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Imposto de Renda 2026: comprovantes devem ser entregues até 27 de fevereiro

Após o Carnaval, começa a organização para a declaração do IR; veja quem deve declarar e quais documentos separar

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Passado o Carnaval, começa a temporada do Imposto de Renda 2026. E o primeiro prazo importante se aproxima: empresas, bancos e planos de saúde devem entregar os informes de rendimentos até o último dia útil de fevereiro.

Em 2026, como 28 de fevereiro cai em um sábado, o limite será sexta-feira, 27 de fevereiro. Os documentos são a base da declaração do IRPF, enviada à Receita Federal.

Imposto de Renda 2026: quem deve declarar

A declaração do Imposto de Renda 2026 refere-se aos rendimentos recebidos ao longo de 2025. Até a publicação das regras oficiais do exercício 2026, valem como referência os critérios do último ano.

Devem declarar, em regra, os contribuintes que, em 2025:

  • receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano;
  • obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
  • obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • realizaram operações em Bolsa de Valores que, no conjunto, superaram R$ 40 mil no ano ou tiveram ganho líquido sujeito à tributação;
  • possuíam, em 31 de dezembro, bens ou direitos acima de R$ 800 mil;
  • passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês e permaneceram nessa condição até 31 de dezembro.

Confira mais detalhes sobre quem deve deve declarar IR em 2026.

Qual prazo para declarar o Imposto de Renda 2026?

Ainda não há data exata, mas, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o período de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 deverá ser de 16 de março a 29 de maio.

Principais deduções

Com base nos limites vigentes no ano passado, os contribuintes puderam descontar da base de cálculo do imposto:

  • Dependente: R$ 2.275,08 por dependente;
  • Despesas com educação: limite individual de R$ 3.561,50;
  • Desconto simplificado: até R$ 16.754,34;
  • Contribuições ao INSS: valor integral pago;
  • Previdência privada (PGBL): até 12% da renda tributável;
  • Despesas médicas: sem limite, desde que comprovadas.
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As deduções reduzem o imposto a pagar ou aumentam a restituição.

Documentos que você precisa para declarar

Para preencher a declaração sem erros, o contribuinte deve reunir os seguintes documentos:

Pessoais

  • CPF do titular e dependentes
  • Dados bancários

Rendimentos

  • Informe de salários ou aposentadoria
  • Informes de bancos e corretoras
  • Rendimentos de aluguel

Despesas dedutíveis

  • Recibos médicos
  • Comprovantes de escola
  • Pagamentos de PGBL

Bens e direitos

  • Escrituras e documentos de imóveis
  • Documento de veículos
  • Extratos de investimentos e saldo bancário em 31/12

Saiba mais sobre os documentos obrigatórios para declarar o Imposto de Renda 2026.

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Como declarar o Imposto de Renda 2026

Há três caminhos:

  • programa da Receita (download no site);
  • aplicativo Meu Imposto de Renda;
  • portal e-CAC, com conta Gov.br.

É possível optar pelo modelo completo (mais indicado para quem tem muitas deduções) ou simplificado.

A declaração pré-preenchida, quando liberada, já traz dados enviados por empresas e bancos. Ainda assim, é obrigatório conferir.

Isenção até R$ 5 mil: quando vale

A nova isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês já está em vigor. Mas atenção: ela vale para rendimentos recebidos a partir de 2026, ou seja, terá efeito prático apenas na declaração entregue em 2027. A declaração de 2026 ainda segue as regras anteriores.

Como se organizar mês a mês para declarar o IR

Fevereiro: reúna comprovantes de renda

Empresas, bancos e órgãos públicos costumam liberar informes de rendimentos até o fim de fevereiro, prazo legal da Receita Federal. Separe holerites, informes de aposentadoria, pró-labore, aluguéis e rendimentos financeiros.

Março: programa do IR é liberado e prazo começa

O programa da declaração do Imposto de Renda costuma ser disponibilizado no início de março, pouco antes da abertura oficial do prazo. Quem consegue enviar a declaração logo no começo reduz o risco de erros e aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

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Abril: revisão cuidadosa antes do prazo final

Para quem ainda não entregou a declaração, abril é o momento de revisar despesas médicas, gastos com educação, previdência privada (PGBL) e informações sobre dependentes. Erros nessa etapa estão entre os principais motivos de retenção na malha fina.

Maio: início das restituições

É neste mês que costuma ser pago o primeiro lote de restituição, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que entregaram cedo.

Junho a setembro: acompanhamento dos lotes de restituição

Os lotes de restituição são normalmente pagos mensalmente, de maio até setembro. É importante acompanhar o processamento da declaração para identificar eventuais pendências ou retenções.

Outubro: ajustes e regularização

Quem caiu na malha fina costuma aproveitar este período para enviar declaração retificadora ou apresentar documentos solicitados pela Receita Federal. A organização prévia da declaração reduz significativamente a chance de chegar a essa etapa.

Novembro: comece a planejar o Imposto de Renda do próximo ano

Com a declaração do ano-base 2025 praticamente encerrada, novembro é um bom momento para olhar para frente. O contribuinte pode avaliar decisões financeiras que ainda impactam o ano-base 2026, como aportes em previdência privada, organização de despesas dedutíveis e controle mais rigoroso de rendimentos variáveis.

Dezembro: planejamento tributário e organização antecipada

Dezembro é o mês-chave para pensar estrategicamente no próximo Imposto de Renda.
Contribuições à previdência PGBL, doações incentivadas dentro do limite legal e a organização de comprovantes de despesas médicas e educacionais ajudam a começar o próximo ano com vantagem.

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