{"id":733742,"date":"2025-11-11T18:40:18","date_gmt":"2025-11-11T21:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=733742"},"modified":"2025-11-11T19:21:03","modified_gmt":"2025-11-11T22:21:03","slug":"aco-chines-desindustrializacao-latam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/aco-chines-desindustrializacao-latam\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria do a\u00e7o v\u00ea avan\u00e7o chin\u00eas como gatilho da nova onda de desindustrializa\u00e7\u00e3o latino-americana"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Cartagena (COL)<\/strong>* \u2013 O <strong>a\u00e7o<\/strong> virou o term\u00f4metro da desindustrializa\u00e7\u00e3o latino-americana e brasileira, avaliam empres\u00e1rios e executivos da siderurgia. Os dados mais recentes do setor para o Brasil mostram que, entre janeiro e agosto de 2025, as importa\u00e7\u00f5es de a\u00e7o laminado \u2014 tamb\u00e9m chamado de a\u00e7o acabado, que pode dar origem a vergalh\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o civil ou chapas para a ind\u00fastria automobil\u00edstica \u2014 cresceram cerca de 30% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses produtos, de maior valor agregado e margens mais altas, j\u00e1 respondem por um ter\u00e7o do mercado interno e v\u00eam, em grande parte, da <strong>China<\/strong>, onde a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 sustentada por subs\u00eddios p\u00fablicos e cr\u00e9dito estatal, segundo as sider\u00fargicas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil segue entre os maiores exportadores de a\u00e7o semiacabado \u2014 o a\u00e7o bruto, de baixo valor agregado. Ao mesmo tempo, importa a\u00e7o plano, que tem maior valor agregado, mas que chega ao pa\u00eds custando at\u00e9 40% a menos do que o produzido no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 uma queda na <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/rentabilidade\/\">rentabilidade<\/a> que levou a <strong>Gerdau<\/strong> a cortar mais de mil empregos e suspender investimentos e a <strong>ArcelorMittal<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/economia\/2025\/2\/7\/arcelormittal-cancela-expansao-de-usina-em-monlevade-e-investira-r-4-bilhoes-no-espirito-santo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reavalia seus planos bilion\u00e1rios<\/a> de expans\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso brasileiro resume uma crise estrutural, que atinge toda a siderurgia latino-americana. Nos \u00faltimos 15 anos, as exporta\u00e7\u00f5es de a\u00e7o da China para a regi\u00e3o aumentaram 233%, enquanto a produ\u00e7\u00e3o regional encolheu 13%, segundo dados da Alacero, associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane os produtores do continente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com <strong>Estados Unidos<\/strong> e <strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong> erguendo tarifas de at\u00e9 50%, o excedente chin\u00eas \u2014 fruto da desacelera\u00e7\u00e3o do gigante asi\u00e1tico \u2014 encontra na Am\u00e9rica Latina, especialmente no Brasil, um destino natural, favorecido por barreiras comerciais mais brandas que as impostas pelas economias desenvolvidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Problema estrutural<\/h2>\n\n\n\n<p>Para empres\u00e1rios e executivos do setor, a crise imposta pelo a\u00e7o chin\u00eas deixou de ser conjuntural e passou a ser estrutural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na abertura do congresso anual da <strong>Alacero<\/strong>, <strong>Jorge Oliveira<\/strong>, presidente da associa\u00e7\u00e3o e CEO da <strong>ArcelorMittal Brasil<\/strong>, afirmou que a Am\u00e9rica Latina vive o momento mais desafiador da siderurgia em 15 anos, resultado de uma combina\u00e7\u00e3o in\u00e9dita de subs\u00eddios chineses, protecionismo americano e aus\u00eancia de coordena\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-ministro da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior e ex-presidente da <strong>CNI<\/strong>, <strong>Armando Monteiro Neto<\/strong>, defendeu uma reforma dos instrumentos de defesa comercial brasileiros \u2014 como os processos antidumping, as medidas compensat\u00f3rias e as salvaguardas de importa\u00e7\u00e3o \u2014 que demoram mais de um ano para surtir efeito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO crescimento da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 cada vez mais capturado por produtos importados. Importamos oito vezes mais do que crescemos\u201d, disse Monteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia, onde o setor conta com empresas como <strong>Ternium<\/strong>, <strong>Acesco<\/strong> e <strong>Sidoc<\/strong>, a presidente da C\u00e2mara Colombiana do A\u00e7o, <strong>Marcela Mej\u00eda<\/strong>, descreveu um cen\u00e1rio semelhante: capacidade ociosa de 36%, energia el\u00e9trica entre as mais caras da regi\u00e3o e entrada crescente de a\u00e7o chin\u00eas e russo.