{"id":300193,"date":"2022-01-15T18:00:00","date_gmt":"2022-01-15T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=300193"},"modified":"2022-01-14T11:01:19","modified_gmt":"2022-01-14T14:01:19","slug":"brasileiro-desconfia-dos-outros-e-isso-trava-economia-aponta-bid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/brasileiro-desconfia-dos-outros-e-isso-trava-economia-aponta-bid\/","title":{"rendered":"Brasileiro desconfia dos outros e isso trava economia, aponta BID"},"content":{"rendered":"\n<p>Brasileiros e latino-americanos confiam menos nas pessoas do que o restante do mundo, e isso est\u00e1 contribuindo para o baixo desenvolvimento econ\u00f4mico e social da regi\u00e3o. \u00c9 o que concluiu estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (<strong>BID<\/strong>), obtido pelo\u00a0Estad\u00e3o\/Broadcast.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O documento mostra que <strong>apenas 12,6% dos latino-americanos confiam na maioria das pessoas. <\/strong>\u00daltimo colocado entre os vizinhos, o Brasil tem desconfian\u00e7a ainda maior: somente 4,69% dos brasileiros acreditam uns nos outros.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O porcentual est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia mundial (25%) e dos pa\u00edses ricos que integram a OCDE (41%). O estudo analisou correla\u00e7\u00f5es entre a confian\u00e7a e quest\u00f5es como n\u00edveis de produtividade, inova\u00e7\u00e3o e formaliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho e concluiu que, quanto maior o descr\u00e9dito, pior s\u00e3o as quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Na Am\u00e9rica Latina, o n\u00edvel de confian\u00e7a \u00e9 maior justamente em pa\u00edses com maior desenvolvimento econ\u00f4mico e humano: no Uruguai (21,08%), M\u00e9xico (18,37%) e Chile (17.07%). Na Argentina, o porcentual \u00e9 de 16,15%. O pen\u00faltimo colocado, ainda \u00e0 frente do Brasil, \u00e9 a Venezuela, com 5,21%.<br>&#8220;Quando pensamos em pol\u00edtica p\u00fablica, v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a temas como reformas fiscais e produtividade, que s\u00e3o essenciais, evidentemente, mas a confian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 um tema central para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica&#8221;, disse o representante do BID no Brasil, Morgan Doyle.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Obst\u00e1culo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><br>Doyle afirmou que a desconfian\u00e7a prejudica o apoio a reformas, trava a inova\u00e7\u00e3o e prejudica a redu\u00e7\u00e3o da burocracia. &#8220;A boa not\u00edcia \u00e9 que o Brasil tem ferramentas para superar esse desafio: \u00e9 enorme o potencial do Pa\u00eds, por exemplo, em digitaliza\u00e7\u00e3o, uma das chaves para aumentar transpar\u00eancia, empoderar cidad\u00e3os e gerar mais confian\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para o BID, aumentar a confian\u00e7a \u00e9 fundamental para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na Am\u00e9rica Latina e Caribe no p\u00f3s pandemia. &#8220;A confian\u00e7a \u00e9 o problema mais urgente e ainda assim menos discutido na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Seja nos outros, no governo ou em empresas, a confian\u00e7a \u00e9 menor na regi\u00e3o do que em qualquer outro lugar do mundo&#8221;, afirmou o texto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><br>O estudo oferece recomenda\u00e7\u00f5es para os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas de como reduzir o problema. De acordo com o organismo, \u00e9 necess\u00e1rio reduzir as diferen\u00e7as no acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, &#8220;investindo em \u00f3rg\u00e3os reguladores de alta qualidade e educando e informando melhor os cidad\u00e3os para lhes dar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para detectar e evitar comportamentos n\u00e3o confi\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><br>&#8220;Os governos tamb\u00e9m precisam reduzir as assimetrias de poder, aumentando a presta\u00e7\u00e3o de contas e fortalecendo institui\u00e7\u00f5es de controle externas para que os cidad\u00e3os e empresas sintam que podem confiar nessas institui\u00e7\u00f5es quando forem desrespeitados por governos, empresas ou outros cidad\u00e3os&#8221;, disse o BID.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Entre as sugest\u00f5es est\u00e3o ainda maior transpar\u00eancia no or\u00e7amento p\u00fablico e na regula\u00e7\u00e3o, fortalecer partidos, elei\u00e7\u00f5es e sociedade civil e aumentar as oportunidades de participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>Na Am\u00e9rica Latina, s\u00f3 29% t\u00eam confian\u00e7a nos governos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><br>O descr\u00e9dito na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o \u00e9 maior apenas nas outras pessoas, mas tamb\u00e9m em governos e institui\u00e7\u00f5es. O estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que somente 29% dos latino-americanos t\u00eam confian\u00e7a no governo, ante 44% no mundo todo e 38% dos pa\u00edses ricos. Os dados segmentados n\u00e3o foram detalhados por pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A regi\u00e3o tamb\u00e9m tem menor seguran\u00e7a em institui\u00e7\u00f5es, como o sistema judicial e nos militares e nas elei\u00e7\u00f5es. A f\u00e9 no estado de direito \u00e9 tida por 44,8% dos latino-americanos, ante 50,8% no mundo todo e 86,12% na OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O estudo mostra ainda que a menor confian\u00e7a est\u00e1 relacionada a democracias mais fr\u00e1geis, menos inova\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o a riscos. Al\u00e9m disso, nos pa\u00edses com maior descr\u00e9dito h\u00e1 mais informalidade no mercado de trabalho, maior inefici\u00eancia nos mercados financeiros, pol\u00edticas anticrime menos eficazes. Tamb\u00e9m h\u00e1 menos demandas por bens e investimentos p\u00fablicos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que apenas 4,69% acreditam uns nos outros.<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":197667,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"autor-wsj":[],"coauthors":[2499],"class_list":["post-300193","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/300193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=300193"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/300193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":300429,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/300193\/revisions\/300429"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/197667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=300193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=300193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=300193"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=300193"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=300193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}