{"id":643637,"date":"2024-05-20T17:03:45","date_gmt":"2024-05-20T20:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.veezor.com\/geral\/onde-eu-errei-depois-de-uma-decada-prevendo-o-futuro-da-tecnologia\/"},"modified":"2025-01-04T11:06:56","modified_gmt":"2025-01-04T14:06:56","slug":"onde-eu-errei-depois-de-uma-decada-prevendo-o-futuro-da-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/onde-eu-errei-depois-de-uma-decada-prevendo-o-futuro-da-tecnologia\/","title":{"rendered":"Onde eu errei depois de uma d\u00e9cada prevendo o futuro da tecnologia"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 10 anos escrevendo esta coluna, entrevistei milhares de pessoas, experimentei centenas de gadgets e, vamos ser sinceros, estourei minha cota de declara\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es est\u00fapidas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma d\u00e9cada, o S&amp;P 500 era menos da metade do que \u00e9 hoje. Das 10 empresas de capital aberto mais valiosas do mundo, apenas tr\u00eas delas \u2013 <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/historia-da-apple\/\">Apple<\/a>, Microsoft e Google \u2013 estavam no setor de tecnologia. <\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 invertida \u2013 s\u00f3 tr\u00eas das 10 mais valiosas <em>n\u00e3o s\u00e3o<\/em> empresas de tecnologia. Uma delas, a Berkshire Hathaway, vale tanto porque at\u00e9 recentemente quase metade de seu portf\u00f3lio consistia em a\u00e7\u00f5es da Apple.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima d\u00e9cada incluiu a mais longa alta na hist\u00f3ria do mercado de a\u00e7\u00f5es, em parte devido \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e transformadora de novas tecnologias. Em 2014, uma em cada quatro pessoas na Terra tinha um smartphone; hoje, s\u00e3o quase tr\u00eas em cada quatro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pense nisso por um segundo e em tudo o que representa: aproximadamente quatro bilh\u00f5es de pessoas ganhando acesso a um computador e \u00e0 internet.<\/p>\n\n\n\n<p>E agora, aqui estamos n\u00f3s: \u00e9 o anivers\u00e1rio de 10 anos desta coluna. Anivers\u00e1rios s\u00e3o um bom momento para as pessoas ficarem emocionadas e contarem seus sucessos. Mas ap\u00f3s quase 500 artigos no <strong>The Wall Street Journal<\/strong>, uma coisa que aprendi ao cobrir a ind\u00fastria de tecnologia \u00e9 que as falhas s\u00e3o muito mais instrutivas. Especialmente quando s\u00e3o do tipo que muita gente comete.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui est\u00e1 o que aprendi depois de uma d\u00e9cada me constrangendo em p\u00fablico &#8211; e tendo o privil\u00e9gio de ouvir muito sobre isso dos leitores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1- <strong>A disrup\u00e7\u00e3o \u00e9 superestimada<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Por que tr\u00eas das empresas mais valiosas de 2014 \u2013 Microsoft, Apple e Google \u2013 est\u00e3o maiores do que nunca? Como a Meta se sai t\u00e3o bem mesmo com as pessoas abandonando o Facebook h\u00e1 anos? Por que o Twitter continua bem, n\u00e3o importa o que seu novo propriet\u00e1rio fa\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<p>Resposta curta: a disrup\u00e7\u00e3o \u00e9 superestimada. O \u00eddolo mais adorado em toda a tecnologia \u2013 a no\u00e7\u00e3o de que qualquer empresa \u00e1gil o bastante pode derrotar concorrentes maiores, mais lentos e mais esclerosados \u2013 provou-se falsa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 que a disrup\u00e7\u00e3o nunca aconte\u00e7a. Simplesmente n\u00e3o rola com tanta frequ\u00eancia quanto nos fizeram acreditar. H\u00e1 muitas raz\u00f5es. Uma delas \u00e9 que muitos l\u00edderes de tecnologia internalizaram uma paranoia hipercompetitiva \u2013 o que o fundador da Amazon, Jeff Bezos, chamou de &#8220;pensamento do Dia 1&#8221; \u2013 que os inspira a adquirir ou copiar e eliminar todo poss\u00edvel