{"id":750333,"date":"2026-01-25T06:00:00","date_gmt":"2026-01-25T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=750333"},"modified":"2026-01-23T18:00:04","modified_gmt":"2026-01-23T21:00:04","slug":"o-que-o-fim-da-monocultura-representa-para-o-pop-e-para-os-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/o-que-o-fim-da-monocultura-representa-para-o-pop-e-para-os-estados-unidos\/","title":{"rendered":"O que o fim da &#8216;monocultura pop&#8217; representa para a identidade dos Estados Unidos"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cI Love Lucy.\u201d \u201cStar Wars.\u201d \u201cThriller.\u201d N\u00e3o h\u00e1 nada mais americano do que isso. Todas as na\u00e7\u00f5es s\u00e3o mantidas juntas pela cultura, mas os <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/sem-pijama-governo-americano-lanca-campanha-para-passageiro-se-vestir-melhor-em-voo\/\">EUA<\/a> s\u00e3o \u00fanicos pelo poder de sua cultura pop. A m\u00fasica, programas de TV e filmes representam um neg\u00f3cio de trilh\u00f5es de d\u00f3lares e s\u00e3o a primeira forma pela qual bilh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo nos conhecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a maior parte do s\u00e9culo 20, eles tamb\u00e9m foram a cola que manteve o pa\u00eds unido. Em uma na\u00e7\u00e3o vasta, fundada no princ\u00edpio da liberdade individual e povoada principalmente por imigrantes de todo o mundo, raramente existia uma experi\u00eancia americana \u00fanica. Empregadas dom\u00e9sticas em Boston, oper\u00e1rios em Chicago e agricultores na Calif\u00f3rnia viviam vidas muito diferentes, apesar de estarem no mesmo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinemas, r\u00e1dios, televisores e discos mudaram tudo isso. Os americanos podiam fazer coisas diferentes durante o dia, mas \u00e0 noite e nos finais de semana, assist\u00edamos e ouvimos as mesmas coisas \u2014 produzidas nos EUA, principalmente para americanos, pelas primeiras celebridades modernas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o nascimento da monocultura \u2014 uma palavra que captura o poder historicamente \u00fanico do entretenimento americano no s\u00e9culo 20. Estima-se que 200 milh\u00f5es de ingressos foram vendidos para <em>E o Vento Levou<\/em>, lan\u00e7ado em 1939, quando a popula\u00e7\u00e3o dos EUA era de 130 milh\u00f5es. O programa de r\u00e1dio <em>Amos \u2019n\u2019 Andy <\/em>era t\u00e3o popular que os cinemas programavam seus filmes em fun\u00e7\u00e3o dele e transmitiam o \u00e1udio em seus alto-falantes. Em 1983, mais de 100 milh\u00f5es de pessoas assistiram ao final de <em>MASH*<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os americanos podiam contar que seus vizinhos, colegas de trabalho ou o estranho ao lado no avi\u00e3o conheciam a mesma cultura pop e possivelmente tinham uma opini\u00e3o interessante sobre ela. Convers\u00e1vamos sobre o que t\u00ednhamos assistido ou ouvido no trabalho, em encontros ou reuni\u00f5es de fam\u00edlia. <strong>A monocultura era uma for\u00e7a unificadora quando a pol\u00edtica, a ra\u00e7a e as divis\u00f5es geogr\u00e1ficas e geracionais amea\u00e7avam nos separar<\/strong>.<\/p>\n\n\n<section class=\"recirculation-area\">\n    <div class=\"container\">\n                <p class=\"title\">Leia tamb\u00e9m: <\/p>\n     \n            <ul class=\"recirculation-list\" data-tracking-position=\"outros\">\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a \n                        href=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/sem-pijama-governo-americano-lanca-campanha-para-passageiro-se-vestir-melhor-em-voo\/\" \n                        title=\"Sem pijama: governo americano lan\u00e7a campanha para passageiro se vestir melhor em voo\" \n                        class=\"item-title recirculation-link\"\n                        data-btn-name=\"Sem pijama: governo americano lan\u00e7a campanha para passageiro se vestir melhor em voo\"\n                        data-posicao=\"outros\"\n                        