{"id":693379,"date":"2025-07-30T06:00:00","date_gmt":"2025-07-30T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=693379"},"modified":"2025-07-30T10:52:10","modified_gmt":"2025-07-30T13:52:10","slug":"e-se-trump-exigir-tarifa-zero-para-os-importados-dos-eua-veja-como-ficariam-os-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/e-se-trump-exigir-tarifa-zero-para-os-importados-dos-eua-veja-como-ficariam-os-precos\/","title":{"rendered":"E se Trump exigir tarifa zero para os produtos americanos no Brasil? Veja como ficariam os pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"\n<p>Se houver algum acordo com Trump por aqui, \u00e9 extremamente prov\u00e1vel que a coisa envolva tarifa zero para os Estados Unidos. No caso contra a Uni\u00e3o Europeia, bem menos turbulento e sem exig\u00eancias pol\u00edticas, os EUA impuseram, ainda assim, um placar duro: <strong>15 X 0<\/strong> \u2013 15% de tarifa para os europeus; zero para os americanos. Dif\u00edcil imaginar que aqui seria diferente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E o que mudaria se nossa tarifa para os importados dos EUA ca\u00edsse a zero? \u00c9 sobre esse recorte do <strong>imbr\u00f3glio tarif\u00e1rio <\/strong>que vamos tratar aqui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de valor, <strong>47%<\/strong> do que importamos dos EUA <strong>j\u00e1 n\u00e3o paga imposto de importa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Mais sobre esse assunto adiante, mas o fato \u00e9 que esses n\u00e3o s\u00e3o bens de consumo \u2013 estamos falando em gasolina, diesel, g\u00e1s natural, pe\u00e7as de aeronaves.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Boa parte das coisas do dia a dia, tipo roupa, cal\u00e7ado, carro,&nbsp; fica na tarifa m\u00e1xima, de <strong>35%<\/strong> (nota: aquela de 60%, mais presente nas nossas vidas, \u00e9 para compras pessoais, pela internet; na importa\u00e7\u00e3o comercial vale o <strong>teto do Mercosul<\/strong>, 35%).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-table\" data-src=\"visualisation\/24443088?1253931\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/24443088\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"table visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar pelos autom\u00f3veis. A <strong>Ford <\/strong>deixou de fabricar no Brasil. Hoje ela opera como uma importadora. O <em>plot twist<\/em>, para quem n\u00e3o acompanha o mercado automotivo, \u00e9 que a maior parte dos carros dela vem do <strong>M\u00e9xico<\/strong> e da <strong>Argentina<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed a tarifa j\u00e1 \u00e9 zero. Com o M\u00e9xico, por conta de um acordo que isenta autom\u00f3veis de imposto de importa\u00e7\u00e3o; com a Argentina, por ela fazer parte do Mercosul. Ou seja: n\u00e3o muda nada no caso de modelos como o <strong>Bronco<\/strong> (feito no M\u00e9xico) ou a <strong>Ranger<\/strong> (Argentina).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas muda no caso do<strong> Mustang<\/strong>. Ele \u00e9 fabricado nos EUA. E mesmo com o imposto cheio, vende bem no Brasil. O Mustang \u00e9 o segundo esportivo premium mais vendido aqui, com 300 unidades no primeiro semestre de 2025 (20% desse mercado). O carro da Ford s\u00f3 perde para o Porsche 911 (444 unidades e 30% do mercado).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o imposto de importa\u00e7\u00e3o mais a jornada pelo nosso labirinto tarif\u00e1rio (IPI, PIS, Cofins&#8230;), ele chega \u00e0s concession\u00e1rias por <strong>R$ 549 mil<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Numa realidade <em>sem o imposto de importa\u00e7\u00e3o<\/em>, e a mesma margem de revenda, o valor dele cairia para algo pr\u00f3ximo de <strong>R$ 420 mil <\/strong>\u2013 um corte de quase <strong>25% no pre\u00e7o final<\/strong>; R$ 132 mil a menos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja aqui as contas<\/strong>, linha por linha:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed\" data-src=\"story\/3252387?1265504\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/story\/3252387\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para cravar uma porcentagem exata de &#8220;desconto&#8221; para todo tipo de produto, porque os impostos brasileiros s\u00e3o em cascata: o de importa\u00e7\u00e3o entra para a base de c\u00e1lculo do IPI, que varia de item para item, e os dois comp\u00f5em a base do <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/o-que-e-icms\/\">ICMS<\/a>, que muda de Estado para Estado. <\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed \u00e9 cada um no seu quadrado tribut\u00e1rio. Mas faz sentido esperar algo perto de 25%, como no caso do Mustang.