concorrente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/wsj\/como-usar-a-tecnologia-para-melhorar-seu-ritmo-de-trabalho\/\">Como usar a tecnologia para melhorar seu ritmo de trabalho<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Historiadores econ\u00f4micos v\u00eam desmontando a no\u00e7\u00e3o de disrup\u00e7\u00e3o de modelos de neg\u00f3cios h\u00e1 muito tempo, e ainda assim dificilmente passa um dia sem que uma startup, investidor ou jornalista \u2013 incluindo eu mesmo \u2013 n\u00e3o exalte o poder de uma nova tecnologia para revolucionar completamente at\u00e9 mesmo as maiores e mais conservadoras ind\u00fastrias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o acredite. Em um mundo em que as empresas aprendem umas com as outras mais r\u00e1pido do que nunca, os incumbentes t\u00eam a capacidade de se reinventar a um ritmo que simplesmente n\u00e3o era poss\u00edvel no passado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2 &#8211; <strong>Os fatores humanos s\u00e3o tudo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Question\u00e1rio surpresa: Qual \u00e9 o principal fator que governa o ritmo da mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica?<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea disse gastos com P&amp;D, o poder cerebral l\u00edquido de um pa\u00eds ou qualquer um dos outros fatores que os especialistas normalmente citam, voc\u00ea cometeu o erro do determinismo tecnol\u00f3gico \u2013 a fal\u00e1cia de que tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para que a pr\u00f3xima grande coisa transforme nossas vidas \u00e9 que ela seja inventada.<\/p>\n\n\n\n<p>Cometi este erro repetidas vezes, prevendo que todos n\u00f3s est\u00e1vamos prestes a abandonar nossos laptops, que a posse de carros n\u00e3o duraria muito tempo neste mundo, e que, acredite se quiser, o fim da comida estava iminente. E \u00e9 de longe o erro mais comum que vejo os outros cometerem, seja executivos de alto escal\u00e3o, investidores poderosos ou os primeiros a adotar algum gadget. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando algo novo e reluzente aparece, pensadores normalmente s\u00f3brios chegam \u00e0 conclus\u00e3o de que esta tecnologia quase existente est\u00e1 \u00e0 beira da onipresen\u00e7a. (Elon Musk \u00e9 possivelmente o campe\u00e3o mundial de todos os tempos deste vi\u00e9s cognitivo.)<\/p>\n\n\n\n<p>O que mais frequentemente impede a ado\u00e7\u00e3o em massa de uma tecnologia, por\u00e9m, \u00e9 a nossa humanidade. Uma nova tecnologia tem de se adequar ao conjunto peculiar, imprevis\u00edvel e nada racional de predile\u00e7\u00f5es, necessidades e preconceitos que residem em todos n\u00f3s. As pessoas que estudam como os humanos interagem com a tecnologia chamam seu campo de &#8220;fatores humanos&#8221;, e uma de suas principais percep\u00e7\u00f5es \u00e9 que somos todos uma bagun\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio de fazer com que as pessoas mudem seus h\u00e1bitos explica por que a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias \u00e9 sempre mais lenta do que seria se f\u00f4ssemos todos utilitaristas friamente racionais, preocupados apenas em maximizar nossa produtividade ou prazer.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa tend\u00eancia a sermos criaturas de h\u00e1bitos \u00e9 a raz\u00e3o pela qual a ado\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos diminuiu, e em um sentido mais amplo, a raz\u00e3o pela qual ainda estamos t\u00e3o dependentes de carros em geral. \u00c9 por isso que o Mac ainda est\u00e1 aqui \u2013 apesar da minha declara\u00e7\u00e3o de que a Apple deveria elimin\u00e1-lo. E \u00e9 por isso que ainda estamos comendo comida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3 &#8211; <strong>Somos todos suscet\u00edveis a esse tipo de besteira tecnol\u00f3gica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Kara Swisher, cuja coluna <a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/articles\/SB997657873562363174?mod=article_inline\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Boomtown<\/a> no <strong>Journal<\/strong> foi de certa forma a precursora desta, uma vez disse em um podcast: quando entrevista algu\u00e9m no setor de tecnologia que est\u00e1 exagerando sobre sua empresa ou produto, em vez de se perguntar como est\u00e3o mentindo para ela, ela se pergunta &#8220;como eles est\u00e3o mentindo para si mesmos?