{"id":21251,"date":"2020-10-06T22:00:00","date_gmt":"2020-10-07T01:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=21251"},"modified":"2025-08-25T13:57:45","modified_gmt":"2025-08-25T16:57:45","slug":"efeito-cicatriz-jovens-sao-os-mais-afetados-pela-recessao-e-desemprego-na-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/efeito-cicatriz-jovens-sao-os-mais-afetados-pela-recessao-e-desemprego-na-crise\/","title":{"rendered":"Efeito cicatriz: jovens s\u00e3o os mais afetados pela recess\u00e3o e desemprego na crise"},"content":{"rendered":"\n<p> Os brasileiros de 15 a 19 anos s\u00e3o os que tiveram o maior recuo na renda desde a pen\u00faltima recess\u00e3o que atingiu o pa\u00eds, entre 2015 e 2019, com queda de 24%. Entre os de 20 a 24 anos, a perda foi de 11%. Agora, <strong>os jovens est\u00e3o novamente entre os mais atingidos pela <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/v-u-w-ou-l-como-o-brasil-deve-sair-da-crise-do-melhor-ao-pior-cenario\/\" class=\"rank-math-link\">recess\u00e3o e o desemprego provocados pela covid-19<\/a><\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020, esses grupos perderam 34,2% e 26% da renda<\/strong>, respectivamente, de acordo com o Centro de Pol\u00edticas Sociais da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV Social). No segundo trimestre deste ano, enquanto a taxa geral de desemprego no Pa\u00eds era de 13,3%, entre a popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos ela alcan\u00e7ou 29,7%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Jovem investidor: descubra como entrar na bolsa desde cedo\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UHqedLtg7LE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O desemprego \u00e9 historicamente mais alto entre os jovens, mas a dist\u00e2ncia entre a m\u00e9dia do Pa\u00eds e a registrada entre eles aumentou na crise de 2015\/2016 e nunca mais voltou ao n\u00edvel anterior<\/strong>. Estudos mostram que o mercado de trabalho prec\u00e1rio no in\u00edcio de carreira pode comprometer sal\u00e1rio desses profissionais por toda sua trajet\u00f3ria, fen\u00f4meno chamado de &#8220;efeito cicatriz&#8221;.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Marcas da Covid<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><br>Edna Carolina Esteves Telmo tem 23 anos, \u00e9 formada em Letras e teve um \u00fanico emprego na vida at\u00e9 hoje, que durou cinco meses. Ela come\u00e7ou a procurar um primeiro trabalho pouco antes da recess\u00e3o de 2015 e 2016, quando ainda estava na faculdade, para ajudar as tias a pagar as contas da casa. Tentou vagas de recepcionista e atendente, mas ningu\u00e9m a contratou no meio da crise. Ap\u00f3s tr\u00eas anos de procura, no fim de 2018, conseguiu uma vaga em uma empresa de telemarketing, mas cinco meses depois foi demitida. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Estava tendo corte de pessoal e quem tinha avalia\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia para baixo foi mandado embora. Minha nota estava na m\u00e9dia&#8221;, conta.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><br>Desde o ano passado, ela voltou a buscar emprego, mas, com a pandemia do coronav\u00edrus, as perspectivas se tornaram piores. &#8220;Tenho tentado umas 20 vagas por m\u00eas, em qualquer \u00e1rea. Antes chamavam para entrevistas, parece que consideravam curr\u00edculo sem experi\u00eancia. Agora, n\u00e3o chamam nem respondem email&#8221;, diz ela, que ajudou a pagar as contas da casa nos \u00faltimos meses com o aux\u00edlio emergencial. As tias, uma professora do ensino p\u00fablico e uma atendente em uma loja de cartuchos para impressora, sustentam a fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Edna faz parte da gera\u00e7\u00e3o que mais sofreu os efeitos das \u00faltimas crises: jovens cuja renda despencou entre 2015 e 2017, que n\u00e3o tinham conseguido se recuperar ainda desse impacto e que est\u00e3o, novamente, entre os mais atingidos pela nova recess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Levantamento do Centro de Pol\u00edticas Sociais da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV Social) aponta que <strong>pessoas de 15 a 19 anos foram as que tiveram o maior recuo na renda entre 2015 e 2019, com uma queda de 24%<\/strong>, seguidas por aquelas que tinham entre 20 e 24 anos, cujos rendimentos diminu\u00edram 11%. Agora, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, esses grupos perderam 34,2% e 26% da renda, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><br>A queda acentuada do rendimento dos jovens \u00e9 explicada pelo fato de eles serem os mais atingidos pelo desemprego. No segundo trimestre deste ano, enquanto a taxa de desemprego no Pa\u00eds estava em 13,3%, entre a popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos ela era mais que o dobro e alcan\u00e7ou 29,7%.