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso n\u00e3o significa que ser\u00edamos banhados por um tsunami de produtos mais baratos. Fabrica-se relativamente pouco nos EUA. O forte ali s\u00e3o os servi\u00e7os; Google, Microsoft, Meta, Amazon e cia que o digam. O pr\u00f3prio exemplo da Ford deixa claro. Como qualquer montadora americana, ela mant\u00e9m os escrit\u00f3rios centrais nos EUA e delega boa parte da produ\u00e7\u00e3o a pa\u00edses com m\u00e3o de obra mais barata e incentivos fiscais mais generosos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mundo das roupas e cal\u00e7ados, idem, claro. <strong>Levi&#8217;s<\/strong>, <strong>Timberland<\/strong>, <strong>Nike<\/strong> e afins t\u00eam f\u00e1bricas em v\u00e1rios pa\u00edses. Majoritariamente na \u00c1sia, e algumas no Brasil mesmo (caso da Levi&#8217;s). A\u00ed nada muda com uma tarifa zero para os Estados Unidos. Tamb\u00e9m seria dif\u00edcil ver pe\u00e7as feitas nos Estados Unidos aportando por aqui. A Nike, por exemplo, tem alguma produ\u00e7\u00e3o em seu pa\u00eds natal. Mas a demanda do mercado americano garante basicamente todas as vendas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gasolina, diesel e g\u00e1s<\/h2>\n\n\n\n<p>Agora, de volta \u00e0s coisas que mais pesam na balan\u00e7a comercial EUA-Brasil,  e que j\u00e1 s\u00e3o tarifa zero. O grosso s\u00e3o \u00edtens de \u201cseguran\u00e7a energ\u00e9tica&#8221; \u2013 aqueles que o Brasil n\u00e3o pode ficar sem, sob a pena de instaura\u00e7\u00e3o do caos: gasolina, diesel e g\u00e1s, como dissemos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 exportador l\u00edquido de Petr\u00f3leo \u2013 vende mais do que consome. Poderia fazer parte da Opep+, se quisesse. Mas \u00e9 <strong>ruim no refino<\/strong>. O tanto que as nossas refinarias produzem de gasolina e diesel n\u00e3o d\u00e3o conta da demanda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, 21% do diesel queimado nos caminh\u00f5es e 6% da gasolina dos carros vieram do exterior. Os EUA venderam 3,6% do diesel consumido aqui e 0,5% da gasolina. Pouco \u2013 a R\u00fassia se tornou o maior fornecedor do pa\u00eds (14% do diesel e 1,8% da gasolina dos nossos postos nasceram no pa\u00eds de Putin).<\/p>\n\n\n\n<p>Levando em conta o acordo de Trump com a Uni\u00e3o Europeia, provavelmente entraria na mesa um <strong>aumento nas porcentagens americanas<\/strong> \u2013 a UE, afinal, se comprometeu a comprar centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares em derivados de petr\u00f3leo dos EUA para fechar seu acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito mais relevante, de qualquer forma, \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos no fornecimento de g\u00e1s natural. Dos 60 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia que o Brasil queimou em 2024 (nas termel\u00e9tricas, f\u00e1bricas e fog\u00f5es), <strong>5,1 milh\u00f5es vieram dos EUA (8,5%)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-1024x575.webp\" alt=\"Navio-tanque de GNL (g\u00e1s natural liquefeito) ancorado em tanques de g\u00e1s do terminal de g\u00e1s para armazenamento\" class=\"wp-image-599102\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-1024x575.webp 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-300x169.webp 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-768x432.webp 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-1536x863.webp 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-1256x706.webp 1256w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-172x97.webp 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056-150x84.webp 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/07\/AdobeStock_687381056.webp 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Navio-tanque de GNL ancorado num terminal de g\u00e1s. Foto: Adobe Stock Photo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O chato \u00e9 que se trata da forma mais cara de g\u00e1s natural, o liquefeito (<strong>GNL<\/strong>), que chega de navio. Precisamos dele porque a produ\u00e7\u00e3o local e aquilo que chega via gasoduto, da Bol\u00edvia e da Argentina, n\u00e3o segura a demanda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios projetos para diminuir nossa depend\u00eancia de GNL importado \u2013 como produzir mais <strong>biometano<\/strong> (o g\u00e1s natural renov\u00e1vel) e construir mais gasodutos para trazer g\u00e1s da Argentina (que s\u00f3 come\u00e7ou a exportar recentemente). <\/p>\n\n\n\n<p>Um eventual acordo com os EUA pode atrapalhar esses planos, j\u00e1 que provavelmente envolveria <strong>cotas de importa\u00e7\u00e3o de GNL<\/strong> (igual aconteceu no caso da Uni\u00e3o Europeia).