{"id":597820,"date":"2024-07-04T10:47:33","date_gmt":"2024-07-04T13:47:33","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=597820"},"modified":"2024-07-04T15:38:43","modified_gmt":"2024-07-04T18:38:43","slug":"pelo-indice-big-mac-valorizacao-do-dolar-no-brasil-ja-e-a-maior-em-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/pelo-indice-big-mac-valorizacao-do-dolar-no-brasil-ja-e-a-maior-em-20-anos\/","title":{"rendered":"Pelo \u00cdndice Big Mac, valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar no Brasil j\u00e1 \u00e9 a maior em 20 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Qual \u00e9 o &#8220;pre\u00e7o justo&#8221; de alguma coisa? \u00c9 o tanto que as pessoas est\u00e3o dispostas a pagar. Se h\u00e1 quem d\u00ea <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/wsj\/compradores-ricos-se-ajoelham-pela-bolsa-mais-cobicada-do-mundo-faz-sentido\/#:~:text=Jane%20Birkin%20tamb%C3%A9m%20era%20desleixada,150%20mil%20no%20c%C3%A2mbio%20atual.\">R$ 100 mil por uma bolsa Birkin<\/a>, este \u00e9 o valor justo de uma bolsa Birkin. Se h\u00e1 quem pague quase<strong> R$ 5,50<\/strong> por uma unidade de d\u00f3lar, esse \u00e9 o pre\u00e7o justo de um d\u00f3lar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Verdade. S\u00f3 que mercados n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o eficientes assim em determinar pre\u00e7os, seja de bolsas da Herm\u00e9s, seja de a\u00e7\u00f5es, seja de moedas. Pense num Big Mac. Se o sandu\u00edche custa R$ 23,90 no Brasil e US$ 5,69 nos EUA, cada &#8220;d\u00f3lar Big Mac&#8221; vale <strong>R$ 4,20 <\/strong>(pois 23,90 dividido por 5,69 d\u00e1 4,20) \u2013 bem menos do que o c\u00e2mbio corrente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras: se o \u00fanico produto da economia global fosse o sandu\u00edche do McDonald&#8217;s, o d\u00f3lar a R$ 5,50 estaria bem acima de qualquer coisa que d\u00ea para chamar de &#8220;valor justo&#8221; para a moeda americana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00f3bvio, n\u00e3o existem apenas Big Macs na economia global. O mundo de verdade \u00e9 complexo demais para estabelecer um c\u00e2mbio ideal <em>com rigor cient\u00edfico<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 chutes bem informados. E o mais cl\u00e1ssico deles \u00e9 justamente o Big Mac Index, que <em>The Economist <\/em>calcula desde 1986.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"711\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-1024x711.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-597696\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-1024x711.webp 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-300x208.webp 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-768x533.webp 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-1536x1067.webp 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-1256x872.webp 1256w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-172x119.webp 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex-150x104.webp 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/bigmacindex.webp 1555w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A ideia da revista brit\u00e2nica \u00e9 simplificar o conceito de Paridade de Poder de Compra (PPP). O PPP existe para mostrar se o &#8220;poder de compra&#8221; de uma moeda est\u00e1 abaixo ou acima do razo\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com alguma outra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para verificar o PPP, economistas checam o pre\u00e7o de uma cesta de produtos iguais em dois pa\u00edses diferentes. Vamos l\u00e1. Imagine que essa cesta custe US$ 100 nos EUA e 10 mil rublos na R\u00fassia. Se o d\u00f3lar na R\u00fassia estiver a 100 rublos, legal. Isso significa que tanto em d\u00f3lar como em rublo a cesta custa a mesma coisa nos dois pa\u00edses. Fa\u00e7a as contas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, esse c\u00e2mbio hipot\u00e9tico indicaria que o c\u00e2mbio do d\u00f3lar e do rublo est\u00e1 equilibrado. \u00c9 assim que se calcula o PPP. E como a moeda central do planeta \u00e9 o d\u00f3lar, basta comparar qualquer outra com o d\u00f3lar mesmo e pronto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Big Mac em d\u00f3lar: 23% mais barato no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Acontece que algum g\u00eanio da equipe da <em>Economist<\/em> percebeu o seguinte: dois hamb\u00fargueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles no p\u00e3o com gergelim vendidos em papel\u00e3o vermelho funcionam perfeitamente como uma &#8220;cesta de produtos&#8221; \u2013 at\u00e9 melhor, se bobear (uma &#8220;cesta b\u00e1sica&#8221; dos EUA pouco tem a ver como uma do Brasil ou da China; j\u00e1 o Big Mac \u00e9 o mesmo produto, sem tirar nem p\u00f4r).