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcela fez coro a Monteiro Neto, lembrando que os instrumentos de defesa comercial da regi\u00e3o, ainda baseados em regras dos anos 1990 da <strong>OMC<\/strong>, demoram at\u00e9 18 meses para serem aplicados, o que inviabiliza uma rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida \u00e0 concorr\u00eancia desleal.<\/p>\n\n\n\n<p>No M\u00e9xico, segundo maior produtor de a\u00e7o das Am\u00e9ricas e que tamb\u00e9m conta com investimentos de Ternium e ArcelorMittal, o presidente da associa\u00e7\u00e3o nacional Canacero, Salvador Quesada, destacou que mesmo com essa estrutura industrial robusta, o pa\u00eds sofre com o desvio de com\u00e9rcio asi\u00e1tico \u2014 quando o a\u00e7o chin\u00eas \u00e9 reexportado por pa\u00edses intermedi\u00e1rios para contornar tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs exporta\u00e7\u00f5es chinesas agora triangulam, e chegam ao Brasil via pa\u00edses da ASEAN [o bloco de na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico]. Precisamos de regras de origem mais r\u00edgidas e de uma resposta coordenada entre M\u00e9xico, Brasil e Argentina\u201d, afirmou Quesada.<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico mais amplo veio do economista Bruce Mac Master, presidente da ANDI, que representa a ind\u00fastria colombiana: \u201cA Am\u00e9rica Latina n\u00e3o toma decis\u00f5es, apenas reage. Tentamos minimizar danos, n\u00e3o definir rumos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a regi\u00e3o vive um processo de \u201creprimariza\u00e7\u00e3o acelerada\u201d: exporta min\u00e9rio, importa a\u00e7o acabado e assiste, inerte, \u00e0 eros\u00e3o da sua base industrial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O mapa do a\u00e7o<\/h2>\n\n\n\n<p>No centro desse desequil\u00edbrio est\u00e1 o Brasil, que ainda mant\u00e9m uma das maiores bases industriais da Am\u00e9rica Latina, mas cada vez mais pressionada nos segmentos de maior valor agregado.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds segue competitivo na produ\u00e7\u00e3o de <strong>a\u00e7os longos<\/strong>, usados na constru\u00e7\u00e3o civil, e de <strong>semiacabados<\/strong>, como placas e tarugos, que s\u00e3o exportados principalmente para os Estados Unidos e o M\u00e9xico \u2014 e, em menor escala, para a Europa, onde a ind\u00fastria agrega valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a ind\u00fastria brasileira perdeu terreno justamente no elo mais rent\u00e1vel da cadeia: os <strong>a\u00e7os planos<\/strong>, utilizados em autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos e m\u00e1quinas. Essa diferen\u00e7a explica boa parte da fragilidade atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o Brasil continua exportando <strong>a\u00e7o bruto<\/strong> (semiacabado) e barato, vem importando, em ritmo acelerado, o produto final \u2014 o a\u00e7o pronto para uso industrial. O cen\u00e1rio fez duas das maiores companhias do setor, Gerdau e ArcelorMittal, suspenderam investimentos bilion\u00e1rios no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A Gerdau <a href=\"https:\/\/www.bloomberglinea.com.br\/negocios\/gerdau-congela-investimento-de-r-21-bi-no-brasil-e-aposta-no-crescimento-nos-eua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">congelou<\/a> R$ 2,1 bilh\u00e3o em investimentos no Brasil, citando um \u201cdesequil\u00edbrio nas condi\u00e7\u00f5es de concorr\u00eancia\u201d, e a ArcelorMittal <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/economia\/arcelormittal-adiamento-investimento-usina-aco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">adiou projetos de expans\u00e3o em Jo\u00e3o Monlevade (MG)<\/a> em torno de R$ 4 bilh\u00f5es, \u00e0 espera de uma rea\u00e7\u00e3o do governo ao avan\u00e7o do a\u00e7o chin\u00eas. Por outro lado, anunciou investimento na planta de Tubar\u00e3o (ES).<\/p>\n\n\n\n<p>O problema come\u00e7a na pr\u00f3pria China. Com a desacelera\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil e da infraestrutura dom\u00e9stica, o pa\u00eds perdeu cerca de 150 milh\u00f5es de toneladas de demanda interna desde 2020, e suas sider\u00fargicas migraram para os produtos de maior valor agregado \u2014 justamente os a\u00e7os planos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sustentar o emprego e as usinas estatais, Pequim passou a direcionar o excedente para exporta\u00e7\u00e3o, ampliando as vendas externas em cerca de 60 milh\u00f5es de toneladas em cinco anos. Boa parte desse volume encontra hoje, na Am\u00e9rica Latina, o mercado mais aberto e rent\u00e1vel, tendo o Brasil como principal destino.<\/p>\n\n\n\n<p>As chapas e bobinas que chegam aos portos brasileiros custam at\u00e9 40% menos que as produzidas internamente, distorcendo o pre\u00e7o dom\u00e9stico e comprimindo margens de empresas como <strong>Usiminas<\/strong>, <strong>CSN<\/strong> e ArcelorMittal, que concentram a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7os planos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 um paradoxo: o Brasil mant\u00e9m o volume de produ\u00e7\u00e3o, mas perde valor, complexidade e empregos qualificados. Como resumiu Jorge Oliveira, da ArcelorMittal, \u201cestamos substituindo a ind\u00fastria pela importa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que falta<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto os Estados Unidos conseguiram conter a entrada do a\u00e7o chin\u00eas com tarifas, incentivos fiscais e uma pol\u00edtica industrial coordenada, a Am\u00e9rica Latina segue vulner\u00e1vel ao fluxo crescente de produtos subsidiados.