{"id":742694,"date":"2025-12-17T06:00:00","date_gmt":"2025-12-17T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=742694"},"modified":"2025-12-17T11:17:01","modified_gmt":"2025-12-17T14:17:01","slug":"preco-picanha-2026-carnes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/preco-picanha-2026-carnes\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os da picanha e do fil\u00e9 mignon caem em 2025, mas \u2018ciclo do boi\u2019 aponta para alta em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>Depois de dois anos de <strong>picanha<\/strong> e <strong>fil\u00e9 mignon<\/strong> mais baratos no a\u00e7ougue, o consumidor brasileiro deve voltar a sentir a carne bovina pesar no bolso em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Executivos de <strong>frigor\u00edficos<\/strong> e analistas apontam que a virada do <strong>ciclo pecu\u00e1rio<\/strong> \u2013 per\u00edodo com menos bois dispon\u00edveis para abate \u2013 tende a elevar os pre\u00e7os ao longo do pr\u00f3ximo ano, em um movimento semelhante ao vivido em 2021 e 2022, mas de forma mais gradual e sem a intensidade provocada pelos choques de oferta da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em linhas gerais, o ciclo pecu\u00e1rio funciona assim: quando a carne est\u00e1 barata, o produtor manda mais gado para o abate, inclusive vacas, para fazer caixa. Alguns anos depois, com menos bezerros nascendo, falta boi no mercado e o pre\u00e7o sobe. A\u00ed o pecuarista passa a segurar as vacas no pasto \u2014 a chamada reten\u00e7\u00e3o de f\u00eameas \u2014, at\u00e9 o rebanho se recompor.<\/p>\n\n\n<section class=\"recirculation-area\">\n    <div class=\"container\">\n                <p class=\"title\">Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n     \n            <ul class=\"recirculation-list\" data-tracking-position=\"outros\">\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a \n                        href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/marquinhos-molina-mbrf-sadia\/\" \n                        title=\"O novo rosto da MBRF: aos 30 anos, Marquinhos Molina lidera a ofensiva da Sadia no Oriente M\u00e9dio\" \n                        class=\"item-title recirculation-link\"\n                        data-btn-name=\"O novo rosto da MBRF: aos 30 anos, Marquinhos Molina lidera a ofensiva da Sadia no Oriente M\u00e9dio\"\n                        data-posicao=\"outros\"\n                        data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/marquinhos-molina-mbrf-sadia\/\"\n                    >\n                        O novo rosto da MBRF: aos 30 anos, Marquinhos Molina lidera a ofensiva da Sadia no Oriente M\u00e9dio                    <\/a>\n                <\/li>\n                    <\/ul>\n    <\/div><\/section>\n\n\n\n<p>Esse ciclo costuma durar de tr\u00eas a quatro anos, com in\u00edcio do per\u00edodo de baixa oferta previsto para o ano que vem. \u201cO reajuste tende a ser gradual. N\u00e3o \u00e9 um choque de pre\u00e7o, porque o Brasil ainda tem muito gado e o varejo costuma segurar a carne como produto de atra\u00e7\u00e3o\u201d, afirma <strong>Alcides Torres<\/strong>, s\u00f3cio da <strong>Scot Consultoria<\/strong>, especializada no mercado pecu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de <strong>Fernando Iglesias<\/strong>, analista da <strong>Safras &amp; Mercado<\/strong>, a l\u00f3gica do ciclo pecu\u00e1rio segue v\u00e1lida, mas foi modificada pelo ritmo de exporta\u00e7\u00e3o, sobretudo para a China. Para atender \u00e0s exig\u00eancias do principal comprador mundial, os frigor\u00edficos passaram a buscar animais mais jovens, com at\u00e9 30 meses, ante uma m\u00e9dia de 36 a 48 meses para outros mercados. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de gado, conhecido como &#8220;<strong>boi China<\/strong>&#8220;, tornou-se pe\u00e7a central na din\u00e2mica do ciclo. \u201cA demanda da China ajudou a sustentar o mercado antes mesmo de a escassez de boi ficar mais evidente\u201d, afirma Iglesias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeito nos frigor\u00edficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados mais recentes indicam que esse reajuste de pre\u00e7os come\u00e7ou a ganhar forma no campo ao longo deste ano. Segundo o indicador do boi gordo do Cepea, centro de pesquisas da Esalq-USP, a arroba do boi \u2013 medida usada pelo setor, equivalente a 14,7 quilos \u2013 encerrou o ano praticamente est\u00e1vel em reais, perto de R$ 321. Em d\u00f3lares, por\u00e9m, o movimento foi mais claro: a arroba subiu cerca de 13% no ano, refletindo a for\u00e7a da demanda externa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso indica que os frigor\u00edficos est\u00e3o come\u00e7ando a pagar mais pelo boi. \u201cEstamos vivendo um ciclo desafiador de oferta de gado, n\u00e3o apenas no Brasil, mas em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo. Ainda assim, a demanda por prote\u00edna segue forte e tem compensado o aumento do custo do boi\u201d, afirmou <strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MGzE11FoKbU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wesley Batista Filho<\/a><\/strong>, CEO da <strong>JBS USA<\/strong>, em teleconfer\u00eancia com analistas em novembro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/26851239?1253931\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/26851239\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>Mesmo com a alta recente do boi no Brasil, a carne brasileira segue barata em compara\u00e7\u00e3o ao mercado internacional. Enquanto o pre\u00e7o da arroba no pa\u00eds gira na faixa de US$ 50 a US$ 60, em mercados como Estados Unidos e \u00c1sia os valores superam US$ 130. Essa diferen\u00e7a mant\u00e9m a exporta\u00e7\u00e3o atrativa e reduz a chance de um al\u00edvio r\u00e1pido nos pre\u00e7os ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora o custo do boi tenha subido, nossa capacidade de repassar parte desses custos para o mercado, junto com a forte demanda externa, tem permitido que as margens sejam mantidas\u201d, acrescentou Wesley Filho.<\/p>\n\n\n<section class=\"recirculation-area\">\n    <div class=\"container\">\n                <p class=\"title\">Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n     \n            <ul class=\"recirculation-list\" data-tracking-position=\"outros\">\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/wesley-filho-comando-jbs\/\" title=\"A nova cara da JBS: aos 33 anos, Wesley Batista Filho se prepara para assumir o comando da empresa\" class=\"item-title recirculation-link\" data-btn-name=\"A nova cara da JBS: aos 33 anos, Wesley Batista Filho se prepara para assumir o comando da empresa\" data-posicao=\"outros\" data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/wesley-filho-comando-jbs\/\">\n                        A nova cara da JBS: aos 33 anos, Wesley Batista Filho se prepara para assumir o comando da empresa                    <\/a>\n                <\/li>\n                    <\/ul>\n    <\/div><\/section>\n\n\n\n<p>Considerando o pre\u00e7o em quilos, o pre\u00e7o da carne do Brasil gira em torno de US$ 3 por quilo; no Uruguai e na Argentina, os pre\u00e7os superam US$ 4, e nos Estados Unidos chegam a cerca de US$ 6, segundo c\u00e1lculos da ind\u00fastria. Essa defasagem ajudaria a explicar por que a ind\u00fastria v\u00ea espa\u00e7o para aumento de pre\u00e7os no mercado dom\u00e9stico sem perda relevante de competitividade ou consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado do consumo, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que o mercado ainda consegue absorver pre\u00e7os mais altos. \u201cA demanda por carne segue maior do que a oferta, mas n\u00e3o vemos um cen\u00e1rio de ruptura. O mercado tem conseguido absorver pre\u00e7os mais altos sem uma queda relevante de consumo\u201d, afirmou <strong>Miguel Gularte<\/strong>, CEO da <strong><a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/marquinhos-molina-mbrf-sadia\/\">MBRF<\/a><\/strong>, tamb\u00e9m em conversa com analistas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>E o consumidor?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A \u00faltima virada relevante do ciclo pecu\u00e1rio ocorreu h\u00e1 quatro anos, quando a carne bovina subiu de forma expressiva no varejo. Em 2021, o fil\u00e9 mignon liderou a alta no varejo, com avan\u00e7o de 30,9%, seguida pela picanha (17,4%), de acordo com o <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/o-que-e-ipca\/\">IPCA<\/a>. Em 2022, os pre\u00e7os se sustentaram: a picanha subiu 0,49% no ano, e o fil\u00e9 mignon recuou 10,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, por\u00e9m, o cen\u00e1rio ainda foi diferente. No acumulado de janeiro a novembro, os cortes mais nobres registraram queda de pre\u00e7os. A picanha recuou 0,63%, o fil\u00e9 mignon caiu 4,38% e o contrafil\u00e9 registrou baixa de 1,07%, segundo o IPCA. Hoje, um quilo de picanha \u00e9 vendido a partir de R$ 60 na <strong>Swift<\/strong>, rede de lojas da JBS, enquanto o de fil\u00e9 mignon parte de cerca de R$ 100.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o impacto da alta da arroba n\u00e3o aparece de forma uniforme no a\u00e7ougue. Cortes usados na produ\u00e7\u00e3o de hamb\u00farguer e carne mo\u00edda, feitos a partir do dianteiro, costumam sentir primeiro a press\u00e3o de pre\u00e7os, por concentrarem grande volume de consumo no Brasil e no exterior. \u00c0 medida que esses pre\u00e7os se consolidam, o movimento tende a se espalhar gradualmente para os cortes do traseiro, como a picanha.