{"id":664497,"date":"2025-04-08T06:00:00","date_gmt":"2025-04-08T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=664497"},"modified":"2025-10-23T11:59:29","modified_gmt":"2025-10-23T14:59:29","slug":"com-derrocada-do-petroleo-junior-oils-podem-enfrentar-maior-teste-desde-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/com-derrocada-do-petroleo-junior-oils-podem-enfrentar-maior-teste-desde-2021\/","title":{"rendered":"Com petr\u00f3leo em queda livre, Prio, Brava e PetroReconcavo enfrentam teste de fogo"},"content":{"rendered":"\n
Com o petr\u00f3leo do tipo Brent abaixo de US$ 65 o barril, as petroleiras independentes brasileiras \u2014 conhecidas como “junior oils<\/em>” \u2014 Brava Energia<\/strong>, PetroReconcavo<\/strong> e Prio<\/strong> \u2014 enfrentam uma in\u00e9dita press\u00e3o de margem.<\/p>\n\n\n\n Nesta quinta-feira (10), o petr\u00f3leo encerrou o dia cotado a US$ 63,33 o barril, quebrando uma sequ\u00eancia de quatro quedas. Desde 2 de abril, quando Trump anunciou seu tarifa\u00e7o<\/a>, o petr\u00f3leo acumula uma queda de 15,5%<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O Brent, que \u00e9 a refer\u00eancia global de pre\u00e7os do \u00f3leo, n\u00e3o registrava pre\u00e7os neste patamar desde abril de 2021, quando o mundo enfrentava os efeitos negativos da pandemia.<\/p>\n\n\n Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n \n Ainda \u00e9 cedo para dizer que esse vai ser o novo patamar de pre\u00e7os do petr\u00f3leo. Mas o temor de uma recess\u00e3o prolongada como consequ\u00eancia do tarifa\u00e7o j\u00e1 trouxe press\u00e3o sobre os pap\u00e9is das petroleiras. \u00c9 importante lembrar que as produtoras de petr\u00f3leo trabalham com uma composi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os \u2013 uma m\u00e9dia \u2013 ao longo do ano. Logo, o principal temor agora \u00e9 de as cota\u00e7\u00f5es se estabilizarem abaixo dos US$ 70.<\/p>\n\n\n\n Desde o an\u00fancio do novo pacote tarif\u00e1rio pelos Estados Unidos<\/a>, as a\u00e7\u00f5es das principais petroleiras independentes brasileiras registraram perdas expressivas: Brava Energia<\/strong> recuou 27,7%, PetroReconcavo<\/strong> caiu 19,5% e Prio<\/strong> acumulou queda de 16,9%.<\/p>\n\n\n\n “As decis\u00f5es de investimento n\u00e3o mudam com a volatilidade<\/a> do pre\u00e7o spot<\/em>, mas sim com mudan\u00e7as estruturais no mercado”, lembra Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. “Mas, quanto mais barato o Brent, menos projetos se sustentam \u2014 e, para uma junior<\/em>, esse impacto \u00e9 proporcionalmente maior do que para uma grande petroleira.”<\/p>\n\n\n\n Em uma avalia\u00e7\u00e3o inicial, Prio<\/strong> e PetroReconcavo<\/strong> devem ser mais resilientes ao cen\u00e1rio por terem opera\u00e7\u00f5es mais maduras e margens mais confort\u00e1veis. J\u00e1 a Brava Energia<\/strong>, criada em meados do ano passado a partir da fus\u00e3o entre 3R e Enauta<\/a>, tem uma perspectiva mais complexa diante de um custo operacional mais alto e o processo de integra\u00e7\u00e3o dos ativos.<\/p>\n\n\n\n \u201cMesmo que o Brent se estabilize na faixa de US$ 65 ao longo deste ano, empresas como PetroReconcavo e Prio v\u00e3o continuar gerando bastante caixa. N\u00e3o h\u00e1 uma mudan\u00e7a relevante nos fundamentos\u201d, diz Lucas Lima, da VG Research. \u201cO mesmo n\u00e3o podemos dizer da Brava, que est\u00e1 em um momento operacional e financeiro um pouco mais complexo.\u201d<\/p>\n\n\n\n Olhando para os balan\u00e7os mais recentes das juniors<\/em> brasileiras, referentes a 2024, alguns indicadores mostram um pouco do desafio. <\/p>\n\n\n\n O principal deles \u00e9 a margem operacional (Ebitda<\/a>): a da Brava Energia<\/strong> caiu 11,7 pontos para 25,9% no \u00faltimo trimestre do ano passado. J\u00e1 a PetroReconcavo<\/strong> viu sua margem recuar 5,3 pontos para 48,5%, enquanto a Prio<\/strong> encerrou o ano passado com margem de 62%, ainda a mais alta entre as independentes, mas 18 pontos abaixo na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2023.<\/p>\n\n\n Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n \n A Brava Energia<\/strong> registrou lifting cost<\/em> \u2014 o custo para extrair cada barril de petr\u00f3leo \u2014 de US$ 17,50 por barril no per\u00edodo. A PetroReconcavo<\/strong>, com opera\u00e7\u00f5es predominantemente onshore<\/em> (em terra firme) e custos de extra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m na casa dos US$ 14,52 por barril.<\/p>\n\n\n\n No caso da Prio<\/strong>, focada em ativos offshore<\/a><\/em> (em alto-mar) \u2014 onde tradicionalmente os custos operacionais s\u00e3o mais elevados \u2014, a companhia conseguiu reduzir seu lifting cost<\/em> para US$ 11,10 por barril no quarto trimestre de 2024, refletindo ganhos de efici\u00eancia em seus projetos. Essa estrutura de custos competitiva sustenta a resili\u00eancia da empresa mesmo em um cen\u00e1rio de Brent mais baixo.<\/p>\n\n\n\n “Considerando um cen\u00e1rio de Brent a US$ 65, a Brava \u00e9 o player<\/em> mais exposto. J\u00e1 a Prio \u00e9 a que conseguiria navegar razoavelmente bem nesse cen\u00e1rio”, diz Jo\u00e3o Abdouni, analista da Levante.<\/p>\n\n\n\n At\u00e9 aqui, as juniors oil<\/em> brasileiras vinham baseando seus planos na expectativa de que o pre\u00e7o m\u00e9dio de longo prazo se manteria em torno dos US$ 70 por barril \u2014 conforme a Brava Energia contou ao InvestNews<\/strong> em setembro do ano passado<\/a>. Esse valor de refer\u00eancia, explicou a empresa \u00e0 \u00e9poca, era vi\u00e1vel para manter seu atual n\u00edvel de investimento.<\/p>\n\n\n\n Caso a queda persista e se estabilize neste valor, um ajuste de rota das petroleiras n\u00e3o \u00e9 descartado. A press\u00e3o sobre as junior oils<\/em> pode se intensificar se o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico deteriorar.<\/p>\n\n\n\n
Impacto nas opera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
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Previs\u00f5es e estrat\u00e9gias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n