{"id":501657,"date":"2023-07-07T14:00:00","date_gmt":"2023-07-07T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=501657"},"modified":"2025-12-11T11:03:55","modified_gmt":"2025-12-11T14:03:55","slug":"dia-do-chocolate-como-a-industria-do-cacau-se-tornou-promissora-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/dia-do-chocolate-como-a-industria-do-cacau-se-tornou-promissora-no-brasil\/","title":{"rendered":"Dia do chocolate: como a ind\u00fastria do cacau se tornou promissora no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O cen\u00e1rio do mercado brasileiro de chocolates hoje \u00e9 promissor, tanto em termos de produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o, quanto de gera\u00e7\u00e3o de empregos. A ind\u00fastria de chocolates responde pela gera\u00e7\u00e3o de cerca de 23 mil empregos diretos, de acordo com dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS), relat\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas solicitado pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego \u00e0s pessoas jur\u00eddicas e outros empregadores anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o n\u00famero evidencia a import\u00e2ncia do setor para o mercado de trabalho. A entidade celebrou nesta sexta-feira (7) o Dia Mundial do Chocolate.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial-1024x613.jpg\" alt=\"chocolate\" class=\"wp-image-501659\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial-300x179.jpg 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial-768x459.jpg 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial-172x103.jpg 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial-150x90.jpg 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2023\/07\/aposta_do_sul_da_bahia_e_de_chocolate_especial.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reprodu\u00e7ao\/TV Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Levantamento realizado pela Abicab, em parceria com a Consultoria KPMG, revela crescimento de 9,8% na produ\u00e7\u00e3o de chocolates no primeiro trimestre de 2023, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo&nbsp;per\u00edodo do ano passado. O volume atingido foi de 219 mil toneladas. Em&nbsp;2022, a produ\u00e7\u00e3o chegou a 760 mil toneladas, representando expans\u00e3o de 8% em rela\u00e7\u00e3o a 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A Abicab analisou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses que tem&nbsp;toda a cadeia produtiva de chocolates, desde a produ\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas de cacau at\u00e9 as ind\u00fastrias respons\u00e1veis pela fabrica\u00e7\u00e3o do produto final. Essa integra\u00e7\u00e3o, segundo a entidade, permite uma produ\u00e7\u00e3o de alta qualidade, apreciada pelo grande consumo nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><em>Confira as a\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/cotacao\/amer3-americanas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em> AMER3<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Consumo<\/h2>\n\n\n\n<p>O consumo de chocolates no Brasil atingiu 3,6 kg\/<em>per capita<\/em>, ou seja, por pessoa, em 2022, contra 3,2 kg&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;em 2021. A Abicab avaliou que o consumo nacional aumenta a cada ano, por\u00e9m ainda existe um grande mercado a ser aproveitado. Os fatores favor\u00e1veis para isso s\u00e3o o aumento da&nbsp;renda e a diminui\u00e7\u00e3o de desemprego, que ampliam o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com pesquisa da Euromonitor, os pa\u00edses europeus s\u00e3o os que apresentam maior consumo&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;de chocolate. O&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;\u00e9 liderado pela Est\u00f4nia, com 8,5kg\/por pessoa, seguido pela Alemanha (8,4 kg), \u00c1ustria (8 kg) e Su\u00ed\u00e7a (7,9 kg).<\/p>\n\n\n\n<p>A Abicab informou&nbsp;que os produtos oferecidos pela ind\u00fastria s\u00e3o de consumo eventual. \u201cAssim, estimulamos o consumo respons\u00e1vel e consciente, sempre no contexto de uma dieta equilibrada, associada a h\u00e1bitos alimentares saud\u00e1veis e aliada a exerc\u00edcios f\u00edsicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacou que as ind\u00fastrias investem constantemente em inova\u00e7\u00e3o e est\u00e3o empenhadas na melhoria constante de seus processos produtivos e portf\u00f3lio para a oferta de produtos de qualidade. