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5 fatos para hoje: crise do varejo; investir em BDRs

Cenário macroeconômico deve continuar penalizando setor das varejistas na bolsa em 2022.

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Loja da Casas Bahia, da Via Varejo, em São Paulo (SP) 03/08/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

1- Varejo deve seguir penalizado por cenário macroeconômico

As empresas de varejo na bolsa devem encerrar o ano na lanterna do Ibovespa. Até agora, esse é um dos setores que acumulam as maiores perdas, com destaque para Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3), cujas ações já caíram perto de 65% e 75%, respectivamente. Seus pares não ficam muito atrás. Americanas perdeu mais de 60%; Lojas Americanas (LAME3) teve desvalorização perto de 50%; Lojas Renner (LREN3) caiu 25%. Isso tudo com breves hiatos no comportamento baixista, em que os papéis viram para o positivo, mas acabam não se sustentando.

O vilão do setor é o cenário macroeconômico, que produz a tempestade perfeita para o baixo consumo: inflação, juros altos, desemprego, somados às restrições causadas pela pandemia, que adicionam uma boa dose de insegurança à intenção de compra. E as expectativas para o próximo ano não colaboram, já que não se vislumbram sinais de mudança no horizonte.

Na opinião da responsável pela cobertura do setor de Varejo no BB-BI, Georgia Jorge, o que poderia ajudar o setor a reagir seria uma ancoragem das expectativas inflacionárias para 2022 e 2023, para gerar um cenário menos incerto quanto ao tamanho e duração do ciclo de aperto monetário. Afora isso, seria importante ter uma visão mais clara sobre a evolução da pandemia, que amenizasse as preocupações com a descoberta de novas variantes de modo que não trouxesse de volta os temores com restrição de mobilidade.

No contexto atual, entretanto, alguns segmentos do varejo devem se sair melhor que outros no curto e médio prazos. Nesse grupo estariam, por exemplo, o ramo alimentício, que é menos sensível a mudanças macroeconômicas, e o de vestuário, que vem sendo beneficiado pelo “consumo de vingança”, em virtude da reabertura da economia. Trata-se de um tipo de comércio que tem tíquete médio mais baixo e maior frequência de compra, quando comparado, por exemplo, a eletrônicos e eletrodomésticos, observa Rodrigo Crespi, da Guide Investimentos.

Também podem se sair melhor os segmentos de nicho, como Centauro, que é voltado ao público esportivo; Lojas Renner, caracterizada por fast fashion e boa omnicanalidade; Alpargatas, que está diversificando a receita, não somente no mercado doméstico mas com cada vez maior participação internacional.

Na outra ponta estaria o e-commerce, que deve continuar a registrar números fracos em razão da base comparativa: no ano passado tiveram desempenho bom, acima de todo o setor, em razão do isolamento social e do custo do crédito ainda baixo naquele momento.

2- Em busca de maior ganho, investidor mira segmento de recibo de ações

De acordo com dados da B3, o número de investidores em BDRs chegou a 475,1 mil em novembro de 2021. O detalhe é que esse número nem chegava a 3 mil há menos de dois anos.

Essa aceleração aconteceu por conta de uma decisão da Comissão de Valores Mobiliários, em outubro do ano passado, permitindo que pequenos investidores negociassem os recibos e também fundos de índices (ETFs) do exterior.

Antes, apenas os investidores qualificados, que têm mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras, eram liberados para realizar esses movimentos.

Agora, a negociação de um BDR de empresas como Apple (AAPL34), Tesla (TSLA34) e Microsoft (MSFT34) é tão simples e acessível quanto comprar uma ação no aplicativo da corretora. E esse movimento foi acelerado por conta do bom momento da renda variável ao redor do mundo, enquanto a Bolsa brasileira patina.

Para se ter uma base de comparação, enquanto o S&P 500, principal índice dos Estados Unidos, subiu quase 27% no ano e batendo recordes atrás de recordes, o Ibovespa amarga uma queda de cerca de 10% no mesmo período.

