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Imposto de Renda 2026: como se organizar mês a mês para declarar o ano-base 2025

Declaração deve começar em março e ir até abril ou maio; planejamento evita erros e facilita a entrega do próximo ano

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A declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao ano-base 2025 deve começar, como de costume, em março, com prazo de entrega que normalmente vai até o fim de abril — ou, como ocorreu em alguns anos, até o fim de maio. O programa da Receita Federal costuma ser liberado alguns dias antes da abertura oficial do prazo, permitindo que o contribuinte já se organize com antecedência.

Com a temporada de declaração se aproximando, preparar documentos e informações ao longo do ano é a melhor forma de evitar erros, cair na malha fina ou pagar mais imposto do que o necessário.

Ao tratar a declaração do Imposto de Renda como um processo contínuo — e não apenas como uma obrigação concentrada em março e abril — o contribuinte ganha previsibilidade, reduz riscos e transforma o acerto com o Fisco em uma tarefa muito mais simples.

Janeiro: organize a base da declaração

Janeiro é o mês ideal para montar a estrutura da declaração. Crie uma pasta (física ou digital) exclusiva para o Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025). Liste fontes de renda, bens, investimentos, dívidas e possíveis deduções para ter uma visão geral da sua situação fiscal.

Fevereiro: reúna comprovantes de renda

Empresas, bancos e órgãos públicos costumam liberar informes de rendimentos até o fim de fevereiro, prazo legal da Receita Federal. Separe holerites, informes de aposentadoria, pró-labore, aluguéis e rendimentos financeiros.

Março: programa do IR é liberado e prazo começa

O programa da declaração do Imposto de Renda costuma ser disponibilizado no início de março, pouco antes da abertura oficial do prazo. Quem consegue enviar a declaração logo no começo reduz o risco de erros e aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

Abril: revisão cuidadosa antes do prazo final

Para quem ainda não entregou, abril é o momento de revisar despesas médicas, gastos com educação, previdência privada (PGBL) e informações sobre dependentes. Erros nessa etapa estão entre os principais motivos de retenção na malha fina.

Maio: possível prorrogação e início das restituições

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Em alguns anos, o prazo é prorrogado até o fim de maio. Também é neste mês que costuma ser pago o primeiro lote de restituição, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e contribuintes que entregaram cedo.

Junho a setembro: acompanhamento dos lotes de restituição

Os lotes de restituição normalmente são pagos mensalmente, de maio até setembro. É importante acompanhar o processamento da declaração para identificar eventuais pendências ou retenções.

Outubro: ajustes e regularização

Quem caiu na malha fina costuma aproveitar este período para enviar declaração retificadora ou apresentar documentos solicitados pela Receita Federal. A organização prévia da declaração reduz significativamente a chance de chegar a essa etapa.

Novembro: comece a planejar o Imposto de Renda do próximo ano

Com a declaração do ano-base 2025 praticamente encerrada, novembro é um bom momento para olhar para frente. O contribuinte pode avaliar decisões financeiras que ainda impactam o ano-base 2026, como aportes em previdência privada, organização de despesas dedutíveis e controle mais rigoroso de rendimentos variáveis.

Dezembro: planejamento tributário e organização antecipada

Dezembro é o mês-chave para pensar estrategicamente no próximo Imposto de Renda.
Contribuições à previdência PGBL, doações incentivadas dentro do limite legal e a organização de comprovantes de despesas médicas e educacionais ajudam a começar o próximo ano com vantagem.

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