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-597862\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-1024x768.webp 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-300x225.webp 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-768x576.webp 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-1536x1152.webp 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-1245x934.webp 1245w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-172x129.webp 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China-150x113.webp 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/McDonalds_China.webp 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br><br>Loja do McDonald&#8217;s no topo de uma montanha no Parque Florestal Nacional de Zhangjiajie, noroeste da China. Foto: Ana Carolina Moreno\/InvestNews<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice saiu em janeiro. O pre\u00e7o que a <em>Economist<\/em> apurou para o Big Mac no Brasil foi de R$ 23,90 (&#8220;s\u00f3 o lanche&#8221;). O combo, perd\u00e3o, o <em>c\u00e2mbio <\/em>estava em<strong> R$ 4,97<\/strong>. Em d\u00f3lar, por consequ\u00eancia, o pre\u00e7o convertido do sandu\u00edche era <strong>US$ 4,80<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas de janeiro para c\u00e1 muita coisa mudou, voc\u00ea sabe. O d\u00f3lar passou por um tsunami de valoriza\u00e7\u00e3o. Na manh\u00e3 de quinta-feira (4), mesmo em queda forte, o d\u00f3lar estava em <strong>R$ 5,47<\/strong>, 10% acima daquele que a <em>Economist<\/em> deu.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a moeda americana mais cara, o pre\u00e7o do sandu\u00edche em d\u00f3lar no Brasil cai. Atualizando os dados do Big Mac Index de janeiro, temos que o valor do lanche foi para <strong>US$ 4,49<\/strong>, ante os US$ 4,80 de janeiro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Mais adiante, vamos detalhar os outros crit\u00e9rios que usamos para atualizar os dados. O ponto central \u00e9 que o c\u00e2mbio justo pelo \u00cdndice Big Mac est\u00e1<strong> 23% abaixo do c\u00e2mbio de mercado<\/strong>. Isso significa que o real, levando em conta apenas essa m\u00e9trica, passa pela sua maior subvaloriza\u00e7\u00e3o em 20 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/18609004?1266799\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 menos familiarizado com as intemp\u00e9ries do c\u00e2mbio ao longo da hist\u00f3ria poderia at\u00e9 perguntar: &#8220;Mas n\u00e3o \u00e9 <em>sempre<\/em> assim?&#8221; N\u00e3o. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es o pre\u00e7o do sandu\u00edche do Sr. Ronald McDonald em d\u00f3lares era o mesmo no Brasil e nos EUA (igual aquele exemplo que demos do rublo, totalmente figurativo). E isso aconteceu em eras geol\u00f3gicas bem diferentes da nossa economia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>2006<\/strong>, por exemplo, o Big Mac custava R$ 6,40. O c\u00e2mbio estava em R$ 2,30. Em d\u00f3lar, ent\u00e3o, ele custava <strong>2,78<\/strong>. E qual era o pre\u00e7o nos EUA naquele mesmo momento? <strong>US$ 2,78<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aconteceu tamb\u00e9m em <strong>2015<\/strong>, com o c\u00e2mbio a R$ 3,15, o Big Mac custava <strong>US$ 4,30<\/strong> tanto nos EUA como no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E no \u00cdndice que saiu em janeiro de<strong> 2020 <\/strong>(antes da pandemia), mesma coisa. C\u00e2mbio a R$ 4,14. E l\u00e1 como c\u00e1 o pre\u00e7o em d\u00f3lar era o mesmo,<strong> US$ 4,80<\/strong>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para esses anos, ent\u00e3o, o levantamento da <em>Economist<\/em> apontava um c\u00e2mbio equilibrado para o real.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m houve os anos de desequil\u00edbrio pelo outro lado, claro, com o real supervalorizado. O auge rolou em 2011. Vale at\u00e9 decupar para saborearmos melhor:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>C\u00e2mbio em R$ 1,54 (l\u00e1grimas de saudade)<\/li>\n\n\n\n<li>Pre\u00e7o do Big Mac no Brasil: R$ 9,50<\/li>\n\n\n\n<li>Pre\u00e7o do Big Mac nos <strong>EUA<\/strong>: <strong>US$ 3,64<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li>Pre\u00e7o do Big Mac no <strong>Brasil<\/strong> em d\u00f3lar: <strong>US$ 6,12 &nbsp; <\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Sim, o sandu\u00edche custava quase o dobro aqui em d\u00f3lar. Sinal de que cada real podia comprar <em>mais moeda americana do que devia<\/em>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, porque d\u00f3lar barato demais pode ser \u00f3timo na hora de viajar. Vira aquela hist\u00f3ria que tanta gente contou: &#8220;Ficou mais barato ir pra Fl\u00f3rida comprar o enxoval do beb\u00ea do que comprar as roupinhas aqui.