{"id":643533,"date":"2024-07-31T07:45:00","date_gmt":"2024-07-31T10:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.veezor.com\/geral\/para-fugir-da-guerra-russos-se-refugiam-em-praias-e-cafes-do-brasil-e-da-argentina\/"},"modified":"2025-08-05T15:36:10","modified_gmt":"2025-08-05T18:36:10","slug":"para-fugir-da-guerra-russos-se-refugiam-em-praias-e-cafes-do-brasil-e-da-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/para-fugir-da-guerra-russos-se-refugiam-em-praias-e-cafes-do-brasil-e-da-argentina\/","title":{"rendered":"Para fugir da guerra, russos se refugiam em praias e caf\u00e9s do Brasil e da Argentina"},"content":{"rendered":"\n<p>No Bucarest Gastro Bar, os gar\u00e7ons falam russo enquanto os clientes deixam de lado a costela local e optam pela carne no espeto chamada <strong>shashlik<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os russos que deixaram sua terra natal desde que o pa\u00eds invadiu a Ucr\u00e2nia curtiam o som de uma banda russa. Outros tomavam vodca e fumavam tabaco em um narguil\u00e9, popular em sua terra natal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui, meus filhos s\u00e3o livres. Eu sou livre\u201d, disse o copropriet\u00e1rio do bar, Dmitrii Prianikov, em um espanhol hesitante. O homem de 42 anos tem uma hist\u00f3ria muito familiar para contar: chegou \u00e0 Argentina h\u00e1 dois anos com sua esposa e filhos, vindos de uma regi\u00e3o russa que faz fronteira com a Ucr\u00e2nia \u2014 que \u00e9 frequentemente atacada por drones.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a economia da R\u00fassia isolada e o regime autorit\u00e1rio de Vladimir Putin em busca de recrutas, centenas de milhares de russos fugiram desde que a R\u00fassia invadiu a Ucr\u00e2nia em fevereiro de 2022. Eles foram primeiro para a Arm\u00eania, Turquia e pa\u00edses vizinhos, na\u00e7\u00f5es onde o alcance dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a de Moscou parecia pr\u00f3ximo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, muitos desses imigrantes est\u00e3o aproveitando as regras de entrada menos exigentes e as leis de imigra\u00e7\u00e3o ben\u00e9ficas para se estabelecerem na Argentina e no Brasil, principalmente na capital argentina e na cidade costeira brasileira de Florian\u00f3polis, uma cole\u00e7\u00e3o id\u00edlica de ilhas cobertas por florestas exuberantes no sul do pa\u00eds. Ambas as cidades, localizadas a milhares de quil\u00f4metros da R\u00fassia, h\u00e1 muito tempo s\u00e3o \u00edm\u00e3s para imigrantes europeus que fogem de conflitos e da pobreza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Argentina, o centro da nova comunidade russa est\u00e1 espalhado por Palermo, Belgrano e outros bairros de Buenos Aires conhecidos por seus restaurantes badalados e moradores jovens. Os rec\u00e9m-chegados abriram sal\u00f5es de beleza, restaurantes, creches e pequenos teatros de l\u00edngua russa. Outros s\u00e3o n\u00f4mades digitais, trabalhando em russo e pagos em moedas estrangeiras ou <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/criptomoedas\/\">criptomoedas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Florian\u00f3polis \u00e9 parcialmente composta por uma grande ilha onde h\u00e1 bares com muita caipirinha e restaurantes de praia da moda. A postura neutra do Brasil sobre a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, juntamente com a not\u00e1vel falta de interesse dos brasileiros na guerra, facilitou a adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas s\u00e3o muito gentis, essa \u00e9 a melhor parte\u201d, disse Alexey Yushko, desenvolvedor de sites e \u00e1vido surfista de Moscou que agora vive em Florian\u00f3polis. Alguns dos melhores surfistas da R\u00fassia estavam entre os primeiros de seu pa\u00eds a chegar \u00e0 cidade brasileira de 500 mil habitantes, contou ele.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cerca de 60 mil cidad\u00e3os russos entraram no Brasil entre o in\u00edcio de mar\u00e7o de 2022 e o final do ano passado, segundo dados do governo.<\/strong> Eles investiram mais de US$ 300 milh\u00f5es, principalmente em im\u00f3veis, de acordo com estimativas baseadas em dados oficiais da Hayman-Woodward, empresa global de consultoria sobre imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 36 mil ucranianos tamb\u00e9m entraram no Brasil durante o mesmo per\u00edodo, muitos se estabelecendo no sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Os rec\u00e9m-chegados da R\u00fassia dizem que s\u00e3o atra\u00eddos pelo clima mais frio da cidade e por uma taxa de criminalidade menor que a de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro. Os estados do sul do Brasil j\u00e1 abrigam descendentes de muitos judeus russos e outros de origem alem\u00e3 que imigraram ap\u00f3s as duas guerras mundiais do s\u00e9culo passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles est\u00e3o procurando um lugar que tenha algumas semelhan\u00e7as com seu pa\u00eds\u201d, disse Leonardo Freitas, executivo-chefe da Hayman-Woodward, explicando por que a maioria escolheu o sul do Brasil, que agora est\u00e1 no meio do inverno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira onda de russos incluiu mulheres gr\u00e1vidas para a Argentina, j\u00e1 que o pa\u00eds garante cidadania imediata a rec\u00e9m-nascidos, al\u00e9m de resid\u00eancia tempor\u00e1ria e autoriza\u00e7\u00f5es de trabalho para os pais, sendo este um caminho r\u00e1pido para a cidadania.