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Finanças

Veja as 5 ações que mais subiram e caíram na semana

Com queda de 2,84% na segunda semana do mês, Ibovespa ainda sente os efeitos da volatilidade e risco fiscal mal resolvido

Publicado

em

por

Katherine Rivas
bolsa de valores

Uma semana de muitas emoções chegou ao fim e o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,48% aos 98.363 pontos nesta sexta-feira (11). Na semana, o índice acumulou queda de 2,84%, o pior desempenho no período desde 15 de maio quando houve uma desvalorização de 3,37%.

O mercado brasileiro seguiu o desempenho em Wall Street que sofreu durante vários pregões na mão das ações de tecnologia. Segundo Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos há muito tempo é questionada a sustentabilidade da valorização de papéis como Apple, Facebook e Google.

Apesar de alguns movimentos de correção dos índices americanos, que conseguiram em alguns dias recuperar as perdas, ele aponta que o Ibovespa não seguiu a mesma direção e muitas vezes se descolou do ritmo lá fora. “Enquanto o mercado americano se recuperava, o Ibovespa continuava caindo por causa de questões fiscais”, afirma.

Para Komura ainda há muita incerteza sobre o futuro, especialmente quando o assunto é reforma tributária, pacto federativo e reforma administrativa. Ele reforça que o problema fiscal brasileiro ainda deve ter mais desdobramentos e está longe da discussão chegar ao fim.

A nível macro houve uma agenda mista de novidades. O petróleo mostrou a desaceleração econômica, enquanto dados do desemprego nos EUA apontavam recuperação.

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições americanas também provoca tensão, com a popularidade do democrata Joe Biden e Trump procurando meios de aumentar sua popularidade, atacando a China ou proferindo discursos protecionistas. “Essa volatilidade por fatores internos ou externos deve durar até o final do ano”, aponta Komura.

Maiores altas

A maior alta da semana foi do Pão de Açúcar (PCAR3), com valorização de 17,24% no período. Segundo o analista a alta do papel esteve relacionada a decisão do conselho da companhia de separar o grupo Assaí Atacadista e negociar este por separado no mercado. Movimento que foi bem recebido pelos acionistas porque o valor dos múltiplos do atacarejo funcionam diferente do varejo tradicional.

“Geralmente o mercado paga um múltiplo maior, o que gera um valor superior no atacarejo”, explica Komura. Seguindo este raciocínio, muitas vezes o Assaí, que integra uma holding, não era precificado corretamente. Com a separação das ações o valor deve destravar, beneficiando também o Pão de Açúcar como controlador.

A segunda maior alta da semana foi da Azul (AZUL4) que avançou 8.09%. O setor aéreo apresentou números melhores em setembro com a retomada das atividades. Isso impacta positivamente nos papéis da Azul, por ser uma das companhias que mais sofreu durante a crise.

Subiu também a CSN (CSNA3), terceira maior alta da semana de 6,88%. A valorização do papel seguiu a melhora nos preços do minério de ferro na China e a notícia de que o aço deve subir também no mercado americano.

Veja as 5 maiores altas da semana:

AçãoAlta
Pão de Açúcar (PCAR3)17,24%
Azul (AZUL4)8,09%
CSN (CSNA3)6,88%
Natura (NTCO3)4,39%
JBS (JBSS3)3,02%

Maiores quedas

O destaque negativo da semana foi do IRB Brasil (IRBR3), a ação acumulou baixa de 13,09%. Segundo Komura, o grande problema da companhia ainda é a falta de previsibilidade. Apesar da nova administração ter feito ajustes, corrigindo erros de governança, ainda há muita preocupação no mercado sobre o futuro do IRB. Somado aos resultados do 2º trimestre que desanimaram os investidores.

Outro problema que a resseguradora não supera é a novela com a gestora Squadra, que no começo do ano provocou o maior tombo da companhia após anunciar sua posição vendida. E apesar da lenta recuperação do IRB nos últimos meses, a Squadra voltou a dar o tiro de mestre afirmando que continua preocupada com o futuro da ação.

Entre as maiores quedas da semana também está a Embraer (EMBR3) que recuou 8,10%. Komura explica que apesar da recuperação das companhias aéreas, o cenário para a Embraer ainda é nebuloso porque a retomada do setor é insuficiente para ressuscitar a demanda por novos aviões. “Isso é um problema que afeta todos os mercados, brasileiro, americano, asiático”, diz.

A companhia também sobre as consequências da fusão com a Boeing, que não deu certo, e faz malabarismos para reduzir custos de operação para se manter a curto prazo. “Recentemente a Embraer anunciou novas demissões e alguns acordos para reduzir gastos”, aponta

Veja as 5 maiores quedas da semana:

AçãoQueda
IRB Brasil (IRBR3)-13,09%
Petrorio (PRIO3)-10,08%
Embraer (EMBR3)-8,10%
Bradesco ON (BBDC3)-7,14%
Lojas Renner (LREN3)-6,91%

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