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Facebook expõe empresas que espionaram 50 mil pessoas em plataformas

O relatório da Meta afirma que a empresa suspendeu cerca de 1.500 contas no Facebook, Instagram e WhatsApp, a maioria falsas e administradas por sete organizações.

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Homem na frente de uma placa da Meta, o novo nome da empresa anteriormente conhecida como Facebook, em sua sede em Menlo Park, Califórnia 28/08/2021 REUTERS/Carlos Barria

A dona do Facebook, Meta (FBOK34), está tornando pública a atividade de empresas de vigilância privada, acusando-as de espionar coletivamente cerca de 50.000 pessoas em suas plataformas.

O relatório da Meta afirma que a empresa suspendeu cerca de 1.500 contas no Facebook, Instagram e WhatsApp, a maioria falsas e administradas por sete organizações. As entidades teriam como alvo pessoas em mais de 100 países.

Entre as organizações está a israelense Black Cube, que se tornou conhecida por usar espiões em nome do estuprador de Hollywood Harvey Weinstein. A Meta disse que a empresa de espionagem criou perfis falsos para conversar com seus alvos online e coletar seus emails, “provavelmente para ataques de phishing posteriores”.

Outros empresas citadas pela Meta incluem BellTroX, uma companhia indiana exposta pela Reuters e pelo monitor de internet Citizen Lab no ano passado, uma empresa israelense chamada Bluehawk CI e uma empresa europeia chamada Cytrox, todas acusadas de atos de invasão de computadores.

A Cognyte, que foi desmembrada da gigante de segurança Verint Systems em fevereiro, e Cobwebs foram acusadas não de invasão de sistemas, mas de usarem perfis falsos para induzir as pessoas a revelarem dados privados.

Nathaniel Gleicher, chefe de política de segurança da Meta, disse que outros alvos das empresas de espionagem incluem celebridades, políticos, jornalistas, advogados, executivos e cidadãos comuns. Amigos e familiares dos alvos também foram incluídos nas campanhas de espionagem, disse ele.

O diretor de segurança digital da Meta, David Agranovich, disse esperar que o anúncio “dê o pontapé inicial na ruptura do mercado de vigilância de aluguel”.

Marta Pardavi, uma de vários defensores dos direitos humanos na Hungria que afirmam que foram alvo da Black Cube em 2017 e 2018, afirmou que ficou contente com o anúncio da Meta, mas que quer mais informações.

“Eles nomearam escritórios de advocacia”, disse ela. “Mas empresas de advocacia têm clientes. Quem são os clientes destas empresas?”

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