{"id":584663,"date":"2024-06-03T18:45:06","date_gmt":"2024-06-03T21:45:06","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=584663"},"modified":"2024-06-05T10:20:48","modified_gmt":"2024-06-05T13:20:48","slug":"selic-por-que-essa-mula-empacou-no-alto-do-morro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/selic-por-que-essa-mula-empacou-no-alto-do-morro\/","title":{"rendered":"Selic: por que essa mula empacou no alto do morro"},"content":{"rendered":"\n<p>O Focus praticamente jogou a toalha. Em janeiro, a pesquisa do BC junto a institui\u00e7\u00f5es financeiras, universidades e empresas dizia que a Selic fecharia 2024 em 9% cravados. H\u00e1 uma semana, o n\u00famero que aparecia na bola de cristal era maior: 10%. E agora, no relat\u00f3rio divulgado nesta segunda (3), a previs\u00e3o j\u00e1 passou para 10,25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja: h\u00e1 mais cinco reuni\u00f5es do <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/copom-taxa-selic\/\">Copom<\/a> neste ano (junho, julho, setembro, novembro, dezembro). E o mercado acredita que o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do BC terminar\u00e1 apenas uma delas anunciando um novo corte, de 0,25% (j\u00e1 que a taxa b\u00e1sica da economia est\u00e1 em 10,50%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os motivos para a deteriora\u00e7\u00e3o das expectativas pululam no notici\u00e1rio h\u00e1 meses. Primeiro, tem a quest\u00e3o fiscal. A d\u00edvida do governo saltou para R$ 8,4 trilh\u00f5es. D\u00e1 76% do PIB. H\u00e1 15 meses, no in\u00edcio do governo Lula, eram 71,7% \u2013 e vinham em rota de queda, l\u00e1 do alto dos 87,6% do auge da pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sentido se inverteu, numa realidade em que o ideal para pa\u00edses emergentes, que n\u00e3o contam com o privil\u00e9gio de imprimir moeda forte, \u00e9 de 60%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-1024x576.webp\" alt=\"Mula Selic\" class=\"wp-image-584682\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-1024x576.webp 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-300x169.webp 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-768x432.webp 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-1536x864.webp 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-1256x707.webp 1256w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-172x97.webp 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA-150x84.webp 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/06\/IN_Ilustra_Home_MULA.webp 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para piorar, o governo sinalizou em abril que pretende gastar mais do que imaginava daqui para a frente. A meta era fazer um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,5% do PIB em 2025 \u2013 traduzindo, gastar coisa de R$ 55 bilh\u00f5es a menos do que tiver arrecadado e usar a sobra para reduzir a d\u00edvida (o &#8220;prim\u00e1rio&#8221; \u00e9 porque n\u00e3o entram nessa conta os gastos com rolagem de d\u00edvida).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, no dia 15 daquele m\u00eas, mudaram a diretriz, de um super\u00e1vit de 0,5% positivo para um de 0% cravados. Em 2023, naturalmente, houve d\u00e9ficit: 2,29% do PIB \u2013 o segundo pior da hist\u00f3ria.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gastos p\u00fablicos s\u00e3o um fator que causa infla\u00e7\u00e3o, pois colocam mais moeda para circular na economia. O prop\u00f3sito dos juros \u00e9 drenar dinheiro da pra\u00e7a \u2013 de modo a reduzir a demanda e, assim, chegar ao objetivo final: diminuir a infla\u00e7\u00e3o (com menos demanda, os pre\u00e7os ficam sem ter para onde subir).<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma: enquanto os juros b\u00e1sicos drenam moeda, gastos p\u00fablicos injetam moeda. A\u00ed n\u00e3o tem jeito: gastos do governo l\u00e1 no alto exigem juros l\u00e1 no alto. E isso come\u00e7ou a segurar as perspectivas de mais cortes na Selic.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o &#8220;s\u00f3&#8221; isso. Juros servem para segurar a infla\u00e7\u00e3o, certo? Mas outro fator que causa infla\u00e7\u00e3o \u00e9 o d\u00f3lar. A moeda americana em alta joga os pre\u00e7os l\u00e1 para cima. Primeiro, por conta das importa\u00e7\u00f5es. Tudo que vem de fora fica mais caro, \u00f3bvio. Segundo, porque os produtores brasileiros podem vender para o exterior se quiserem \u2013 ent\u00e3o aumentar seus pre\u00e7os quando a cota\u00e7\u00e3o internacional daquilo que vendem sobe.