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAs ind\u00fastrias oferecem&nbsp;ampla variedade de produtos de diferentes tamanhos, pequenas por\u00e7\u00f5es&nbsp;e demandas espec\u00edficas dos consumidores, como zero a\u00e7\u00facar, diferentes intensidades de cacau, sem lactose\u201d. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Abicab disse manter contato permanente com o Minist\u00e9rio da Agricultura, a Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC), a C\u00e2mara do Cacau e outras entidades, \u201cpara trabalhar em conjunto em favor&nbsp;da cadeia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exporta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>A Abicab destacou que o Brasil \u00e9 reconhecido internacionalmente como produtor de chocolates de qualidade. \u201cAtualmente, nossos produtos chegam a 135 pa\u00edses, com destaque para Argentina, o Chile e Paraguai\u201d. Os dados s\u00e3o do ComexStat.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, as exporta\u00e7\u00f5es totalizaram 35,8 mil toneladas, correspondendo a&nbsp;US$ 141,3 milh\u00f5es. No primeiro semestre de 2023, j\u00e1 foram exportadas 17,5 mil toneladas, correspondendo a U$ 71,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do Instituto Kantar, divis\u00e3o Worldpanel, feito para a Abicab, aponta crescimento de 16,2% em faturamento para o setor de chocolates&nbsp;em 2022, em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a associa\u00e7\u00e3o, o principal fator positivo para esse resultado, e que permanece em expans\u00e3o ap\u00f3s o per\u00edodo da pandemia da covid-19, \u00e9 o consumo fora de casa, embora tenha sido registrado aumento tamb\u00e9m no consumo dentro de casa. As duas modalidades de consumo contribu\u00edram com incremento no volume e valor arrecadados no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"875\" height=\"485\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/11\/Alimentos_Gilson_Abreu-AEN_HOME.jpg\" alt=\"Industria Barion\" class=\"wp-image-379178\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/11\/Alimentos_Gilson_Abreu-AEN_HOME.jpg 875w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/11\/Alimentos_Gilson_Abreu-AEN_HOME-300x166.jpg 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/11\/Alimentos_Gilson_Abreu-AEN_HOME-768x426.jpg 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/11\/Alimentos_Gilson_Abreu-AEN_HOME-172x95.jpg 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/11\/Alimentos_Gilson_Abreu-AEN_HOME-150x83.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Industria Barion.\nChocolate\nFoto Gilson Abreu\n15.02.19<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos benef\u00edcios trazidos pelo consumo de chocolates para a sa\u00fade, a Abicab citou o&nbsp;estudo&nbsp;<em>Chocolates Industrializados: alimentos para socializa\u00e7\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o<\/em>, feito&nbsp;pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado \u00e0 Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios&nbsp;da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n\n\n\n<p>Com apoio da Abicab, foram analisadas as composi\u00e7\u00f5es e os valores nutricionais de 483 produtos de chocolate, em que&nbsp;foi poss\u00edvel identificar que 99,6% n\u00e3o incluem antioxidantes, 98,1% n\u00e3o t\u00eam&nbsp;conservantes e 95,2% s\u00e3o isentas de corantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo comprovou ainda, segundo a Abicab, a presen\u00e7a de teores de prote\u00ednas, fibras e polifen\u00f3is, al\u00e9m dos est\u00edmulos sensoriais capazes de gerar bem-estar. Outras pesquisas destacam o potencial dos chocolates como alimentos provedores de compostos fen\u00f3licos, cuja presen\u00e7a faz com que o consumo de cacau e derivados mostre rela\u00e7\u00e3o positiva com a sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Am\u00eandoas da \u00c1frica<\/h2>\n\n\n\n<p>Os produtores de cacau nacionais que fornecem a mat\u00e9ria-prima para as ind\u00fastrias sediadas no pa\u00eds s\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas africanas e alegam que esse produto n\u00e3o apresenta quest\u00f5es sanit\u00e1rias adequadas. <\/p>\n\n\n\n<p>Indagada sobre essa quest\u00e3o pela