data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/sem-pijama-governo-americano-lanca-campanha-para-passageiro-se-vestir-melhor-em-voo\/\"\n                    >\n                        Sem pijama: governo americano lan\u00e7a campanha para passageiro se vestir melhor em voo                    <\/a>\n                <\/li>\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a \n                        href=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/governo-trump-busca-aliados-internos-em-cuba-para-derrubar-regime-ate-o-fim-do-ano\/\" \n                        title=\"Governo Trump busca aliados internos em Cuba para derrubar regime at\u00e9 o fim do ano\" \n                        class=\"item-title recirculation-link\"\n                        data-btn-name=\"Governo Trump busca aliados internos em Cuba para derrubar regime at\u00e9 o fim do ano\"\n                        data-posicao=\"outros\"\n                        data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/governo-trump-busca-aliados-internos-em-cuba-para-derrubar-regime-ate-o-fim-do-ano\/\"\n                    >\n                        Governo Trump busca aliados internos em Cuba para derrubar regime at\u00e9 o fim do ano                    <\/a>\n                <\/li>\n                    <\/ul>\n    <\/div><\/section>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o precisa que eu diga: a monocultura est\u00e1 morrendo rapidamente. Fora dos grandes eventos esportivos, todos n\u00f3s assistimos e ouvimos coisas diferentes, alimentados por algoritmos projetados para nos dividir em consumidores \u00fanicos. O conte\u00fado mais popular no YouTube ou TikTok em um dado momento significa nada para 95% da popula\u00e7\u00e3o. As s\u00e9ries de streaming mais populares s\u00e3o assistidas por p\u00fablicos t\u00e3o pequenos que teriam sido rapidamente canceladas pelas redes de TV na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Os filmes, provavelmente a for\u00e7a mais unificadora da cultura pop de 1930 a 2010, agora t\u00eam um alcance menor. Apenas tr\u00eas produ\u00e7\u00f5es americanas ultrapassaram US$ 1 bilh\u00e3o em 2025, contra nove em 2019. A raz\u00e3o \u00e9 simples: as pessoas relutam em ir ao cinema quando h\u00e1 uma quantidade quase infinita de op\u00e7\u00f5es para assistir em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante grande parte da hist\u00f3ria dessa forma de arte, conseguimos fazer filmes de sucesso que agradavam a todos, considerados uma \u00f3tima maneira de passar o tempo enquanto com\u00edamos pipoca,&#8221; diz Donna Langley, veterana executiva de cinema e presidente da NBCUniversal Entertainment, subsidi\u00e1ria da Comcast. &#8220;Essa experi\u00eancia ampla tornou-se algo mais dif\u00edcil de produzir para n\u00f3s, est\u00fadios. O p\u00fablico quer muito mais valor pelo seu dinheiro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As implica\u00e7\u00f5es para a ind\u00fastria de entretenimento, j\u00e1 bastante abalada, s\u00e3o \u00f3bvias. Os impactos na nossa cultura est\u00e3o apenas come\u00e7ando a se manifestar, mas ser\u00e3o significativos. Em vez de nos unir, a cultura pop se tornou outra for\u00e7a que nos separa.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos da minha idade lembram de Jurassic Park, Smells Like Teen Spirit e das primeiras temporadas de Os Simpsons. Meu filho adolescente e seus amigos assistem, ouvem e jogam coisas diferentes, \u00e0s vezes mesmo estando na mesma sala. O que significar crescer na d\u00e9cada de 2020 provavelmente n\u00e3o ter\u00e1 muito a ver com cultura pop.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O cinema mudou tudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento da monocultura americana foi, como grande parte da hist\u00f3ria do pa\u00eds, produto da geopol\u00edtica, economia e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1900, os EUA eram relativamente pobres, geograficamente dispersos e sem meios tecnol\u00f3gicos para compartilhar m\u00eddia com todos. Jornais e panfletos existiam desde a funda\u00e7\u00e3o, mas como cada c\u00f3pia precisava ser fisicamente criada e transportada para ser lida por poucas pessoas, chegavam a uma fra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ver algu\u00e9m atuar, era preciso estar literalmente na sala onde acontecia.