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><br>O desemprego \u00e9 historicamente mais alto entre os jovens. A quest\u00e3o \u00e9 que essa dist\u00e2ncia entre a m\u00e9dia do Pa\u00eds e a registrada entre eles aumentou na recess\u00e3o de 2015 e 2016, nunca mais voltou ao patamar anterior e, na pandemia, disparou.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Antes de 2015, a diferen\u00e7a da <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/desemprego-e-recorde-e-pode-voltar-aos-niveis-pre-pandemia-so-em-2022\/\" class=\"rank-math-link\">taxa de desemprego<\/a> entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira em geral e os jovens era de 8,3 pontos porcentuais. Em 2017, chegou a 14,2 ponto<\/strong>s e, com a recupera\u00e7\u00e3o &#8211; ainda que lenta &#8211; da economia em 2018 e 2019, passou a diminuir. <strong>A crise do coronav\u00edrus, por\u00e9m, fez essa diferen\u00e7a alcan\u00e7ar 16,4 pontos<\/strong> porcentuais entre abril e junho de 2020. <\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 ainda maior quando se considera o <strong>chamado efeito cicatriz, isto \u00e9, um efeito de longo prazo na carreira dos jovens que entram no mercado de trabalho em meio a uma recess\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br>Concorr\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>A alta <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/emprego-onde-estao-as-novas-vagas-de-trabalho-na-quarentena\/\" class=\"rank-math-link\">taxa de desemprego entre os mais jovens<\/a> \u00e9 explicada pelo fato de que, em meio a uma crise, pessoas com alguma bagagem profissional acabam topando trabalhar por sal\u00e1rios inferiores, passando a ocupar vagas que, inicialmente, seriam destinadas aqueles que acabam de concluir os estudos.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O economista <strong>Lucas Assis, da consultoria Tend\u00eancias, lembra que, globalmente, os jovens j\u00e1 t\u00eam uma dificuldade maior para se inserir no mercado devido a um problema de &#8220;assimetria informacional&#8221;,<\/strong> isto \u00e9, faltam informa\u00e7\u00f5es para os empregadores sobre a produtividade de quem est\u00e1 no in\u00edcio da vida laboral.<br>&#8220;No Brasil, isso \u00e9 mais grave por causa da baixa escolaridade. Jovens tendem a ter menos anos de estudo e concorrem com pessoas desempregadas de maior qualifica\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta Assis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Forma\u00e7\u00e3o e incentivo fiscal podem ajudar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><br>Melhorar a conex\u00e3o entre escolas e o mercado de trabalho \u00e9 uma das medidas que podem reduzir o desemprego de quem est\u00e1 come\u00e7ando a vida profissional, segundo o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social. &#8220;O Pa\u00eds est\u00e1 muito atrasado nisso, mas a reforma que vem sendo feita no ensino m\u00e9dio, com trajet\u00f3rias (que permitem a escolha de disciplinas pelo aluno), vai na dire\u00e7\u00e3o correta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Programas como o Formare, da Funda\u00e7\u00e3o Iochpe, est\u00e3o entre os que estreitam essa conex\u00e3o. O Formare oferece forma\u00e7\u00e3o profissional a jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade por meio de parcerias com empresas. De seus alunos, uma m\u00e9dia de 83% conseguem se inserir no mercado, mas a demanda \u00e9 muito maior do que a capacidade da funda\u00e7\u00e3o. Desde o ano passado, s\u00e3o cerca de 80 candidatos por vaga; antes, eram de 30 a 40.