Ag\u00eancia Brasil, a Abicab disse entender que a produ\u00e7\u00e3o nacional de cacau n\u00e3o \u00e9 autossuficiente. \u201cPor esse motivo, \u00e9 necess\u00e1ria a importa\u00e7\u00e3o do produto para atender o consumo do mercado nacional e exporta\u00e7\u00e3o. Desta forma, a ind\u00fastria moageira j\u00e1 consome todo o cacau&nbsp; produzido nacionalmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Abicab explicou que todas as an\u00e1lises exigidas por resolu\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os competentes, como o Minist\u00e9rio da Agricultura, s\u00e3o realizadas para que n\u00e3o haja riscos fitossanit\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional. \u201cO Mapa \u00e9 respons\u00e1vel por garantir que tanto a importa\u00e7\u00e3o quanto a exporta\u00e7\u00e3o de produtos animais e vegetais ocorram dentro dos crit\u00e9rios mais r\u00edgidos, seguindo as legisla\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. E, no cacau, \u00e9 da mesma forma\u201d, garantiu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crise<\/h2>\n\n\n\n<p>A presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Lima Barroso, disse que o mercado do produto&nbsp;est\u00e1 em crise desde a d\u00e9cada de 80, quando as lavouras da Bahia foram dizimadas pela doen\u00e7a chamada vassoura de bruxa. \u201cDe l\u00e1 para c\u00e1, o mercado de cacau ainda n\u00e3o se recuperou\u201d. Ela lembrou&nbsp;que os produtores est\u00e3o conseguindo se reerguer sozinhos, sem ajuda de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cN\u00e3o existe nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica direcionada ao cacau\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Vanuza, o grande problema enfrentado pelos produtores nacionais \u00e9 a importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas \u201cdesnecess\u00e1ria\u201d, feita pela ind\u00fastria. A entidade luta para conter essa importa\u00e7\u00e3o porque traz risco de pragas e doen\u00e7as inexistentes no Brasil e permite \u00e0 ind\u00fastria \u201cmanipular o pre\u00e7o das am\u00eandoas brasileiras\u201d. A entidade pede mudan\u00e7a da instru\u00e7\u00e3o normativa que liberou a importa\u00e7\u00e3o do produto africano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"857\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280.jpg\" alt=\"Barra de chocolate escura com embalagem de alum\u00ednio aberta, exibindo seus quadrados.\" class=\"wp-image-338521\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280.jpg 1280w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280-300x201.jpg 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280-768x514.jpg 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280-1256x841.jpg 1256w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280-172x115.jpg 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/06\/chocolate-1312524_1280-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Vanuza informou que a produ\u00e7\u00e3o de cacau est\u00e1 aumentando no Brasil. N\u00e3o h\u00e1 culturas somente na Bahia, no Par\u00e1 e Esp\u00edrito Santo, mas em outros estados, como Rond\u00f4nia, Roraima, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Tocantins, Goi\u00e1s, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. \u201cMas a nossa produ\u00e7\u00e3o nunca aumenta, apesar de o IBGE dizer que somos autossustent\u00e1veis\u201d. Ela garantiu que o setor n\u00e3o tem nenhum incentivo para plantar. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos previs\u00e3o de safra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da ANPC relatam que a produ\u00e7\u00e3o nacional foi de 290 mil toneladas&nbsp;no ano passado, atingindo 302 mil toneladas em 2021. Vanuza argumenta que se a produ\u00e7\u00e3o atinge 290 mil toneladas, por que a ind\u00fastria de moagem tem que importar? Disse&nbsp;ainda&nbsp;que o processo do cacau \u00e9 todo manual, desde o plantio at\u00e9 a finaliza\u00e7\u00e3o da am\u00eandoa. Diante desse cen\u00e1rio, afirmou que neste Dia Mundial do Chocolate, \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada a comemorar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outro lado<\/h2>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Ind\u00fastrias Processadoras de Cacau (AIPC) lan\u00e7ou nesta sexta-feira (7) v\u00eddeo comemorativo do Dia