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5 fatos para hoje: PEC do auxílio, prejuízo da Hering e insider da Petrobras

Foram 62 votos favoráveis e 16 contrários ao texto da PEC; senadores ainda vão analisar alterações no texto e votar a medida em segundo turno.

Publicado

em

13/12/2016 REUTERS/Adriano Machado

1 – Senado aprova texto-base da PEC do auxílio

O Senado aprovou, em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, formulada para destravar uma nova rodada do auxílio emergencial e acionar medidas de contenção de gastos no futuro. Foram 62 votos favoráveis e 16 contrários. Os senadores ainda vão analisar alterações no texto e votar a medida em segundo turno. Depois, a proposta vai para a Câmara dos Deputados.

A votação ocorreu após uma articulação de líderes do Senado para retirar as despesas do Bolsa Família, calculadas em R$ 34,9 bilhões, do teto de gastos neste ano. A tentativa causou reação negativa da equipe econômica e do mercado financeiro e foi chamada de “balão de ensaio” do Senado nos bastidores. Agora, a negociação é usar a economia de recursos do orçamento do Bolsa Família nos quatro meses de concessão do auxílio para reforçar o programa no segundo semestre.

2 – Petrobras confirma que Leonardo Antonelli não pretende ser reconduzido a conselho

A Petrobras (PETR3, PETR4) confirmou nesta quarta-feira(3), em fato relevante, que o conselheiro Leonardo Pietro Antonelli informou à companhia que não pretende ser reconduzido como indicado pelo acionista controlador na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O anúncio ocorre após o membro do conselho dizer ao Estadão que também não pretende aceitar a recondução ao cargo proposta pela União.

Segundo o comunicado, a não recondução do conselheiro não impede que ele seja eventualmente indicado e eleito novamente pelos acionistas minoritários, caso haja solicitação de voto múltiplo e ele receba votos o suficiente.

3 – Cia Hering tem queda de 12% no lucro do 4º tri

A Cia Hering (HGTX3) divulgou nesta quarta-feira baixa de 12% no lucro líquido do quarto trimestre ante mesmo período de 2019, para R$ 55,6 milhões, com receita líquida quase estável.

A empresa anunciou também investimento de R$ 131 milhões em 2021, seu “maior investimento da história”. Os recursos irão para tecnologia, reestruturação de sistemas, plataformas digitais e modernização de parque industrial e logístico.

O resultado foi divulgado alguns dias após a rival Lojas Renner reportar queda de 31% no lucro do quarto trimestre e informar que espera rentabilidade menor neste ano por causa da expectativa de maiores investimentos.

4 – Ministério oficializa intenção de comprar vacinas

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (3) a intenção de comprar doses das vacinas da Pfizer e da Janssen contra Covid-19, conforme edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite desta quarta-feira, em mais um passo do governo Jair Bolsonaro para tentar acelerar a compra de imunizantes em meio ao recrudescimento da pandemia no país.

Segundo a publicação, o ministério pretende comprar 100 milhões de doses Pfizer e outras 38 milhões de doses da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson. A decisão da pasta de contratar os dois laboratórios para comprar os imunizantes até o final do ano foi viabilizada por uma medida provisória aprovada pelo Congresso que permitiu a dispensa de licitação para esse tipo de contratação.

Pouco antes, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que seguia os trâmites para assinar o contrato para a aquisição da vacina contra Covid-19 da Pfizer “o mais rápido possível”.

5 – Suspeita de insider da Petrobras já estava no radar da B3

As operações atípicas com ações da Petrobras já haviam chamado a atenção dentro da B3, a bolsa paulista, nos dias que se seguiram à sinalização dada pelo presidente Jair Bolsonaro de que pretendia trocar o comando da estatal. A BSM Supervisão de Mercados, braço autorregulador do mercado de capitais ligado à B3, identificou que algumas operações não se encaixavam no padrão regular, e já vinha investigando. O jornal O Globo revelou que transações com papéis da empresa que têm toda a aparência de uso de informação privilegiada (insider trading) deram a um investidor um lucro na casa dos R$ 18 milhões.

Uma operação atípica é facilmente captada pelo sistema da B3, que sempre abastece a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o xerife do mercado de capitais, com tais informações. A estrutura é capaz de perceber, por exemplo, quando uma ação se mexe muito rapidamente sem motivo aparente e quando um volume financeiro incomum é observado em um determinado ativo. Em geral, porém, operações de insider trading são feitas em volumes pequenos, de forma a não chamar a atenção do regulador. O caso da Petrobras destoa desse padrão.

* Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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