{"id":496046,"date":"2023-06-25T09:00:00","date_gmt":"2023-06-25T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=496046"},"modified":"2024-06-24T14:59:59","modified_gmt":"2024-06-24T17:59:59","slug":"fintech-de-brasileiros-fica-em-2o-lugar-em-ranking-de-startups-mais-disruptivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/colunistas\/fintech-de-brasileiros-fica-em-2o-lugar-em-ranking-de-startups-mais-disruptivas\/","title":{"rendered":"Fintech de brasileiros fica em 2\u00ba lugar em ranking de startups mais disruptivas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Empresa brasileira fica em 2\u00ba no ranking das startups de sucesso no mundo\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RDUe7lICgMM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea sabia que uma fintech fundada por brasileiros \u00e9 destaque em um dos principais rankings mundiais de startups disruptivas de r\u00e1pido crescimento?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o para por a\u00ed: um dos jurados deste ranking tamb\u00e9m \u00e9 brasileiro. Estou falando da lista anual das 50 startups mais disruptivas do mundo e que tendem a impulsionar mudan\u00e7as nos mais diversos setores: a Disruptor 50.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um ranking compilado anualmente pela CNBC, que \u00e9 um dos maiores canais de not\u00edcias de neg\u00f3cios nos Estados Unidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fintech Brex, empresa fundada por brasileiros e baseada em San Francisco, nos Estados Unidos, ocupa a segunda coloca\u00e7\u00e3o na edi\u00e7\u00e3o 2023 do ranking. Ela oferece cart\u00f5es de cr\u00e9dito corporativos e gest\u00e3o financeira para startups e empresas de tecnologia, chegando a atingir um valor de mercado estimado em US$ 12 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a Brex ficou atr\u00e1s apenas da Open AI, dona do <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/chatgpt\/\">Chat GPT<\/a>, que ocupa a primeira posi\u00e7\u00e3o e que \u00e9 cliente das solu\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os financeiros da Brex.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lista das startups mais inovadoras do mundo \u00e9 feita a partir de um processo de avalia\u00e7\u00e3o criterioso por v\u00e1rios jurados, considerando o n\u00edvel de inova\u00e7\u00e3o, crescimento, potencial de impacto e de moldar o futuro dos seus setores, transformando solu\u00e7\u00f5es tradicionais a partir de modelos de neg\u00f3cios e uso de tecnologias inovadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o ranking \u00e9 reconhecido pelo potencial de prever neg\u00f3cios inovadores que conseguem alcan\u00e7ar grande sucesso. Por exemplo, logo ap\u00f3s o Waze ter aparecido na lista de 2013, o Google (<a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/cotacao\/gogl34-alphabet\/\">GOGL34<\/a>) adquiriu a startup israelense por cerca de US$ 1,3 bilh\u00f5es. Hoje, a empresa conta com mais de 140 milh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos. Um grande sucesso!<\/p>\n\n\n\n<p>O Spotify (<a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/cotacao\/s1po34-spotify\/\">S1PO34<\/a>) tamb\u00e9m, uma vez startup, apareceu na lista de anos atr\u00e1s. Lan\u00e7ado em 2008, o servi\u00e7o de streaming de \u00e1udio tem atualmente mais de 80 milh\u00f5es de m\u00fasicas, quase 500 milh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos sendo que, desse total, quase 200 milh\u00f5es s\u00e3o usu\u00e1rios que pagam pelo servi\u00e7o em mais de 180 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, no ranking de 2023, pela segunda vez consecutiva em 2\u00ba lugar, apareceu a Brex, empresa fundada em 2017 pelos brasileiros <strong>Henrique Dubugras <\/strong>e <strong>Pedro Franceschi<\/strong>, com a proposta de transformar o setor de finan\u00e7as corporativas.<\/p>\n\n\n\n<p>De maneira geral, trata-se de uma empresa de servi\u00e7os financeiros que ajuda outras empresas na gest\u00e3o de gastos e pagamentos de contas. O neg\u00f3cio iniciou como uma empresa de cart\u00e3o de cr\u00e9dito para pequenos neg\u00f3cios e startups, disruptando a ind\u00fastria de cart\u00f5es. Ela dava limites a startups e empresas de tecnologia que n\u00e3o conseguiam acesso a este meio de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme cresceu, a Brex come\u00e7ou a atender outras demandas dos seus clientes corporativos. Por exemplo, avan\u00e7ou para o setor de gest\u00e3o de gastos corporativos com uma proposta bastante interessante: diferentemente de solu\u00e7\u00f5es existentes, o software da Brex tenta diminuir burocracias que poderiam deixar os neg\u00f3cios mais lentos. Lembrando que a lentid\u00e3o \u00e9 algo que poderia punir resultados de empresas de tecnologia e startups baseadas em modelos \u00e1geis.