{"id":746596,"date":"2026-01-13T06:00:00","date_gmt":"2026-01-13T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=746596"},"modified":"2026-01-13T13:56:16","modified_gmt":"2026-01-13T16:56:16","slug":"gas-natural-brasil-gnl-gasodutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/gas-natural-brasil-gnl-gasodutos\/","title":{"rendered":"Ainda dependente de g\u00e1s importado, Brasil investe bilh\u00f5es em tr\u00eas gasodutos para mudar o mercado"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Com um plano de investimentos que supera R$ 100 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, o <strong>Brasil<\/strong> deve mais do que dobrar a quantidade de <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/tag\/gas-natural\/\">g\u00e1s natural<\/a> efetivamente dispon\u00edvel para o mercado na pr\u00f3xima d\u00e9cada, impulsionado pela entrada em opera\u00e7\u00e3o de novos gasodutos e projetos do pr\u00e9-sal.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dessa transforma\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou a se materializar com o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, em setembro de 2024, do gasoduto <strong>Rota 3<\/strong>, que conecta os campos do pr\u00e9-sal da Bacia de Santos ao polo de processamento de g\u00e1s em Itabora\u00ed (RJ), refor\u00e7ando o abastecimento do Sudeste.<\/p>\n\n\n<section class=\"recirculation-area\">\n    <div class=\"container\">\n                <p class=\"title\">Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n     \n            <ul class=\"recirculation-list\" data-tracking-position=\"outros\">\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a \n                        href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/por-que-o-gas-natural-e-tao-caro-no-brasil-e-como-a-argentina-pode-mudar-isso\/\" \n                        title=\"Por que o g\u00e1s natural \u00e9 t\u00e3o caro no Brasil; e como a Argentina pode mudar isso\" \n                        class=\"item-title recirculation-link\"\n                        data-btn-name=\"Por que o g\u00e1s natural \u00e9 t\u00e3o caro no Brasil; e como a Argentina pode mudar isso\"\n                        data-posicao=\"outros\"\n                        data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/por-que-o-gas-natural-e-tao-caro-no-brasil-e-como-a-argentina-pode-mudar-isso\/\"\n                    >\n                        Por que o g\u00e1s natural \u00e9 t\u00e3o caro no Brasil; e como a Argentina pode mudar isso                    <\/a>\n                <\/li>\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a \n                        href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/petrobras-adiciona-ate-180-mil-barris-por-dia-em-sua-producao-com-inicio-da-operacao-de-buzios-6\/\" \n                        title=\"Petrobras adiciona at\u00e9 180 mil barris por dia em sua produ\u00e7\u00e3o com in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o de B\u00fazios 6\" \n                        class=\"item-title recirculation-link\"\n                        data-btn-name=\"Petrobras adiciona at\u00e9 180 mil barris por dia em sua produ\u00e7\u00e3o com in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o de B\u00fazios 6\"\n                        data-posicao=\"outros\"\n                        data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/petrobras-adiciona-ate-180-mil-barris-por-dia-em-sua-producao-com-inicio-da-operacao-de-buzios-6\/\"\n                    >\n                        Petrobras adiciona at\u00e9 180 mil barris por dia em sua produ\u00e7\u00e3o com in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o de B\u00fazios 6                    <\/a>\n                <\/li>\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a \n                        href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/biometano-on-fire-iniciativas-da-orizon-e-da-comgas-agitam-o-mercado-do-gas-verde\/\" \n                        title=\"Biometano &#8216;on fire&#8217;: as iniciativas da Comg\u00e1s e da Orizon que agitam o mercado do g\u00e1s verde\" \n                        class=\"item-title recirculation-link\"\n                        data-btn-name=\"Biometano &#8216;on fire&#8217;: as iniciativas da Comg\u00e1s e da Orizon que agitam o mercado do g\u00e1s verde\"\n                        data-posicao=\"outros\"\n                        data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/biometano-on-fire-iniciativas-da-orizon-e-da-comgas-agitam-o-mercado-do-gas-verde\/\"\n                    >\n                        Biometano &#8216;on fire&#8217;: as iniciativas da Comg\u00e1s e da Orizon que agitam