Mundial do Chocolate, dentro do projeto Educacau. Criado em mar\u00e7o deste ano, o projeto visa a disseminar informa\u00e7\u00f5es sobre diferentes aspectos da cacauicultura, que envolvem desde produtores rurais, t\u00e9cnicos, fornecedores de insumos e ind\u00fastrias, at\u00e9 organiza\u00e7\u00f5es sociais e os governos federal e estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A AIPC tem como associadas, at\u00e9 o momento, tr\u00eas DAS maiores empresas de alimentos do Brasil e do mundo (Barry Callebaut, Cargill e Olam). Existem outras processadoras menores, mas n\u00e3o s\u00e3o associadas \u00e0 entidade. <\/p>\n\n\n\n<p>A presidente executiva da AIPC, Anna Paula Losi, informou que a m\u00e9dia, nos \u00faltimos cinco anos, \u00e9 de 230 mil toneladas de am\u00eandoas de cacau processadas por ano. Ela&nbsp;estima que, a partir deste ano, o n\u00famero deve aumentar, porque ser\u00e1 computado o processamento de algumas empresas de menor porte.<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas companhias associadas \u00e0 AIPC respondem pelo processamento de cerca de 95% do cacau produzido no Brasil. \u201cNo ano passado,&nbsp;recebemos&nbsp;mais ou menos 202 mil toneladas\u201d. As chocolateiras artesanais utilizam cerca de mil toneladas de cacau\/ano para fabrica\u00e7\u00e3o de produtos pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Anna Paula Losi afirmou que, tirando a previs\u00e3o de safra feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) &#8211;&nbsp;\u201cdado estimativo&#8221;, em nenhum outro lugar se&nbsp;tem n\u00fameros&nbsp;que confirmem que a safra chega perto de 290 mil toneladas. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muito pelo contr\u00e1rio\u201d. Segundo a executiva, \u00f3rg\u00e3os oficiais como o Minist\u00e9rio da Agricultura e a Ceplac trabalham com n\u00famero inferior ao do IBGE. \u201cIsso acontece porque n\u00e3o se verifica se a previs\u00e3o do IBGE de fato aconteceu por ocasi\u00e3o da colheita\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Volume<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Anna Paula, a melhor forma de se ter no\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de cacau \u00e9 o volume&nbsp;comercializado. Ela&nbsp;argumentou que se \u201cno ano passado, foram recebidas mais ou menos 202 mil toneladas e as chocolateiras artesanais utilizam cerca de mil toneladas de cacau\/ano, a produ\u00e7\u00e3o em 2022 foi em torno de 215 mil toneladas\u201d. De acordo com a presidente executiva da AIPC, n\u00e3o h\u00e1 nenhum dado que confirme&nbsp;que a produ\u00e7\u00e3o nacional alcan\u00e7a perto de 290 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para suprir a necessidade, a ind\u00fastria importa cacau de outros pa\u00edses. Isso se deve porque o Brasil&nbsp;hoje&nbsp;\u00e9 o \u00fanico pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul que tem produ\u00e7\u00e3o de derivados de cacau e consegue atender o mercado sul-americano com manteiga de cacau e cacau em p\u00f3. <\/p>\n\n\n\n<p>Os principais pa\u00edses compradores de derivados de cacau do Brasil s\u00e3o Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos e Canad\u00e1. \u201cO Brasil \u00e9 um importante &#8216;player\u2019 de derivados de cacau\u201d. Cem por cento do que o pa\u00eds&nbsp;importa s\u00e3o para atender o mercado internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A importa\u00e7\u00e3o depende do cen\u00e1rio da safra no pa\u00eds. No ano passado, foram importadas 11 mil toneladas, com uma safra de 200 mil, \u201cmuito boa\u201d. J\u00e1 teve ano, por\u00e9m, em que foram importadas 60 mil toneladas. Em&nbsp;2023, at\u00e9 agora, foram importadas 30 mil toneladas. <\/p>\n\n\n\n<p>O importante, disse Anna Paula, \u00e9 que tanto a ind\u00fastria moageira, qunto&nbsp;a chocolateira, os governos e outras institui\u00e7\u00f5es de produtores est\u00e3o trabalhando em conjunto para que o pa\u00eds volte a ser autossuficiente at\u00e9 2030. Ela j\u00e1 v\u00ea&nbsp;uma queda consider\u00e1vel na importa\u00e7\u00e3o a partir de 2025, porque \u201cnovos projetos est\u00e3o entrando e a produtividade est\u00e1 melhorando\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) combate a importa\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas de cacau, sobretudo as provenientes da Costa do Marfim, na \u00c1frica, porque representariam riscos fitossanit\u00e1rios para o Brasil. Anna Paula Losi afirmou, contudo, que os crit\u00e9rios para importa\u00e7\u00e3o s\u00e3o definidos pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, ap\u00f3s an\u00e1lise dos riscos, o que \u201cgera an\u00e1lise super criteriosa, inclusive visitando&nbsp;<em>in loco<\/em>&nbsp;o pa\u00eds produtor e indicando crit\u00e9rios que devem ser adotados pela ind\u00fastria daquele local.