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a Brex conseguiu oferecer uma solu\u00e7\u00e3o para acelerar a velocidade dos neg\u00f3cios enquanto ajudava as empresas a criarem uma cultura financeira em escala global.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter uma ideia, os concorrentes da Brex incluem a American Express e bancos grandes que oferecem cart\u00f5es corporativos, al\u00e9m de v\u00e1rias empresas que oferecem solu\u00e7\u00f5es para a gest\u00e3o de gastos corporativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 grande concorr\u00eancia, os fundadores da Brex dizem que o diferencial do neg\u00f3cio \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o entre o cart\u00e3o e o software de gest\u00e3o de gastos. De fato, ter ambos \u00e9 um grande potencial. Os gestores em uma empresa n\u00e3o precisam aprovar todo tipo de despesa, a n\u00e3o ser que esteja fora da pol\u00edtica deles. Recibos de gastos tamb\u00e9m, pois o software integrado permite reunir automaticamente recibos envolvendo gastos em restaurantes, viagens e outros gastos dos funcion\u00e1rios ao desempenharem suas atividades na empresa, inclusive em outros pa\u00edses. Imaginem o tempo economizado dos gestores! E ainda h\u00e1 potencial desta inova\u00e7\u00e3o para futuramente contribuir com or\u00e7amento e contabilidade nas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Conceitualmente falando, a Brex identificou um segmento de clientes corporativos formado por startups e empresas de tecnologias que estavam insatisfeitas com as solu\u00e7\u00f5es dos bancos tradicionais. E a\u00ed, ela focou em uma atividade feita por esses clientes, como o pagamento de despesas com cart\u00e3o, para fazer algo melhor do que solu\u00e7\u00f5es existentes e depois avan\u00e7ar em outras atividades como a gest\u00e3o de gastos corporativos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo uma analogia, na parte de cart\u00f5es, \u00e9 algo similar ao que o Nubank fez no Brasil, por\u00e9m, focado nos indiv\u00edduos. O Nubank tamb\u00e9m identificou segmentos de clientes insatisfeitos com as solu\u00e7\u00f5es dos grandes bancos tradicionais e transformou esse mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que as empresas mais inovadoras do mundo t\u00eam de diferente? Thales Teixeira, jurado da CNBC, responde<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Thales Teixeira \u00e9 jurado brasileiro do Disruptor 50 h\u00e1 mais de quatro anos, professor na Universidade da Calif\u00f3rnia e ex professor associado por dez anos na Harvard Business School. Ele tamb\u00e9m fundou uma consultoria global focada em disrup\u00e7\u00e3o, a Decoupling.co, e \u00e9 autor do livro Unlocking the Customer Value Chain &#8211; Desvendando a Cadeia de Valor do Cliente, em portugu\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista exclusiva comigo para o Por Dentro do Neg\u00f3cio, Thales conta como funciona a escolha das empresas que entram para o ranking e fala sobre a evolu\u00e7\u00e3o das inova\u00e7\u00f5es digitais no mundo dos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Thales, voc\u00ea poderia nos contar sobre os bastidores da escolha das empresas mais disruptivas do mundo? Como jurado, o que voc\u00ea leva em considera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Thales Teixeira:<\/strong> Todos os anos, avaliamos milhares de candidatos de startups do mundo inteiro, mas a maioria vem dos Estados Unidos. Elas nos mandam uma variedade de dados, a maioria confidenciais, como informa\u00e7\u00f5es financeiras, comerciais e plano de neg\u00f3cios. Elas mostram os n\u00fameros, o que t\u00eam feito no \u00faltimo ano e, baseado nessas informa\u00e7\u00f5es, escolhemos as 50 mais disruptivas entre milhares de uma variedade de setores, como agtech (agroneg\u00f3cio+tech), marketing tech, fintech, insurtech, retail tech e assim por diante. Os jurados escolhem entre si os par\u00e2metros mais importantes para uma empresa ser classificada como disruptiva. Particularmente, eu advogo em termos de tra\u00e7\u00e3o comercial, de fit com o mercado, capacidade de roubar participa\u00e7\u00e3o de mercado de empresas estabelecidas e de crescer fortemente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Vejo que muita coisa mudou no ambiente das startups nos \u00faltimos anos. Considerando a evolu\u00e7\u00e3o dos tipos de inova\u00e7\u00f5es e startups desde quando voc\u00ea come\u00e7ou a servir como jurado desse ranking, quais as principais mudan\u00e7as que observou?