o mercado do g\u00e1s verde                    <\/a>\n                <\/li>\n                    <\/ul>\n    <\/div><\/section>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na fila, projetos como <strong>Raia<\/strong>, tamb\u00e9m na Bacia de Santos, e <strong>Sergipe \u00c1guas Profundas<\/strong>, na Bacia de Sergipe-Alagoas, devem ampliar ainda mais a oferta a partir do fim da d\u00e9cada, com impacto sobretudo sobre o Sudeste e o Nordeste. Um dos objetivos, no fim das contas, \u00e9 reduzir, no longo prazo, a depend\u00eancia do g\u00e1s natural liquefeito (<strong>GNL<\/strong>), um insumo mais caro e sujeito \u00e0 <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/volatilidade-o-que-e\/\">volatilidade<\/a> cambial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com tr\u00eas novos gasodutos em opera\u00e7\u00e3o, a previs\u00e3o \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o l\u00edquida de g\u00e1s natural no pa\u00eds dever\u00e1 mais que dobrar, saindo de cerca de 50 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia atualmente para 127 milh\u00f5es de m\u00b3 por dia em 2035, segundo proje\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME), elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/27179119?1253931\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/27179119\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O problema da reinje\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o desses projetos ataca o que o setor aponta como um problema hist\u00f3rico: a malha insuficiente de gasodutos e a dificuldade de transformar o avan\u00e7o do pr\u00e9-sal em g\u00e1s efetivamente dispon\u00edvel para o mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com avan\u00e7os recentes, o Brasil ainda convive com uma taxa de reinje\u00e7\u00e3o elevada: mais da metade do g\u00e1s produzido volta para os po\u00e7os. Segundo dados compilados pelo MME, a m\u00e9dia da reinje\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural entre janeiro e julho de 2025 foi de 93,8 milh\u00f5es de m\u00b3 por dia, cerca de 55% do volume total produzido no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 duas raz\u00f5es principais para isso. A primeira \u00e9 econ\u00f4mica: o g\u00e1s reinjetado ajuda a manter a press\u00e3o e \u201cempurrar\u201d o \u00f3leo \u2014 que vale mais \u2014 aumentando a recupera\u00e7\u00e3o. A segunda \u00e9 operacional e ambiental: em muitos casos, reinjetar \u00e9 a alternativa \u00e0 queima do g\u00e1s, que gera penalidades e desperd\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com mais capacidade de escoamento e processamento, a expectativa \u00e9 deslocar parte relevante desse volume para o mercado. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Empresas de Transporte de G\u00e1s Natural por Gasoduto (<strong>ATG\u00e1s<\/strong>), <strong>Rog\u00e9rio Manso<\/strong>, estima que os novos projetos podem adicionar algo como 50 milh\u00f5es de m\u00b3 por dia ao sistema de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos colocando algo equivalente a um Brasil-Bol\u00edvia para dentro do sistema. Com isso, \u00e9 preciso adaptar o sistema de transporte como um todo\u201d, disse o executivo ao <strong>InvestNews<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os projetos<\/h2>\n\n\n\n<p>Desde que foi inaugurado em setembro de 2024, o gasoduto <strong>Rota 3 <\/strong>alterou a log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural no Brasil ao viabilizar o escoamento direto do pr\u00e9-sal para o mercado dom\u00e9stico, fortalecendo especialmente a oferta do produto no Sudeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com 355 km de extens\u00e3o e capacidade de escoar at\u00e9 21 milh\u00f5es de m\u00b3 de g\u00e1s por dia, a obra conecta os campos do pr\u00e9-sal da Bacia de Santos \u00e0 Unidade de Processamento de G\u00e1s Natural (UPGN) no Complexo de Energias Boaventura de Itabora\u00ed (RJ), o antigo Comperj. O projeto demandou investimentos superiores a R$ 12 bilh\u00f5es ao longo de mais de uma d\u00e9cada de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das unidades que passaram a ampliar a oferta de g\u00e1s com a integra\u00e7\u00e3o ao Rota 3 \u00e9 a plataforma B\u00fazios 6, da Petrobras, localizada no campo de B\u00fazios. Segundo a estatal, a entrada da unidade no sistema pode elevar em at\u00e9 3 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia o volume de g\u00e1s disponibilizado ao mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O B\u00fazios 6 \u00e9 um FPSO \u2014 tipo de plataforma flutuante que produz, armazena e transfere petr\u00f3leo e g\u00e1s \u2014 que hoje tem