursos em um mercado de juro baixo e aplicar em outro de taxas altas.

“Os investidores estavam sem muita alavancagem em moedas”, disse ele. Por isso, não havia tantas posições para proteger em operações de “stop loss”.

Assim, a piora do real e outras moedas emergentes foi mais contida que os movimentos vistos em bolsas e nos juros. Só na B3 hoje foram dois circuit breakers e, na renda fixa, o comportamento dos contratos foi disfuncional, com os juros futuros parados no limite máximo de oscilação boa parte do dia.

Investidores têm mostrado frustração com a falta de medidas mais claras de Donald Trump para fazer face aos efeitos do coronavírus, o que ajuda a desencadear movimento de busca de porto seguro. O sócio da gestora Portofino Investimentos, Adriano Cantreva, ressalta que os governos têm mostrado reação rápida ao redor do mundo e Trump não vai querer chegar perto das eleições com a economia americana muito enfraquecida.

Para ele, a expectativa é de que os efeitos da doença sejam transitórios, inclusive no Brasil, onde o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer menos que o esperado este ano. A gestora SPX Capital já prevê avanço de apenas 0,9% este ano. Por enquanto, o clima é de “corrida para ativos sem risco”, ressalta Cantreva.

Para o estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz, o leilão de swap cambial (venda de dólar no mercado futuro) de US$ 1 bilhão hoje contribuiu para trazer certo alívio ao mercado. “O mercado já estava ruim e a notícia da OMS ajudou a piorar”, disse Cruz.

Fluxo Cambial

O fluxo cambial do ano até 6 de março ficou negativo em US$ 2,141 bilhões, informou na quarta-feira (11) o Banco Central. Em igual período do ano passado, o resultado era positivo em US$ 5,9 bilhões.

A saída pelo canal financeiro em 2020 até 6 de março foi de US$ 10,142 bilhões. O resultado é fruto de aportes no valor de US$ 102,084 bilhões e de envios no total de US$ 112,227 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo anual acumulado até 6 de março ficou positivo em US$ 8,001 bilhões, com importações de US$ 28,864 bilhões e exportações de US$ 36,865 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 4,775 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 13,288 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 18,802 bilhões em outras entradas.

*Com Estadão Conteúdo

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