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da consultoria CRU mostram que as exporta\u00e7\u00f5es indiretas de a\u00e7o da China \u2014 o metal embutido em bens manufaturados \u2014 ca\u00edram 11% nos EUA, mas avan\u00e7aram 43% na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sudeste Asi\u00e1tico e na \u00c1frica, o salto foi ainda maior, mas esperado; o que surpreende, segundo analistas, \u00e9 o crescimento expressivo em economias com cadeias industriais consolidadas e fronteiras abertas, como o Brasil e o M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista <strong>Margaret Myers<\/strong>, da Johns Hopkins University, explicou que os EUA conseguiram frear o a\u00e7o chin\u00eas porque trataram o problema como quest\u00e3o de seguran\u00e7a nacional, n\u00e3o apenas de com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo americano justificou as tarifas dentro de uma pol\u00edtica industrial de defesa nacional. A capacidade industrial passou a ser vista como cr\u00edtica para a seguran\u00e7a do pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, por sua vez, reagiu com atraso e de forma fragmentada. Em 2024, o governo instituiu uma tarifa adicional de 25% sobre as importa\u00e7\u00f5es de a\u00e7o, medida que segue em vigor at\u00e9 hoje \u2014 mas o efeito foi limitado.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor aponta tr\u00eas distor\u00e7\u00f5es principais que anulam a efic\u00e1cia das barreiras: a entrada via Zona Franca de Manaus, beneficiada por incentivos fiscais; os acordos de livre com\u00e9rcio com M\u00e9xico, Egito e pa\u00edses do Mercosul, que reduzem al\u00edquotas; e o subfaturamento e a triangula\u00e7\u00e3o via pa\u00edses asi\u00e1ticos, como Vietn\u00e3 e Indon\u00e9sia, que mascaram a origem chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao <strong>InvestNews<\/strong> em abril, o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/brasil-ou-eua-gerdau-reavalia-destino-de-investimento-bilionario\/\">j\u00e1 havia criticado<\/a> a falta de efetividade das medidas, dizendo que elas \u201cn\u00e3o deram resposta compat\u00edvel\u201d \u00e0 escalada das importa\u00e7\u00f5es chinesas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs defesas brasileiras n\u00e3o d\u00e3o resposta na velocidade do problema\u201d, afirmou. \u201cNunca a Gerdau Brasil e a Gerdau Estados Unidos estiveram em situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o distintas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Do outro lado, a Abimaq, que representa a ind\u00fastria de m\u00e1quinas e equipamentos, sustenta que a taxa\u00e7\u00e3o brasileira encarece o insumo e aumenta os custos de produ\u00e7\u00e3o, reduzindo a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es de bens industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 um impasse: a defesa de um setor virou o entrave do outro \u2014 e a aus\u00eancia de uma pol\u00edtica industrial coordenada exp\u00f5e um pa\u00eds que n\u00e3o sabe mais o que defender.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Ni\u00f3bio, n\u00edquel e l\u00edtio: A estrat\u00e9gia da China para garantir acesso a min\u00e9rios no Brasil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZOJfG63rgEs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><em>*O jornalista viajou a convite da Alacero<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Importa\u00e7\u00e3o massiva de a\u00e7o produzido na China atinge Brasil, M\u00e9xico e Col\u00f4mbia e leva a ind\u00fastria a pedir defesa comercial coordenada e \u00e1gil<\/p>\n","protected":false},"author":123,"featured_media":721882,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[109802,169,179],"autor-wsj":[],"coauthors":[102704],"class_list":["post-733742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios","tag-arcelormittal","tag-csn","tag-gerdau"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/733742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/123"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=733742"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/733742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":733787,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/733742\/revisions\/733787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/721882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=733742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=733742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=733742"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=733742"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=733742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}