&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>T.T.:<\/strong> Quando comecei esse trabalho de jurado mais de quatro anos atr\u00e1s, a onda era de startups que estavam no varejo, neg\u00f3cios B2C (business-to-consumer). Ent\u00e3o, elas tinham mais exposi\u00e7\u00e3o na m\u00eddia, conseguiam mais investimento e cresciam mais rapidamente. De l\u00e1 para c\u00e1, o que temos visto \u00e9 uma migra\u00e7\u00e3o de B2C para B2B (business-to-business). As startups que mais crescem criam produtos e servi\u00e7os para outras empresas. Neste ano, a startup mais disruptiva foi a que criou o Chat GPT, que \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o porque a ferramenta pode ser usada por consumidores e por empresas. Mas a partir da\u00ed, a maior parte dos demais colocados \u00e9 B2B.<\/p>\n\n\n\n<p>A Brex, que ficou em segundo lugar, que \u00e9 uma empresa que oferece servi\u00e7os financeiros, na maior parte, para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Fazendo a conex\u00e3o com algumas mudan\u00e7as, observei que a intelig\u00eancia artificial foi apontada como determinante para gerar mais de 50% das receitas em 21 das 50 empresas no ranking de 2023. O que chama a sua aten\u00e7\u00e3o sobre o crescente papel da intelig\u00eancia artificial entre os disruptores?&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>T.T.:<\/strong> Podemos simplificar a hist\u00f3ria dos \u00faltimos 40 anos de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos com a entrada avassaladora do computador pessoal nos anos 1980 e 1990, depois a segunda onda veio com a internet e, agora, o que se fala \u00e9 que o potencial da <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/inteligencia-artificial\/\">intelig\u00eancia artificial<\/a> \u00e9 t\u00e3o grande quanto a entrada da internet e do computador pessoal para a vida das pessoas e para as empresas. Muito se discute sobre intelig\u00eancia artificial, mas a grande verdade \u00e9 que a maioria das empresas est\u00e1 tentando criar plataformas de ferramentas que possam executar casos espec\u00edficos muito mais valiosos para consumidores e outras empresas usando intelig\u00eancia artificial, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o de filmes, de scripts, de imagens, de conte\u00fado jornal\u00edstico, informa\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, jogos, entre tantos outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da lista, voc\u00ea esteve em um evento com Henrique Dubugras, cofundador da Brex. O que a empresa tem de mais interessante e diferente das demais disruptoras na sua vis\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>T.T.:<\/strong> Desde que comecei a trabalhar como jurado da CNBC Disruptor 50, \u00e9 grande destaque uma empresa genuinamente brasileira estar no ranking. A fintech est\u00e1 nos Estados Unidos, mas foi fundada por dois brasileiros. Eu estive com o Henrique Dubugras alguns dias atr\u00e1s, no evento da CNBC, e o que ele me falou foi um caso muito interessante. Eles come\u00e7aram com uma atividade muito verticalizada, concentrada em entregar cart\u00e3o de cr\u00e9dito para pessoas que estavam nos Estados Unidos, que tinham conseguido investidores para as startups. Ou seja, tinha um investimento por tr\u00e1s, s\u00f3 que por estarem nos Estados Unidos h\u00e1 pouco tempo, n\u00e3o tinham hist\u00f3rico e, por isso, n\u00e3o podiam ir a um banco e pedir um cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Eles desacoplaram essa cadeia de valor de consumidores que s\u00e3o fundadores de empresas porque viram que os bancos tradicionais n\u00e3o estavam oferecendo esse produto. De l\u00e1 para c\u00e1, o que eles fizeram foi criar mais ferramentas digitais e servi\u00e7os financeiros para apoiar esses fundadores de startups. Hoje, est\u00e3o cada vez mais em nichos diferentes, com produtos financeiros para pessoas que t\u00eam startups de tecnologias, biotecnologia e em outras ind\u00fastrias, e cada um desses servi\u00e7os \u00e9 muito focado nas necessidades dos clientes. Se voc\u00ea tem despesas financeiras de viagem com seus funcion\u00e1rios, folha de pagamento e tudo mais, eles est\u00e3o criando mais e mais ferramentas num aplicativo s\u00f3, que funciona de maneira muito mais eficiente e simples, usando toda a tecnologia dispon\u00edvel que eles desenvolveram nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Para fecharmos nosso papo, em um dos seus artigos na Harvard Business Review, voc\u00ea cita que a disrup\u00e7\u00e3o come\u00e7a com clientes insatisfeitos, n\u00e3o apenas com tecnologia. Poderia dar alguns exemplos e o que quer dizer com isto?