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia, para ser franco, \u00e9 uma \u00e1rea cheia de pessoas mentindo para si mesmas. Como l\u00edderes de cultos, recrutas de marketing multin\u00edvel e treinadores de CrossFit sabem, uma maneira poderosa de convencer as pessoas de que segui-lo mudar\u00e1 suas vidas \u00e9 primeiro convencer a si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o chega a ser por mal. Dada a taxa de fracasso das startups, ser fundador de uma delas \u00e9 se envolver em um n\u00edvel de pensamento m\u00e1gico que, em outra \u00e9poca, qualificaria uma pessoa para o sanat\u00f3rio. Os fundadores apoiados pelo capital de risco de hoje precisam ter uma vis\u00e3o, articul\u00e1-la claramente e convencer todos ao seu redor de que se juntar a eles \u00e9 equivalente a encontrar um bilhete de loteria premiado, mesmo que tivessem mais sorte comprando um bilhete real de loteria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/wsj\/apple-esta-desenvolvendo-chips-para-data-centers-buscando-vantagem-na-corrida-por-ia\/\">Apple est\u00e1 desenvolvendo chips para data centers<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o apenas startups \u2013 CEOs de tecnologia t\u00eam que passar por esse mesmo ritual toda vez que lan\u00e7am algum grande novo empreendimento ou mudam drasticamente sua empresa, mesmo que a maioria desses esfor\u00e7os n\u00e3o d\u00ea em nada.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da minha gest\u00e3o no <strong>Journal<\/strong>, tamb\u00e9m cometi o erro de comprar o sistema de cren\u00e7as de outra pessoa sobre como sua empresa mudaria o mundo. Quando o inventor James Dyson explicou por que tinha f\u00e9 em uma nova empresa de baterias, eu escrevi sobre isso, e anos depois percebi o qu\u00e3o improv\u00e1vel seria essa empresa ter sucesso. <\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale quando Elon Musk e seu primo Lyndon Rive explicaram a sinergia entre a Tesla e a SolarCity, uma vis\u00e3o que n\u00e3o se concretizou. Igualmente constrangedor: minha incurs\u00e3o em escrever sobre uma unic\u00f3rnio de constru\u00e7\u00e3o pr\u00e9-fabricada chamada Katerra, que mais tarde entrou em colapso sob o peso de suas tentativas de reinventar cada parte de uma ind\u00fastria complicada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4 &#8211; <strong>Bolhas tecnol\u00f3gicas s\u00e3o \u00fateis mesmo quando s\u00e3o um desperd\u00edcio<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As quantias de dinheiro jogadas em startups no auge da bolha de investimento em tecnologia da \u00faltima d\u00e9cada podem parecer o tipo de loucura que apenas pessoas que desistiram de resolver seus problemas reais \u2013 guerra, pobreza infantil, mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u2013 poderiam tolerar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 f\u00e1cil e divertido zombar dos investimentos mais absurdos. Em uma das minhas primeiras colunas, perguntei, francamente, se o Vale do Sil\u00edcio estava investindo nas coisas erradas. (Na \u00e9poca, isso inclu\u00eda uma startup que entrega moedas para voc\u00ea e o famoso aplicativo Yo, que n\u00e3o fazia nada al\u00e9m de enviar um alerta para seus amigos dizendo &#8220;oi.