A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez. Segundo o BC, a instituição também infringiu normas que disciplinam a sua atividade e não observou determinações do regulador.
Com o processo, os bens dos controladores e dos administradores da instituição ficaram indisponíveis. O BC afirmou ainda que vai continuar a apurar as responsabilidades sobre a situação do conglomerado. “O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes”, reforçou.
O Banco Pleno foi adquirido em julho de 2025 por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio e ex-CEO do Banco Master, com aval do Banco Central — mesmo enquanto as autoridades já investigavam irregularidades relacionadas ao Master.
O Pleno fez parte do conglomerado do Master com o nome de Voiter.
O BC enfatizou que o Pleno é um conglomerado de porte pequeno e enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial. Ou seja, com impacto muito reduzido em relação ao sistema financeiro como uma todo.
O Pleno detém apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