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, no entanto, fatores que podem influenciar a intensidade dessa alta. Uma desacelera\u00e7\u00e3o mais forte da economia brasileira, mudan\u00e7as no c\u00e2mbio ou um eventual arrefecimento das compras chinesas poderiam moderar a press\u00e3o. Ainda assim, a leitura predominante no setor \u00e9 que, enquanto a oferta global de gado seguir restrita, esses vetores tendem a atuar mais como freios de ritmo do que como gatilhos para uma revers\u00e3o de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>China e outros sinais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma incerteza relevante ainda paira sobre o mercado: a China, maior importadora de carne brasileira, deve anunciar em janeiro uma decis\u00e3o sobre poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, o que pode afetar a demanda global. <\/p>\n\n\n\n<p>Alcides Torres e Fernando Iglesias alertam que a medida pode vir na forma de salvaguardas, como taxa\u00e7\u00f5es ou cotas, para proteger os pecuaristas chineses. Uma decis\u00e3o dever\u00e1 ser divulgada no dia 26 de janeiro, ap\u00f3s dois adiamentos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Por que a prote\u00edna dominou as prateleiras dos supermercados brasileiros?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7dii2VJ5lfA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o especialista ressalta que uma eventual limita\u00e7\u00e3o coincidir\u00e1 com um ano de menor produ\u00e7\u00e3o no Brasil, o que ajudaria a compensar parte do impacto. Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o levantamento do rebanho feito pelo IBGE, que costuma ser divulgado em fevereiro e dar\u00e1 uma fotografia mais precisa sobre a reten\u00e7\u00e3o de f\u00eameas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2025 j\u00e1 era para a gente ter entrado no ciclo de alta, mas o que determina em que posi\u00e7\u00e3o a gente est\u00e1 \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de f\u00eameas no abate\u201d, afirma Torres. Neste ano, o volume elevado de abate de f\u00eameas retardou essa virada cl\u00e1ssica, mantendo os pre\u00e7os mais contidos, apesar de exporta\u00e7\u00f5es recordes e consumo interno firme.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a virada do ciclo se confirme em 2026, o consumidor n\u00e3o deve reviver o susto de 2021 e 2022, mas pode reencontrar uma sensa\u00e7\u00e3o conhecida no a\u00e7ougue: a de pre\u00e7os que sobem aos poucos \u2014 e dificilmente voltam ao patamar anterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Frango e carne su\u00edna<\/h2>\n\n\n\n<p>A perspectiva de alta da carne bovina tamb\u00e9m tende a se espalhar para outras prote\u00ednas, ainda que em intensidade diferente. Segundo Fernando Iglesias, da Safras &amp; Mercado, frango e carne su\u00edna devem seguir com exporta\u00e7\u00f5es recordes em 2026, sustentadas pela demanda externa. <\/p>\n\n\n\n<p>No caso do frango, o pa\u00eds pode embarcar cerca de 5,5 milh\u00f5es de toneladas, o equivalente a 40% do com\u00e9rcio global, enquanto a carne su\u00edna mant\u00e9m ritmo pr\u00f3ximo de 150 mil toneladas por m\u00eas, com maior diversifica\u00e7\u00e3o de mercados e menor depend\u00eancia da China.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado interno, por\u00e9m, o espa\u00e7o para aumentos \u00e9 limitado pela renda das fam\u00edlias. Com endividamento elevado e poder de compra restrito, o consumidor brasileiro costuma migrar para prote\u00ednas mais baratas quando a carne bovina sobe. \u201cSe a carne bovina fica mais cara, as demais tamb\u00e9m acabam subindo, mas existe um teto dado pela renda\u201d, afirma Iglesias.<\/p>\n\n\n\n<p>O consumo per capita de frango deve subir de 45,5 kg em 2024 para 46,8 kg em 2025 e chegar a 47,3 kg em 2026, enquanto o consumo de carne su\u00edna avan\u00e7a de 18,6 kg para 19 kg e 19,5 kg no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos ovos, o consumo per capita deve passar de 269 unidades por habitante em 2024 para 287 em 2025 e 307 unidades em 2026, segundo a ABPA, refletindo a busca do consumidor por prote\u00ednas mais baratas diante da alta da carne bovina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cortes nobres ficaram no negativo neste ano, mas oferta menor de boi pressiona pre\u00e7os \u00e0 frente<\/p>\n","protected":false},"author":123,"featured_media":742840,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5,6],"tags":[160,1352,191,474],"autor-wsj":[],"coauthors":[102704],"class_list":["post-742694","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","category-negocios","tag-brf","tag-jbs","tag-marfrig","tag-beef3"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/742694","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/123"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=742694"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/742694\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":742947,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/742694\/revisions\/742947"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/742840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=742694"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=742694"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=742694"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=742694"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=742694"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}