&#8221;)<\/p>\n\n\n\n<p>Mas apontar que a maioria das novas ideias n\u00e3o vai a lugar nenhum n\u00e3o deve ser confundido com moralizar sobre inova\u00e7\u00e3o em geral. Algo que Bill Gates disse \u00e0 Rolling Stone em 2014 ficou comigo. Ele disse que a maioria das startups era &#8220;boba&#8221; e iria \u00e0 fal\u00eancia, mas que o punhado de ideias \u2013 ele especificamente disse ideias, e n\u00e3o empresas \u2013 que persistiriam mais tarde provaria ser &#8220;realmente importante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma d\u00e9cada depois, parece que ele estava correto. A \u00faltima bolha de tecnologia nos deu algumas &#8220;inova\u00e7\u00f5es&#8221; profundamente desimportantes como a Web 3.0 e o <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/metaverso\/\">metaverso<\/a>. Mas tamb\u00e9m nos legou uma quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, alimentada por internet m\u00f3vel, automa\u00e7\u00e3o e <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/inteligencia-artificial\/\">intelig\u00eancia artificial<\/a>, cujos impactos se desdobrar\u00e3o ao longo das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5 &#8211; <strong>Temos mais poder do que pensamos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Possuir toda a riqueza e tecnologia do mundo n\u00e3o importa se n\u00e3o tivermos a sabedoria para us\u00e1-la da maneira correta. No come\u00e7o da minha carreira, comprei a ideia, defendida pelo autor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica William Gibson, de que toda mudan\u00e7a cultural \u00e9 impulsionada pela tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora j\u00e1 testemunhei o suficiente de mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e sociais para entender que o inverso tamb\u00e9m \u2013 e talvez mais frequentemente \u2013 \u00e9 verdadeiro. Coletivamente, temos controle sobre como novas tecnologias s\u00e3o desenvolvidas, e seria tolice n\u00e3o us\u00e1-las. Criar e implementar novas tecnologias sem barreiras de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 uma receita para um mundo em que a tecnologia pode tanto aprimoar nossas vidas quanto potencializar nossos piores impulsos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA MAIS: <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/wsj\/google-expande-esforcos-na-batalha-da-ia\/\">Google expande esfor\u00e7os na batalha da IA<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando os autoproclamados super-her\u00f3is da tecnologia tentam nos vender a sua vis\u00e3o, muitas vezes o fazem em termos milenares e falam como se a inova\u00e7\u00e3o fosse uma for\u00e7a independente das pessoas que a fazem acontecer. Se acredit\u00e1ssemos neles, concluir\u00edamos que a IA sobre-humana \u00e9 inevit\u00e1vel, idem para deepfakes e desinforma\u00e7\u00e3o, e que a eros\u00e3o da classe m\u00e9dia americana \u00e9 o ponto final predeterminado de toda automa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso simplesmente n\u00e3o \u00e9 o caso. Por exemplo, a vigil\u00e2ncia em massa e a modifica\u00e7\u00e3o de comportamento ao estilo chin\u00eas podem ser possibilitadas pela tecnologia, mas n\u00e3o s\u00e3o inevit\u00e1veis \u2013 \u00e9 uma decis\u00e3o do Partido Comunista Chin\u00eas. E embora os EUA ainda n\u00e3o tenham uma lei federal abrangente de privacidade, anos de viola\u00e7\u00f5es de nossa confian\u00e7a por empresas de tecnologia levaram a uma crescente variedade de leis, regulamentos e mudan\u00e7as volunt\u00e1rias que reprimiram muitos dos piores infratores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao prestar aten\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 logo al\u00e9m do horizonte, minha esperan\u00e7a \u00e9 que, de forma coletiva, imperfeita e democr\u00e1tica, possamos descobrir como utilizar novas tecnologias, em vez de sermos usados por elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo menos at\u00e9 que a IA assuma o controle.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 10 anos escrevendo esta coluna, entrevistei milhares de pessoas, experimentei centenas de gadgets e, vamos ser sinceros, estourei minha cota de declara\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es est\u00fapidas. H\u00e1 uma d\u00e9cada, o S&amp;P 500 era menos da metade do que \u00e9 hoje. 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