&#8221; Mas quem se trumbica \u00e9 a ind\u00fastria nacional. Com tudo o que \u00e9 de fora ridiculamente barato, n\u00e3o d\u00e1 para competir. Caso a situa\u00e7\u00e3o se mantenha por muito tempo, deixa de valer a pena produzir no Brasil. E pobres dos exportadores. Com o real hipertrofiado, ter receita em d\u00f3lar e despesas em reais \u00e9 um p\u00e9ssimo neg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora acontece o oposto, claro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS<\/strong>: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/quem-mais-perde-e-quem-mais-ganha-com-a-alta-do-dolar\/\">Quem perde, e quem ganha, com a alta do d\u00f3lar&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os detalhes do c\u00e1lculo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 imprecis\u00f5es no \u00cdndice Big Mac. O pre\u00e7o m\u00e9dio nos EUA, de acordo com <a href=\"https:\/\/corporate.mcdonalds.com\/corpmcd\/our-stories\/article\/providing-meaningful-value-to-our-fans-with-a-side-of-facts.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma carta aberta do presidente do McDonald&#8217;s<\/a> escrita em maio, \u00e9 de US$ 5,29 \u2013 menor do que a<em> Economist<\/em> apurou para a edi\u00e7\u00e3o mais recente do \u00cdndice (US$ 5,69), a que saiu em janeiro. E n\u00e3o houve queda no pre\u00e7o. Na pr\u00f3pria carta, o CEO Joe Erlinger afirma que os pre\u00e7os subiram \u2013 abaixo da infla\u00e7\u00e3o americana, mas subiram. O ponto \u00e9 que a apura\u00e7\u00e3o da revista brit\u00e2nica chegou a outro valor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que para calcular qual seria o \u00cdndice Big Mac do Brasil hoje, em julho, precis\u00e1vamos de um valor atualizado para os EUA. De modo a evitar distor\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, fomos pelo caminho mais simples: atualizar o &#8220;valor <em>Economist<\/em>&#8221; pela infla\u00e7\u00e3o americana (CPI, o &#8220;IPCA&#8221; deles). O CPI acumulado no ano est\u00e1 em 2,46%. Atualizamos, portanto, para <strong>US$ 5,83<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pre\u00e7o do Brasil tamb\u00e9m h\u00e1 um fator de distor\u00e7\u00e3o. O McDonald&#8217;s daqui baixou o pre\u00e7o do lanche \u2013 dos R$ 23,90 apurados pela <em>Economist<\/em> para R$ 15,90 a R$ 22,00 (dependendo da loja). Como n\u00e3o houve <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/deflacao\/\">defla\u00e7\u00e3o<\/a> no pa\u00eds, o que temos a\u00ed s\u00e3o pre\u00e7os promocionais. Consider\u00e1-los tornaria o \u00cdndice in\u00fatil para uma compara\u00e7\u00e3o cambial. Decidimos, ent\u00e3o, corrigir os R$ 23,90 que a <em>Economist <\/em>cravou em janeiro pelo <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/o-que-e-ipca\/\">IPCA<\/a> acumulado no ano (2,84%). Resultado: <strong>R$ 24,58<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Coloque esses valores atualizados no liquidificador, misture com o c\u00e2mbio de<strong> R$ 5,47 <\/strong>e o que temos \u00e9 aquele pre\u00e7o em d\u00f3lar do sandu\u00edche aqui: <strong>US$ 4,40<\/strong>. Como estamos usando aquele pre\u00e7o atualizado para os EUA, US$ 5,83, o c\u00e2mbio justo sobe um pouco, para <strong>R$ 4,21<\/strong> \u2013 ainda assim, 23% a menos do que c\u00e2mbio de mercado. Uma diferen\u00e7a, como dissemos, que n\u00e3o se via desde 2004.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Economist<\/em> deve lan\u00e7ar sua vers\u00e3o atualizada do \u00cdndice Big Mac neste m\u00eas. Enquanto isso, veja os destaques da edi\u00e7\u00e3o de janeiro. E bom apetite.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-bubble-chart\" data-src=\"visualisation\/18609663?1266799\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/18610377?1266799\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p><em>Arte e infografia: Jo\u00e3o Brito e Daniela Arbex<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e1lculo leva em conta o pre\u00e7o do sandu\u00edche nos dois pa\u00edses. 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