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Praga<\/h2>\n\n\n\n<p>A AIPC est\u00e1 empenhada, junto com a coaliz\u00e3o de produtores e o governo, no combate \u00e0 monil\u00edase, a grande praga que traz riscos s\u00e9rios para a cacauicultura brasileira, uma vez que tem a capacidade de dizimar a produ\u00e7\u00e3o. O risco apresentado pela monil\u00edase \u00e9 muito maior que o da vassoura de bruxa, disse&nbsp;Anna. <\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;praga chegou no Brasil&nbsp;procedente do Equador e do Peru, tem foco no Acre e Amaz\u00f4nia \u201ce est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3xima da regi\u00e3o produtora\u201d. Nos locais onde s\u00e3o identificados focos, elimina-se a planta\u00e7\u00e3o e \u00e9 estabelecida&nbsp;uma \u00e1rea&nbsp;de cuidado. Pessoas que procedem de \u00e1reas contaminadas t\u00eam que passar por quarentena e os equipamentos por elas usados, como celulares e computadores, passam por processo de desinfec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Anna Paula informou que a ind\u00fastria importa am\u00eandoas secas e fermentadas, que t\u00eam pr\u00e9-beneficiamento. Isso significa que o produto n\u00e3o vem&nbsp;<em>in natura<\/em>. Relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Agricultura&nbsp;indica que os riscos s\u00e3o minimizados pelos procedimentos adotados na Costa do Marfim e pela ind\u00fastria, seguindo a legisla\u00e7\u00e3o nacional e internacional. <\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos riscos fitossanit\u00e1rios, de acordo com a entidade, \u201co Minist\u00e9rio da Agricultura j\u00e1 emitiu nota t\u00e9cnica informando que o risco \u00e9 muito baixo para as pragas&nbsp;<em>Striga spp<\/em>&nbsp;(planta daninha) e&nbsp;<em>Phytophthora megakarya<\/em>&nbsp;(fungo) e, portanto, n\u00e3o justifica a regulamenta\u00e7\u00e3o. Assegura tamb\u00e9m que, at\u00e9 o momento, n\u00e3o houve registro de intercepta\u00e7\u00e3o dessas pragas nas importa\u00e7\u00f5es da Costa do Marfim.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser produzido na floresta amaz\u00f4nica e na Mata Atl\u00e2ntica, conservando os dois biomas, o cacau brasileiro pode ser considerado o mais sustent\u00e1vel do mundo. \u201cE se a gente conseguir ter volume para atender o mercado interno e volume para exportar, o nosso cacau vai ser disputado pelo mundo inteiro, porque \u00e9 diferenciado\u201d, afirmou&nbsp;Anna Paula Losi. <\/p>\n\n\n\n<p>Para 2023, a expectativa da AIPC \u00e9 que a moagem ficar\u00e1 entre 230 mil toneladas e 235 mil. Para a produ\u00e7\u00e3o, a previs\u00e3o \u00e9 de que n\u00e3o vai superar o resultado de 2022, \u201cque foi uma safra muito boa\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segmento responde pela gera\u00e7\u00e3o de 23 mil empregos diretos no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":501659,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[683,462,376],"autor-wsj":[],"coauthors":[2490],"class_list":["post-501657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios","tag-alimentos","tag-industria","tag-varejo"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/501657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/63"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=501657"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/501657\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":741632,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/501657\/revisions\/741632"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/501659"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=501657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=501657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=501657"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=501657"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=501657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}