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-table\" data-src=\"visualisation\/24445575?1265504\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/24445575\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"table visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O d\u00e9ficit na avia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Olhando para a tabela de exporta\u00e7\u00f5es dos EUA, aqui em cima, o outro \u00edtem que grita depois de combust\u00edveis \u00e9 o de <strong>aeronaves<\/strong>. Foram <strong>US$ 8 bilh\u00f5es<\/strong> em exporta\u00e7\u00f5es de avi\u00f5es e pe\u00e7as de aeron\u00e1utica para o Brasil, com tarifa zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma regra universal: a praxe dos pa\u00edses \u00e9 n\u00e3o cobrar impostos nessa \u00e1rea, j\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o de qualquer aeronave precisa de um enorme vai e vem internacional de pe\u00e7as e partes de fuselagem.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-1024x576.webp\" alt=\"Embraer E175\" class=\"wp-image-577892\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-1024x576.webp 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-300x169.webp 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-768x432.webp 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-1536x864.webp 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-1256x707.webp 1256w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-172x97.webp 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy-150x84.webp 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2024\/05\/Embraer_AdobeStock_489289000_Editorial_Use_Only-copy.webp 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">E175, o best seller da Embraer nos EUA. Foto: Adobe Stock<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por exemplo: das exporta\u00e7\u00f5es americanas para o Brasil nesse setor, est\u00e3o motores da <strong>GE <\/strong>e da <strong>Pratt &amp; Whitney<\/strong> que v\u00e3o nos avi\u00f5es da Embraer \u2013 aeronaves que depois rumam, em grande parte, para o mercado americano.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o tanto que mandamos para os Estados Unidos em avi\u00f5es e pe\u00e7as deu s\u00f3 <strong>US$ 2,7 bilh\u00f5es<\/strong> no ano passado. Veja aqui:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-table\" data-src=\"visualisation\/24445659?1265504\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/24445659\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"table visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>Ou seja, o d\u00e9ficit a\u00ed \u00e9 enorme, mesmo com a Embraer sendo t\u00e3o bem-sucedida em exporta\u00e7\u00f5es. Mais uma evid\u00eancia de que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o econ\u00f4mica para a imposi\u00e7\u00e3o das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>E o restante da tabela conta a hist\u00f3ria sozinho. Caf\u00e9, celulose, carne, a\u00e7\u00facar, a\u00e7o\u2026 Uma tarifa geral de 50% arrasaria empresas brasileiras que vivem de exportar para os EUA. Obviamente, um <em>trade off <\/em>desproporcional a um Mustang menos caro. <\/p>\n\n\n\n<p>Agora \u00e9 ver o que nos aguarda do dia 1\u00ba de agosto em diante.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualquer acordo tende a livrar os itens dos EUA de taxas. Entenda o que poderia mudar por aqui \u2013 e o que seguiria na mesma.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":693411,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[75],"autor-wsj":[],"coauthors":[102469],"class_list":["post-693379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-consumo"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/693379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=693379"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/693379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":693850,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/693379\/revisions\/693850"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/693411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=693379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=693379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=693379"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=693379"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=693379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}