capacidade para produzir at\u00e9 180 mil barris de \u00f3leo di\u00e1rios e 7,2 milh\u00f5es de m\u00b3 de g\u00e1s por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo grande projeto nesse ciclo \u00e9 o gasoduto <strong>Raia<\/strong>, previsto para operar em 2028 com capacidade de escoar 16 milh\u00f5es de m\u00b3 por dia e estimativa de R$ 43,8 bilh\u00f5es em investimentos, <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/casacivil\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/projeto-raia-conclui-instalacao-no-trecho-de-aguas-rasas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">respondendo por cerca de 15% demanda nacional<\/a> quando estiver em servi\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Operado em parceria pela <strong>Equinor<\/strong> (35%), <strong>Repsol Sinopec<\/strong> (35%) e <strong>Petrobras<\/strong> (30%), o Raia deve se tornar um dos maiores gasodutos do pa\u00eds em capacidade de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais adiante, o projeto Sergipe \u00c1guas Profundas, na Bacia de Sergipe-Alagoas, est\u00e1 em fase de desenvolvimento e deve entrar em opera\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima d\u00e9cada, com capacidade estimada em at\u00e9 18 milh\u00f5es de m\u00b3 por dia. A Petrobras projeta um aporte de at\u00e9 R$ 25 bilh\u00f5es para a conclus\u00e3o desse empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Petrobras ainda \u00e9 dominante<\/h2>\n\n\n\n<p>O aumento da oferta e a expans\u00e3o da infraestrutura, no entanto, n\u00e3o significam automaticamente um mercado mais competitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da abertura de mercado promovida pela Nova Lei do G\u00e1s (2021) e pelo programa G\u00e1s Para Empregar (2023) \u2014 que ampliaram o n\u00famero de empresas autorizadas a comercializar o insumo \u2014 a Petrobras ainda concentra mais de 60% dos contratos de longo prazo com as distribuidoras estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A estatal tamb\u00e9m retomou, recentemente, a lideran\u00e7a no mercado livre de g\u00e1s natural, ao captar 12 novos clientes no primeiro semestre de 2025. Nesse segmento, \u00e9 seguida por grupos como Galp, Edge (do grupo Cosan) e Shell.<\/p>\n\n\n\n<p>Para parte do setor, por\u00e9m, essa concentra\u00e7\u00e3o deixou de ser o principal problema. A leitura \u00e9 que, se o mercado continuar crescendo, haver\u00e1 espa\u00e7o para novos entrantes mesmo com a lideran\u00e7a da Petrobras. Com mais g\u00e1s dispon\u00edvel e maior demanda industrial, o \u201cbolo\u201d aumenta \u2014 e as fatias podem crescer para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mercado, para alguns, tem se aberto de forma lenta; para outros, esse ritmo \u00e9 natural em um setor com investimentos pesados e contratos de longo prazo\u201d, diz <strong>Betina Moura<\/strong>, especialista em g\u00e1s natural da consultoria <strong>Argus<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pre\u00e7o ainda \u00e9 problema<\/h2>\n\n\n\n<p>Se o aumento da oferta e da infraestrutura \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para transformar o mercado, ele ainda n\u00e3o tem sido suficiente para reduzir o pre\u00e7o do g\u00e1s na ponta. Embora a oferta tenha crescido e o pre\u00e7o tenha arrefecido em 2025 \u2014 em parte com a entrada do Rota 3 \u2014 o Brasil segue entre os mercados com g\u00e1s mais caro do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o pre\u00e7o elevado tem levado muitas ind\u00fastrias a recorrerem ao GNL importado como alternativa \u2013 mesmo com seus altos custos log\u00edsticos. Hoje, o g\u00e1s que chega \u00e0 ind\u00fastria brasileira por essa via custa, em m\u00e9dia, US$ 20 por milh\u00e3o de BTU \u2014 cerca de US$ 0,70 por metro c\u00fabico, patamar dez vezes acima do americano e aproximadamente o dobro do europeu, segundo a <strong>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO pre\u00e7o do g\u00e1s no Brasil ganhou alguma competitividade na compara\u00e7\u00e3o internacional, mas continua muito alto. Mesmo com a queda recente, est\u00e1 apenas 10% a 15% mais barato do que antes\u201d, diz <strong>Rivaldo Moreira Neto<\/strong>, s\u00f3cio-diretor da <strong>A&amp;M Infra<\/strong>. \u201cAinda assim, h\u00e1 um movimento crescente de migra\u00e7\u00e3o para o mercado livre, o que come\u00e7a a pressionar por mais competi\u00e7\u00e3o e alguma redu\u00e7\u00e3o na ponta.