<\/p>\n\n\n\n<p>E o que faz o d\u00f3lar subir? Bastante coisa. Uma das principais \u00e9 a taxa b\u00e1sica do Fed, o banco central dos EUA. E ela est\u00e1 pressionada para cima. Em parte, pela mesma raz\u00e3o daqui: a fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo americano est\u00e1 operando d\u00e9ficits pesados: gasta bem mais do que arrecada, pegando emprestado o que falta para fechar as contas. Em 2023, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio ficou em 3,8% do PIB. Pior at\u00e9 do que o nosso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida-PIB deles chegou a 120%. \u00c9 a maior desde 1946, quando chegou a conta da Segunda Guerra. Com gastos nesse n\u00edvel, n\u00e3o h\u00e1 santo que aguente. A infla\u00e7\u00e3o fica pressionada para cima, e os juros tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto maiores os juros l\u00e1 fora, mais os t\u00edtulos p\u00fablicos do governo americano pagam. Isso aumenta a demanda por d\u00f3lares no mundo \u2013 pois \u00e9 com d\u00f3lares que se compram esses t\u00edtulos. Com a demanda em alta, o pre\u00e7o dele em real sobe. E os produtos cotados em reais seguem ladeira acima. Infla\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A mec\u00e2nica das expectativas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a &#8220;parte fiscal&#8221; do problema. A outra \u00e9 a credibilidade dos bancos centrais, essas autarquias cuja raz\u00e3o de existir \u00e9 controlar a infla\u00e7\u00e3o, determinando a taxa b\u00e1sica de juros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Grosso modo, os juros de um banco central s\u00e3o o pre\u00e7o que os bancos normais pagam pelo dinheiro que v\u00e3o emprestar ao p\u00fablico mais adiante \u2013 da\u00ed o nome &#8220;taxa b\u00e1sica&#8221;. Quanto maior for a taxa b\u00e1sica, mais caro o dinheiro fica. Passa a circular menos moeda. Diminui-se a &#8220;atividade econ\u00f4mica&#8221; \u2013 menos consumo, menos investimento. A demanda cai, e a infla\u00e7\u00e3o desacelera. Trata-se de um processo doloroso, que pode levar a uma recess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que o medo desse efeito colateral pode fazer com que um BC n\u00e3o aplique a dose certa de juros, e deixe o c\u00e2ncer da infla\u00e7\u00e3o se espalhar. At\u00e9 outro dia, n\u00e3o havia essa preocupa\u00e7\u00e3o com a postura do nosso banco central. O mercado entendia que ele era um m\u00e9dico particularmente firme, capaz de pecar mais pelo excesso de rem\u00e9dio do que pela falta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso mudou na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom. Quatro dos nove integrantes votaram por um corte de 0,5 ponto percentual na dose de rem\u00e9dio anti-infla\u00e7\u00e3o, algo que reduziria a Selic para 10% cravados. Foram voto vencido, j\u00e1 que os demais cinco preferiram tirar s\u00f3 0,25 pp.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O problema: todos esses quatro integrantes foram indicados pelo governo Lula \u2013 cr\u00edtico \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos juros altos. E dos cinco que votaram pela atitude mais firme contra a infla\u00e7\u00e3o (a de reduzir menos os juros), tr\u00eas est\u00e3o no \u00faltimo ano de seus mandatos; a come\u00e7ar pelo presidente, Roberto Campos Neto. Em quest\u00e3o de meses, a ala mais dura ser\u00e1 minoria.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso deixa o mercado com receio de que logo mais teremos um BC frouxo, menos capaz de lutar contra a infla\u00e7\u00e3o. O que tamb\u00e9m tem um efeito colateral: aumenta a expectativa de infla\u00e7\u00e3o para o futuro. E num n\u00edvel bem mundano: agentes econ\u00f4micos continuam aumentando seus pre\u00e7os, por receio de que seus fornecedores, por exemplo, o fa\u00e7am antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa in\u00e9rcia inflacion\u00e1ria pressiona o BC a segurar os cortes na Selic. Mesmo um Banco Central de perfil mais relaxado se veria obrigado a endurecer, por falta de alternativa. E as perspectivas para o futuro da Selic sobem, como est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A eventual vaidade de Powell<\/h2>\n\n\n\n<p>Acontece algo parecido nos EUA, por outras raz\u00f5es. Jerome Powell, o presidente do Fed, pode ter &#8220;cantado vit\u00f3ria&#8221; antes do tempo. Essa \u00e9 a opini\u00e3o de Jos\u00e9 J\u00falio Senna, ex-diretor do Banco Central.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Powell se enamorou da ideia de passar para a hist\u00f3ria como o presidente do Fed que conseguiu derrubar a infla\u00e7\u00e3o, lev\u00e1-la para a meta, sem custo&#8221;, diz o economista, que hoje atua como chefe do Centro de Estudos Monet\u00e1rios do FGV\/Ibre e consultor associado da MCM, uma empresa de consultoria econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de 2022, Powell via a infla\u00e7\u00e3o americana subir para o maior n\u00edvel em quatro d\u00e9cadas: ao norte dos 5% na medi\u00e7\u00e3o pelo n\u00facleo do PCE \u2013 o \u00edndice que melhor exprime o comportamento dos pre\u00e7os para o longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o daquele ano, ent\u00e3o, o Fed come\u00e7ou a subir a taxa b\u00e1sica, que ainda estava em zero (mais precisamente, naquela banda entre 0% e 0,25% \u2013 nada, de qualquer forma).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, n\u00e3o menos importante do que subir os juros \u00e9 o banco central deixar claro para todo mundo que eles n\u00e3o v\u00e3o cair logo ao primeiro suspiro da infla\u00e7\u00e3o. De outra forma, a mera expectativa de que os pre\u00e7os subam l\u00e1 na frente alimenta aumentos na vida real.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fed fez seu trabalho direitinho. Em julho de 2023, os juros americanos chegaram ao patamar atual, de 5,50% (o maior desde 2001). E ao fim de cada reuni\u00e3o do Fomc (o Copom deles), Powell dizia que s\u00f3 iria come\u00e7ar os cortes quando a infla\u00e7\u00e3o estivesse rumando claramente para a meta deles, de 2% \u2013 doesse a quem doesse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ter uma ideia melhor da alta, explore o gr\u00e1fico aqui embaixo (ele mostra a taxa efetiva; sempre pr\u00f3xima daquela que \u00e9 divulgada, a taxa-meta, mas n\u00e3o precisamos nos aprofundar aqui nesta tecnicidade).