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o Brasil tamb\u00e9m oferece vantagens para os novos pais, permitindo que os imigrantes solicitem a cidadania ap\u00f3s o parto no pa\u00eds e que tenham um passaporte, a fim de contornar as crescentes restri\u00e7\u00f5es de viagem para os russos. A Uni\u00e3o Europeia restringiu a visita de cidad\u00e3os russos ao bloco de 27 na\u00e7\u00f5es, endurecendo os requisitos de visto. Mas argentinos e brasileiros entram na Europa sem visto.<\/p>\n\n\n\n<p>A facilidade de obter a cidadania nos pa\u00edses sul-americanos chamou a aten\u00e7\u00e3o de autoridades ocidentais depois que espi\u00f5es russos foram descobertos com identidades falsas na Argentina para espionar a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/wsj\/brasil-e-argentina-na-rota-dos-espioes-de-putin\/\">Brasil e Argentina na rota dos espi\u00f5es de Putin<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a do Brasil disse que o direito \u00e0 cidadania nesses casos \u00e9 garantido pela constitui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, acrescentando que a na\u00e7\u00e3o sempre se esfor\u00e7a para integrar os migrantes. O Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Argentina n\u00e3o respondeu a um pedido de coment\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Argentina, mais de 75 mil russos entraram desde o in\u00edcio da guerra, mostram dados de migra\u00e7\u00e3o do governo. Durante o mesmo per\u00edodo, cerca de 11 mil ucranianos tamb\u00e9m entraram na Argentina, que tem uma grande comunidade ucraniana com ra\u00edzes que remontam ao s\u00e9culo XIX. Essa comunidade envia rem\u00e9dios, roupas e outras ajudas para a Ucr\u00e2nia desde o in\u00edcio da guerra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Buenos Aires, os rec\u00e9m-chegados russos t\u00eam pouco contato com a comunidade ucraniana estabelecida, disse Jorge Danylyszyn, chefe de uma associa\u00e7\u00e3o cultural ucraniana na Argentina. Embora alguns tenham se juntado a protestos contra a guerra em frente \u00e0 embaixada russa, a maioria dos imigrantes n\u00e3o quer se envolver, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles param em frente \u00e0 porta da nossa organiza\u00e7\u00e3o, leem os cartazes de protesto que colocamos e continuam andando\u201d, contou. Mesmo assim, n\u00e3o h\u00e1 tens\u00e3o entre os grupos, disse ele. \u201cO conflito \u00e9 na Ucr\u00e2nia, n\u00e3o na Argentina.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Grigorii Mikhailov soube que sua esposa estava gr\u00e1vida de seu primeiro filho dois dias antes do in\u00edcio do ataque. \u201cQuando a guerra come\u00e7ou, ficamos em choque. Sab\u00edamos que t\u00ednhamos que deixar a R\u00fassia. Eu estava com medo de ser convocado ou acabar na pris\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mikhailov explicou como o casal pegou seu c\u00e3o e fugiu para a Tail\u00e2ndia para ficar com amigos. Depois de lutar para obter autoriza\u00e7\u00e3o para morar l\u00e1, um amigo em Florian\u00f3polis os avisou sobre as generosas leis de imigra\u00e7\u00e3o do Brasil. O casal logo tomou um avi\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ksenia Romantsova, jovem de 28 anos de S\u00e3o Petersburgo, na R\u00fassia, deu \u00e0 luz uma filha no ano passado depois de se mudar para Buenos Aires.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela e o marido, um chef, abriram um restaurante chamado Musgo, que usa ingredientes da Patag\u00f4nia em pratos de inspira\u00e7\u00e3o escandinava e asi\u00e1tica. Eles est\u00e3o em processo de obten\u00e7\u00e3o da cidadania argentina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s nos sentimos muito bem aqui\u201d, disse Romantsova.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de casais do mesmo sexo, tanto a Argentina quanto o Brasil s\u00e3o acolhedores. Ali\u00e1s, a Argentina foi o primeiro pa\u00eds latino-americano a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto que na R\u00fassia, a Suprema Corte considerou o movimento LGBT internacional como extremista. L\u00e1, as pessoas s\u00e3o multadas por exibir a bandeira do arco-\u00edris.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi um choque cultural ver casais do mesmo sexo de m\u00e3os dadas em p\u00fablico\u201d, disse Baghir Kutlugildin, jovem de 27 anos de Moscou que se mudou para a Argentina com seu parceiro. &#8220;Quando se \u00e9 gay na R\u00fassia, ningu\u00e9m pergunta sobre sua vida pessoal e voc\u00ea n\u00e3o conta a ningu\u00e9m, apenas para amigos muito pr\u00f3ximos. Mas aqui, posso dizer a qualquer um que tenho um namorado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte \u00e0 invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia, Kutlugildin sacou suas economias. Preocupado com um poss\u00edvel recrutamento, ele considerou se incapacitar prendendo a m\u00e3o em uma porta ou quebrando uma perna.