&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>T.T.:<\/strong> Dando um passo para tr\u00e1s, quando eu era professor em tempo integral na Harvard Business School, havia v\u00e1rias pessoas no departamento de marketing tentando entender e explicar para nossos alunos e para as pessoas no mercado de neg\u00f3cios em geral o que estava acontecendo com a disrup\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Na \u00e9poca, chamava-se de tecnologia disruptiva aquela criada por uma empresa e que normalmente come\u00e7ava com uma tecnologia ruim, pior do que a que estava no mercado, mas que aos poucos ia melhorando e depois tomava conta do mercado. Dizia-se que elas roubavam consumidores das empresas tradicionais, que acabavam morrendo, a exemplo da Xerox, Kodak e empresas automobil\u00edsticas, entre outras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu notava visitando as startups \u00e9 que o neg\u00f3cio disruptivo delas olhava do ponto de vista do consumidor, do cliente, e elas contavam que usavam tecnologias que estavam dispon\u00edveis no mercado. Ent\u00e3o, n\u00e3o era um segredo, n\u00e3o foi inventado l\u00e1 dentro. O Facebook (<a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/cotacao\/fbok34-facebook-inc\/\">FBOK34<\/a>) n\u00e3o inventou as tecnologias que usou para disruptar o mercado de m\u00eddias sociais. O Youtube tamb\u00e9m n\u00e3o inventou as tecnologias para roubar participa\u00e7\u00e3o de mercado em v\u00eddeos online. Netflix (<a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/cotacao\/nflx34-netflix\/\">NFLX34<\/a>) n\u00e3o inventou tecnologias, estava dispon\u00edvel ao alcance de muitas outras empresas. O que essas empresas descobriram rapidamente foram oportunidades em atividades nas quais os consumidores estavam insatisfeitos. N\u00e3o era uma insatisfa\u00e7\u00e3o de modo geral, o consumidor n\u00e3o estava insatisfeito com seu banco em tudo, ou com todos os canais de televis\u00e3o. Eles estavam insatisfeitos com coisas muito espec\u00edficas, por exemplo, quanto tempo demorava para ser aprovado e receber um cart\u00e3o de cr\u00e9dito, ou quanto tempo demorava para ir a uma locadora, pegar um filme e voltar para casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, essas startups, \u00e0 \u00e9poca, criaram servi\u00e7os bem nichados, segmentados, e roubaram aquelas atividades das empresas tradicionais, processo que no meu livro eu chamo de <em>decoupling<\/em> ou desacoplamento. Ent\u00e3o, um resumo \u00e9 que a maioria das startups cresce aumentando as atividades que fazem ao cliente, mas inicialmente elas conquistam apenas uma ou duas atividades da cadeia de valor do cliente que est\u00e1 mal feita nas empresas estabelecidas. Esse \u00e9 o processo de desacoplamento (<em>decoupling<\/em>), e o que eu tenho notado \u00e9 que cada vez mais, nos \u00faltimos anos, as startups que entram no ranking da CNBC Disruptor 50 come\u00e7aram com processo de<em> decoupling<\/em> e depois cresceram acoplando atividades adjacentes.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira as an\u00e1lises dos destaques do ranking anual da CNBC, que elege as 50 startups mais disruptivas do mundo e que tendem a impulsionar mudan\u00e7as nos mais diversos setores.<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":318239,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2063],"tags":[67,66],"autor-wsj":[],"coauthors":[2487],"class_list":["post-496046","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunistas","tag-fintechs","tag-negocios"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/496046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=496046"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/496046\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":496272,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/496046\/revisions\/496272"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/318239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=496046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=496046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=496046"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=496046"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=496046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}