<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8220;Uma coisa que poderia ajudar bastante seria uma lei de incentivo fiscal para a educa\u00e7\u00e3o, como temos para o esporte e para a cultura. Existe essa necessidade porque os col\u00e9gios n\u00e3o est\u00e3o preparados para apoiar o jovem na transi\u00e7\u00e3o entre a sa\u00edda das escolas e a entrada no mercado de trabalho&#8221;, diz o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Iochpe, Cl\u00e1udio Anjos. O incentivo fiscal permitiria que mais empresas destinassem recursos a projetos de forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p><br>No curto prazo, por\u00e9m, programas de transfer\u00eancia de renda, como o Bolsa Fam\u00edlia ou o aux\u00edlio emergencial, est\u00e3o entre as poucas sa\u00eddas para amenizar a crise entre os jovens, de acordo com o economista Naercio Menezes Filho, professor do Insper. Para ele, no entanto, a \u00fanica forma de realmente resolver o problema do desemprego entre os jovens \u00e9 com crescimento econ\u00f4mico. &#8220;O Pa\u00eds tem de crescer, ter produtividade. Esse \u00e9 o melhor caminho. Quanto antes crescer, come\u00e7a a gerar emprego de novo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Presidente do F\u00f3rum da Juventude da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, Marcus Bar\u00e3o destaca que medidas que apoiam o empreendedorismo e incluam qualifica\u00e7\u00e3o, acesso a cr\u00e9dito e desburocratiza\u00e7\u00e3o podem ajudar os jovens. Programas como o Jovem Aprendiz, acrescenta Bar\u00e3o, que constroem um caminho para o primeiro emprego, tamb\u00e9m s\u00e3o positivos. &#8220;Percebemos que jovens que participam desse programa se sentem mais est\u00e1veis e lidam melhor emocionalmente com a pandemia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Iniciativas que permitam empregadores contratarem jovens pagando menos tributos tamb\u00e9m s\u00e3o bem vistas por Bar\u00e3o desde que n\u00e3o reduzam direitos j\u00e1 adquiridos. No caso do contrato Verde Amarelo &#8211; criado pelo governo de Jair Bolsonaro, mas cuja Medida Provis\u00f3ria perdeu validade -, Bar\u00e3o aponta problemas por se sobrepor \u00e0 Lei do Est\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><br>&#8220;Qualificar o jovem \u00e9 o mais importante&#8221;, diz Bar\u00e3o. &#8220;Se n\u00e3o fizermos isso, corremos o risco de milh\u00f5es de pessoas deixarem de participar da economia, produzindo e consumindo. Com qualifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da possibilidade de os jovens se realizarem como cidad\u00e3os, ser\u00e3o capazes de oferecer algo para as gera\u00e7\u00f5es seguintes.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>\u2018Efeito cicatriz\u2019: crise amea\u00e7a carreira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><br>Al\u00e9m de a situa\u00e7\u00e3o atual para os jovens j\u00e1 ser ruim, o futuro tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nada promissor. Estimativas da consultoria Tend\u00eancias apontam para um crescimento fraco do Produto Interno Bruto (PIB) na pr\u00f3xima d\u00e9cada, com uma m\u00e9dia de 2,4% ao ano at\u00e9 2029. O mercado de trabalho dever\u00e1 responder de modo gradual a isso, com a taxa de desemprego em dois d\u00edgitos pelo menos at\u00e9 2029, quando dever\u00e1 cair a 10,3% &#8211; hoje est\u00e1 em 13,8%.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><br>&#8220;O desemprego vai ficar mais alto no ano que vem, prevemos 15,7%, com pessoas que hoje est\u00e3o fora do mercado come\u00e7ando a procurar ocupa\u00e7\u00e3o. Para o mercado dos jovens, n\u00e3o vislumbramos um cen\u00e1rio otimista&#8221;, diz o economista Lucas Assis, da Tend\u00eancias.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><br>Se o cen\u00e1rio previsto por Assis se concretizar, os jovens brasileiros ter\u00e3o enfrentado, at\u00e9 o fim da pr\u00f3xima d\u00e9cada, 15 anos de crise laboral, o que poder\u00e1 marcar toda a trajet\u00f3ria profissional deles. Estudos apontam que as condi\u00e7\u00f5es iniciais do mercado de trabalho podem interferir no sal\u00e1rio e no emprego dos jovens durante toda sua vida, o que os especialistas chamam de &#8220;efeito cicatriz&#8221;. Assim, quanto maior o desemprego no come\u00e7o da carreira, menor o rendimento futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8220;O jovem, quando sai da escola, precisa experimentar v\u00e1rias ocupa\u00e7\u00f5es para saber qual combina melhor com suas habilidades. Se entra no mercado de trabalho numa recess\u00e3o, ele