{"id":677361,"date":"2025-06-05T16:09:33","date_gmt":"2025-06-05T19:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=677361"},"modified":"2025-08-05T15:34:12","modified_gmt":"2025-08-05T18:34:12","slug":"do-uranio-ao-reator-entenda-o-etf-brasileiro-que-investe-na-cadeia-completa-da-energia-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/financas\/do-uranio-ao-reator-entenda-o-etf-brasileiro-que-investe-na-cadeia-completa-da-energia-nuclear\/","title":{"rendered":"Do ur\u00e2nio ao reator: entenda o ETF brasileiro que investe na cadeia completa da energia nuclear"},"content":{"rendered":"\n
A energia nuclear voltou ao centro das discuss\u00f5es globais \u2014 e n\u00e3o apenas entre formuladores de pol\u00edticas energ\u00e9ticas. Na segunda quinzena de maio, a B3 passou a listar o NUCL11, primeiro ETF<\/a> brasileiro com exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 cadeia completa da energia nuclear: da minera\u00e7\u00e3o de ur\u00e2nio \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de reatores e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade.<\/p>\n\n\n\n Lan\u00e7ado pela gestora Investo, o fundo replica o \u00edndice MVIS Global Uranium & Nuclear Energy, o mesmo seguido pelo ETF Uranium and Nuclear (NLR), da americana VanEck. A proposta \u00e9 oferecer uma alternativa de investimento para quem deseja se expor ao setor at\u00f4mico num momento em que a busca por energia limpa, est\u00e1vel e de alta densidade volta a ganhar for\u00e7a, impulsionada por intelig\u00eancia artificial<\/a>, press\u00f5es clim\u00e1ticas e tens\u00e3o geopol\u00edtica.<\/p>\n\n\n Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n \n A carteira do NUCL11 re\u00fane 25 empresas de 10 pa\u00edses, cobrindo diferentes segmentos da ind\u00fastria: quase metade do fundo est\u00e1 concentrada em companhias de gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica (48,8%), enquanto 36,7% envolvem fabricantes de reatores e tecnologias associadas, e 14,3% s\u00e3o empresas industriais ligadas \u00e0 cadeia nuclear.<\/p>\n\n\n\n Segundo Cau\u00ea Man\u00e7anares, CEO da Investo, um dos pontos fortes do fundo \u00e9 oferecer uma exposi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o depende exclusivamente da oscila\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do ur\u00e2nio. \u201cA cadeia nuclear \u00e9 ampla, e os ativos n\u00e3o andam todos juntos. Uma not\u00edcia positiva para as geradoras pode n\u00e3o afetar as mineradoras \u2014 e vice-versa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n O contraste recente ilustra bem essa l\u00f3gica: at\u00e9 maio, o ur\u00e2nio acumulava queda de cerca de 5% no ano, enquanto empresas el\u00e9tricas com atua\u00e7\u00e3o no setor nuclear registravam altas de at\u00e9 140%.<\/p>\n\n\n\n As tr\u00eas maiores posi\u00e7\u00f5es do fundo refletem esse foco diversificado: Constellation Energy (fornecedora americana de energia), Oklo (startup de microreatores com sede na Calif\u00f3rnia) e NuScale Power (especializada em reatores modulares). Mineradoras tradicionais como Cameco, Kazatomprom, Paladin e NexGen Energy tamb\u00e9m fazem parte da carteira, mas com menor peso individual.<\/p>\n\n\n\n\n
Uma tese energ\u00e9tica em transforma\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n