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/18161886?1265504\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p>A disciplina do Fed, por\u00e9m, come\u00e7ou a dar sinais de desgaste no fim do ano passado. Em dezembro, Powell sinalizou pela primeira vez a perspectiva de tr\u00eas cortes em 2024. Na \u00e9poca, o dado mais recente do n\u00facleo do PCE era o de outubro (divulgado no final de novembro): 3,4%. Ainda longe da meta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Powell tamb\u00e9m deu a entender em dezembro que o Fed estaria pronto para baixar os juros caso o desemprego subisse. Em mar\u00e7o, falou isso com todas as letras, na abertura do discurso p\u00f3s-reuni\u00e3o do Fomc.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fed tem o que se chama de &#8220;mandato dual&#8221;. Sua raz\u00e3o de existir n\u00e3o \u00e9 apenas controlar a infla\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m manter o pleno emprego (\u00e9 assim no Brasil tamb\u00e9m, desde 2021, mas ainda falta criar a tradi\u00e7\u00e3o). Bom, quando a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a prioridade, n\u00e3o h\u00e1 &#8220;mandato dual&#8221;. Mira-se apenas a infla\u00e7\u00e3o e pronto. Se a economia fraquejar, paci\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>Nota: a economia n\u00e3o tinha fraquejado. O desemprego nos EUA estava em 3,9% (e segue assim). Bem abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, de 5,70%. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nesse discurso ele deixou claro que, mesmo assim, a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o era mais a prioridade zero. &#8220;O Powell anunciou que estava voltando para o dual. Na minha avalia\u00e7\u00e3o, fez isso de forma prematura&#8221;, diz Senna.&nbsp;Da\u00ed a interpreta\u00e7\u00e3o de que o presidente do Fed pode ter sido menos racional do que a encomenda, dando-se a miss\u00e3o virtualmente imposs\u00edvel de fazer a infla\u00e7\u00e3o voltar aos 2% sem consequ\u00eancia alguma para a economia. <\/p>\n\n\n\n<p>Powell acabou ati\u00e7ando a economia, na verdade, s\u00f3 com o poder de suas falas. Os juros de longo prazo (determinados pelo mercado, n\u00e3o pelo BC) ca\u00edram, as bolsas subiram, a massa salarial cresceu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS<\/strong>: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/com-o-tempo-as-pessoas-vao-entender-que-decisao-do-copom-foi-tecnica-diz-campos-neto\/\">As pessoas v\u00e3o entender que a decis\u00e3o do Copom foi t\u00e9cnica, diz Campos Neto<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Bom para o cidad\u00e3o americano no curto prazo, ruim para o combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Uma economia aquecida significa demanda em alta (se voc\u00ea ganha um aumento, vai usar mais servi\u00e7os, comprar mais bens&#8230;). E demanda em alta \u00e9 justamente aquilo que os juros combatem.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado: a infla\u00e7\u00e3o parou de cair. O n\u00facleo do PCE est\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas meses travado em 2,8%. Bem acima da meta de 2% (n\u00e3o \u00e9 pouca a diferen\u00e7a: sob 2,8% anuais, os pre\u00e7os dobram a cada 26 anos; a 2%, s\u00f3 a cada 36). E agora, dada a resili\u00eancia nos pre\u00e7os, as expectativas de cortes na taxa do Fed sublimaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o do ano, 65% dos investidores americanos acreditavam que o primeiro corte viria em mar\u00e7o, de acordo com a ferramenta Fed Watch, da CME. N\u00e3o rolou. Agora, a maioria das apostas (51%) \u00e9 para setembro. E 10% acham que 2024 vai terminar sem corte algum nos juros dos EUA, que ajudam a determinar os nossos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pobre Selic.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Focus passou a prever a Selic em grossos 10,25% para o final do ano. Entenda o papel dos juros americanos nessa hist\u00f3ria  <\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":584682,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[56,639,1246,52],"autor-wsj":[],"coauthors":[102469],"class_list":["post-584663","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-banco-central","tag-copom","tag-federal-reserve","tag-inflacao"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/584663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=584663"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/584663\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":585342,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/584663\/revisions\/585342"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/584682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=584663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=584663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=584663"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=584663"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=584663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}