3- 81% dos brasileiros querem mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional

A personal trainer Brenda Oliveira, de 27 anos, pediu demissão de seu emprego fixo e ficou só com as aulas particulares; a bancária Carolina de Almeida Ferraz, de 43 anos, trocou de cargo e reduziu sua remuneração; e a gestora educacional Denise Lourenço, de 41 anos, deu um basta nas reuniões intermináveis e inseriu atividades de bem-estar no seu dia a dia. Em comum, essas três mulheres decidiram criar uma rotina capaz de equilibrar vida pessoal e profissional, mesmo que significasse reduzir a renda ou diminuir a estabilidade.

Para as profissionais, os traumas da pandemia foram vitais para criar novas prioridades e compatibilizar a vida financeira com o bem-estar social. Apesar dos mais de 14 milhões de desempregados no país, elas não estão sozinhas nessa nova realidade para profissionais mais qualificados. Pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Randstad mostra que 81% dos brasileiros querem mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal – acima da média global, de 67%.

O resultado da pesquisa, que ouviu mais de 27 mil pessoas de 34 países, revela um fenômeno chamado pela consultoria de “great enlightenment” – ou “a grande iluminação”. Trata-se do despertar do trabalhador que deve ser percebido pelo mercado daqui para frente. “A pandemia trouxe uma nova noção de realidade, com hábitos digitais e um aprendizado constante”, diz o presidente da Randstad, Fabio Battaglia.

Segundo ele, a visão de que é necessário mudar aspectos das carreiras ocorre mais nas posições administrativas, cujo pessoal foi em peso para o home office e teve de conviver com as atividades pessoais e profissionais dentro de casa. Nas áreas operacionais, isso não ocorre ainda.

4- Brasil cai no ranking da produção industrial, diz CNI

O Brasil caiu uma posição no ranking da indústria global desde o início da pandemia, que atingiu a produção no mundo inteiro, mas não na mesma intensidade. Entre os países que tiveram retração acima da média na atividade do setor, o país foi superado pela Rússia, ao cair da 13.ª para a 14.ª colocação na lista dos maiores produtores industriais.

A queda do Brasil acontece enquanto a China abriu distância como maior país produtor industrial do mundo, sendo responsável por 31,3% da produção global.

O dado faz parte de um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em estatísticas, relativas ao ano passado, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial.

A conclusão da CNI é de que a manufatura brasileira segue perdendo relevância na economia mundial.

5- ‘Meteoro’ das dívidas pode virar ‘asteroide’ de quase R$ 1 tri

O governo federal conseguiu se proteger de parte do “meteoro” de precatórios (dívidas reconhecidas pela Justiça) que teria de pagar em 2022, mas encontrará um “asteroide” de quase R$ 1 trilhão nos próximos anos. Esse é o volume recorde de desembolso a que a União está sujeita em processos nos quais a chance de derrota é alta, segundo dados do Relatório de Riscos Fiscais divulgado pelo Tesouro Nacional.

De acordo com o órgão, processos judiciais classificados como “perda provável” saltaram de um risco aos cofres públicos de R$ 707 bilhões para R$ 937,8 bilhões em 2021. O valor ainda pode ser maior, já que há casos nos quais não é possível medir o possível impacto fiscal de determinadas ações em caso de derrota.

Os processos são classificados em perda provável e possível. Somando as duas categorias, caso a União perdesse todas as ações, o impacto seria de R$ 2,2 trilhões.

Os dados envolvem tanto processos com potencial para resultar em pagamentos diretos pela União, os precatórios, quanto processos nos quais o governo não terá despesas diretas em caso de perda, mas que terão impacto na arrecadação futura projetada. Isso acontece, por exemplo, quando o governo não pode mais cobrar determinado imposto.

Um processo é classificado como perda provável quando abrange ações nas quais já houve alguma decisão colegiada desfavorável à União no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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