n\u00e3o tem essa possibilidade de experimentar ou fica desmotivado, perdendo conhecimento&#8221;, diz o economista Naercio Menezes Filho, professor do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Bruna Gabrielle Esteves, de 19 anos, faz parte do grupo de jovens que n\u00e3o t\u00eam conseguido se inserir no mercado e que podem sofrer impactos negativos durante toda a vida profissional. Bruna come\u00e7ou a estudar enfermagem no ano passado e tenta uma vaga desde os 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><br>&#8220;Procuro nas redes sociais. Tamb\u00e9m me cadastrei em quase todos os sites de emprego. Mas s\u00e3o poucas as vagas e, quando tem, a concorr\u00eancia \u00e9 muito grande e d\u00e3o prefer\u00eancia para quem tem experi\u00eancia. Fico na esperan\u00e7a de que, quando termine a faculdade, tenha emprego.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br>Viol\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Menezes Filho afirma ainda que estudos feitos na Inglaterra mostram que recess\u00f5es no in\u00edcio da carreira profissional tamb\u00e9m aumentam a probabilidade de os jovens entrarem para o crime, al\u00e9m de reduzirem a produtividade do pa\u00eds. &#8220;Ou ele pode come\u00e7ar no crime ou ir trabalhar como entregador de aplicativo, que \u00e9 o que tem hoje. Ele n\u00e3o vai alcan\u00e7ar a produtividade que teria nem a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal. Vai se acomodar em um n\u00edvel mais baixo, com sal\u00e1rio inferior. O pa\u00eds todo perde.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>O economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social, lembra que a crise dos anos 1980 no Brasil foi um dos fatores que levou a taxa de criminalidade no Pa\u00eds a patamares mais altos nos 15 anos seguinte<\/strong>s. Segundo ele, o &#8220;efeito diploma&#8221; tamb\u00e9m pode perder sua efic\u00e1cia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8220;Logo que algu\u00e9m consegue um t\u00edtulo, o ganho de renda costuma ser maior. Se se perde essa janela de oportunidade por causa da pandemia, \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o haja uma recupera\u00e7\u00e3o depois&#8221;, diz Neri.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Apesar do quadro desanimador, h\u00e1 um fator que pode ajudar o jovem. A quarentena imposta pelo coronav\u00edrus tem acelerado a transforma\u00e7\u00e3o digital das empresas e os jovens t\u00eam mais facilidade para lidar com essa nova economia. &#8220;Mesmo tendo sido os mais afetados, eles disp\u00f5e de instrumentos para tentar se inserir nas novas tend\u00eancias&#8221;, acrescenta o diretor do FGV Social.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Driblar completamente a crise \u00e9 imposs\u00edvel, afirma Lucas Oggiam, diretor da empresa de recrutamento Page Personnel. H\u00e1, por\u00e9m, como minimizar os impactos dela. Abrir-se para vagas que n\u00e3o s\u00e3o as ideais, empreender e buscar qualifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o op\u00e7\u00f5es para . Oggiam afirma tamb\u00e9m que os jovens t\u00eam de fazer curr\u00edculos simples, al\u00e9m de evitar assuntos pol\u00eamicos nas redes sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020, o grupo entre 15 e 19 anos perdeu 34,2% da renda.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":21258,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[63,374,54,216,53],"autor-wsj":[],"coauthors":[1494],"class_list":["post-21251","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-carreira","tag-desemprego","tag-ibge","tag-mercado-de-trabalho","tag-pib"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/21251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=21251"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/21251\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":709581,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/21251\/revisions\/709581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/21258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=21251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=21251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=21251"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=21251"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=21251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}