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez disso, Kutlugildin e seu parceiro partiram para a Arm\u00eania, onde passaram alguns meses trabalhando em um albergue antes de se mudarem para Buenos Aires. Antes de chegar em dezembro de 2022, ele sabia pouco sobre a Argentina al\u00e9m de sua reputa\u00e7\u00e3o como pot\u00eancia global do futebol e ber\u00e7o do tango.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSabia que era um pa\u00eds na Am\u00e9rica do Sul\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas estabelecer ra\u00edzes na Argentina \u00e9 uma aposta arriscada, dada a hist\u00f3ria de d\u00e9cadas de turbul\u00eancia financeira do pa\u00eds, incluindo sua atual crise econ\u00f4mica. Os russos chegaram no momento em que a na\u00e7\u00e3o enfrenta uma infla\u00e7\u00e3o anual de 272%, uma das mais altas do mundo, e uma taxa de pobreza que atingiu 56% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Javier Milei, um libert\u00e1rio que herdou uma economia em ru\u00ednas de seu antecessor, apoiou fortemente a Ucr\u00e2nia. Uma de suas primeiras reuni\u00f5es como chefe de Estado foi com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que veio para sua posse em dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/wsj\/os-russos-ocultos-nas-olimpiadas-de-paris\/\">Os russos ocultos nas Olimp\u00edadas de Paris<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os imigrantes russos, muitos dos quais n\u00e3o falam espanhol, tiveram que se adaptar rapidamente ao aumento dos pre\u00e7os. Mariya Azimova, de 38 anos, verifica regularmente a taxa de c\u00e2mbio do peso em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar para definir os pre\u00e7os para fazer m\u00e3o e p\u00e9 em seu sal\u00e3o de beleza, o Mint Lounge, onde suas seis funcion\u00e1rias s\u00e3o russas.<\/p>\n\n\n\n<p>Azimova, que chegou de Moscou com o marido e a filha de nove anos, disse que sua fam\u00edlia raramente viaja ou compra roupas novas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNada de excesso\u201d, disse ela. \u201cEntendemos que agora precisamos trabalhar muito.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Alexander Ivanov chegou \u00e0 Argentina no ano passado, contou que os jantares eram t\u00e3o baratos que ele e sua esposa podiam comer fora uma vez por semana. Agora, s\u00f3 uma vez por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o moscovita de 35 anos diz que est\u00e1 feliz em Buenos Aires, onde sua filha nasceu em agosto passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apaixonado por arquitetura e hist\u00f3ria, ele ganha a vida como guia tur\u00edstico, levando outros imigrantes russos em passeios a p\u00e9 por Buenos Aires, discutindo a arquitetura ornamentada de inspira\u00e7\u00e3o parisiense. Suas estruturas favoritas da cidade s\u00e3o as brutalistas, como a imponente Biblioteca Nacional Mariano Moreno.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAmo esta cidade\u201d, disse ele. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para ficar entediado aqui.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A crise econ\u00f4mica da Argentina proporcionou a alguns russos a oportunidade de comprar apartamentos a pre\u00e7os reduzidos. Agentes imobili\u00e1rios locais dizem que os russos estavam entre os principais compradores estrangeiros no ano passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Olga Ellinskaya, que tem 41 anos e \u00e9 natural de Sochi, comprou um apartamento perto do famoso Teatro Col\u00f3n, em Buenos Aires. Ela agora mora l\u00e1 com seus dois filhos, sua m\u00e3e e seu parceiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela deixou a R\u00fassia depois que sua filha adolescente foi brevemente detida pela pol\u00edcia por criticar a guerra nas redes sociais. Acabou escolhendo a Argentina depois de ler cr\u00edticas positivas nas redes sociais de outros imigrantes russos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Buenos Aires, ela agora dirige um centro de recrea\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as russas, que em um dia recente estavam aprendendo a conjugar verbos em espanhol.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela disse: \u201cNunca quis deixar a R\u00fassia, nunca quis morar no exterior, mas a situa\u00e7\u00e3o estava muito perigosa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Escreva para Ryan Dub\u00e9 em ryan.dube@wsj.com e Samantha Pearson em samantha.pearson@wsj.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Bucarest Gastro Bar, os gar\u00e7ons falam russo enquanto os clientes deixam de lado a costela local e optam pela carne no espeto chamada shashlik. Os russos que deixaram sua terra natal desde que o pa\u00eds invadiu a Ucr\u00e2nia curtiam o som de uma banda russa. 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