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na tentativa de enfrentar o problema, o governo federal lan\u00e7ou em 2023 o programa G\u00e1s Para Empregar, com o objetivo de ampliar o aproveitamento do g\u00e1s natural no pa\u00eds, estimular a reindustrializa\u00e7\u00e3o e expandir a oferta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/27181167?1253931\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/27181167\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>Ainda assim, levantamento recente do Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo e G\u00e1s (<strong>IBP<\/strong>) mostra que, em 2025, revis\u00f5es tarif\u00e1rias em sete estados (Pernambuco, Amazonas, Esp\u00edrito Santo, Bahia, Alagoas, Cear\u00e1 e Mato Grosso do Sul) geraram um custo extra anual de R$ 600 milh\u00f5es aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, segundo o instituto, est\u00e1 sobretudo no chamado \u201c\u00faltimo quil\u00f4metro\u201d do servi\u00e7o \u2014 a etapa de distribui\u00e7\u00e3o estadual \u2014 e n\u00e3o no transporte, que \u00e9 regulado pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo e G\u00e1s Natural (<strong>ANP<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) voltado ao segmento industrial, setor que \u00e9 respons\u00e1vel pelos maiores volumes de consumo, mostra que a mol\u00e9cula do g\u00e1s responde por at\u00e9 53% do pre\u00e7o final, enquanto o servi\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o representa entre 14% e 16% e o transporte cerca de 11%. Nos segmentos comercial e residencial, o transporte \u00e9 ainda menos relevante, com peso m\u00e9dio pr\u00f3ximo de 5%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">T\u00e9rmicas impulsionam GNL<\/h2>\n\n\n\n<p>O mercado de GNL no Brasil vem acumulando an\u00fancios bilion\u00e1rios nos \u00faltimos dois anos, puxados principalmente pela expans\u00e3o da infraestrutura de regaseifica\u00e7\u00e3o e pela integra\u00e7\u00e3o com usinas termel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eneva<\/strong>, <strong>Mitsui<\/strong>, <strong>\u00c2mbar Energia <\/strong>(da J&amp;F) e <strong>Compass<\/strong> (do grupo Cosan) est\u00e3o entre as empresas que buscam ampliar suas opera\u00e7\u00f5es no segmento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2025, a Eneva anunciou um investimento de R$ 7,6 bilh\u00f5es em um complexo termel\u00e9trico no Cear\u00e1, ligado ao Porto do Pec\u00e9m, que envolve a instala\u00e7\u00e3o de um terminal de GNL e a constru\u00e7\u00e3o de novas usinas. Para viabilizar o projeto, a companhia adquiriu a Jandaia Gera\u00e7\u00e3o de Energia, que possui licen\u00e7a pr\u00e9via para implantar um complexo termel\u00e9trico de at\u00e9 2.340 megawatts (MW) na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Como a Argentina pode baratear o g\u00e1s natural no Brasil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dIjFb9_53ww?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em dezembro, a japonesa Mitsui submeteu ao Cade um pedido para formar, ao lado do fundo Future Ocean, de Hong Kong, uma <em>joint venture<\/em> voltada a investimentos no setor de GNL no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica por tr\u00e1s desses movimentos \u00e9 que, embora o Brasil seja refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel, o sistema el\u00e9trico depender\u00e1 cada vez mais de usinas termel\u00e9tricas para garantir estabilidade e seguran\u00e7a de suprimento \u2014 o que tende a dar maior previsibilidade \u00e0 demanda por g\u00e1s, observa Rivaldo Moreira Neto, da A&amp;M Infra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oferta de g\u00e1s avan\u00e7a com novos dutos e pode mais que dobrar at\u00e9 2035, mas pre\u00e7o alto ainda freia os ganhos para a ind\u00fastria<\/p>\n","protected":false},"author":162,"featured_media":636060,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1450,1520,221],"autor-wsj":[],"coauthors":[109903],"class_list":["post-746596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-gas-natural","tag-ministerio-de-minas-e-energia","tag-petroleo"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/746596","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/162"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=746596"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/746596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":746966,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/746596\/revisions\/746966"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/636060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=746596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=746596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=746596"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=746596"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=746596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}