<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema foi o primeiro meio a mudar isso. Uma \u00fanica hist\u00f3ria podia ser filmada uma vez, copiada infinitamente e exibida para centenas de pessoas em audit\u00f3rios por todo o pa\u00eds. A Europa pioneira na arte cinematogr\u00e1fica, mas foram os EUA que aperfei\u00e7oaram o neg\u00f3cio que hoje chamamos de Hollywood.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas guerras mundiais devastaram o cinema europeu, junto com muito mais no continente. Nos EUA, a ind\u00fastria prosperava enquanto a popula\u00e7\u00e3o crescia e se tornava mais rica.<\/p>\n\n\n\n<p>As na\u00e7\u00f5es europeias tentaram se recuperar protegendo seus cineastas com cotas e subs\u00eddios. Consideravam o cinema uma fonte de orgulho cultural a ser preservada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos EUA, n\u00e3o havia um establishment cultural a preservar. Havia apenas uma popula\u00e7\u00e3o crescente \u00e1vida por entretenimento e uma ind\u00fastria em r\u00e1pido crescimento. O capitalismo, em sua forma mais pura, colidia com a cultura popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Os est\u00fadios produziam os filmes e, at\u00e9 um decreto federal em 1948, possu\u00edam os cinemas em que eram exibidos. Poucas empresas verticalmente integradas dominavam o mercado e focavam em grandes produ\u00e7\u00f5es que agradassem ao maior p\u00fablico poss\u00edvel. Pense em com\u00e9dias f\u00edsicas como Charlie Chaplin, espet\u00e1culos visuais como O M\u00e1gico de Oz e romances grandiosos como Casablanca.<\/p>\n\n\n\n<p>Por serem uma na\u00e7\u00e3o t\u00e3o diversa, esses filmes eram considerados hist\u00f3rias de \u201cbaixo contexto\u201d. N\u00e3o era preciso conhecer refer\u00eancias culturais espec\u00edficas para entender o que acontecia. Os visuais, a a\u00e7\u00e3o e os arqu\u00e9tipos de personagens eram suficientes para compreender e apreciar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma \u00e9poca, algo parecido acontecia no r\u00e1dio. Pa\u00edses europeus criaram emissoras estatais. Nos EUA, as ondas eram ocupadas por empresas focadas em entretenimento, m\u00fasica e not\u00edcias, alcan\u00e7ando o maior p\u00fablico poss\u00edvel para os anunciantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse modelo continuou com a TV. Esta\u00e7\u00f5es locais criavam conte\u00fado para seus p\u00fablicos, mas logo redes nacionais dominaram. A l\u00f3gica econ\u00f4mica de transmitir The Honeymooners ou The Tonight Show para todo o pa\u00eds no mesmo dia era poderosa demais para ignorar.<\/p>\n\n\n\n<p>De 1940 a 1990, tr\u00eas redes de TV e sete est\u00fadios de cinema determinavam tudo o que os americanos assistiam, e cinco ou seis gravadoras determinavam o que ouvimos. Produ\u00e7\u00f5es independentes eram dif\u00edceis devido aos altos custos e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o controlada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os <em>gatekeepers<\/em> dos est\u00fadios e gravadoras decidiam o que seria exibido para atrair o maior p\u00fablico de uma vez. Quando conseguiam, criavam momentos culturais coletivos. Se os Beatles tivessem estreado nos EUA no YouTube, a maior parte do pa\u00eds n\u00e3o teria percebido. O filme Sinners definiu o zeitgeist recente porque milh\u00f5es assistiram juntos nos cinemas em poucas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>As falhas do sistema eram \u00f3bvias e dolorosas: poucas pessoas, majoritariamente homens brancos, decidiam o que todos ouviriam ou veriam. Isso dificultava que m\u00fasica latina, cinema autoral e rap entrassem no mainstream. Mesmo quando os executivos eram abertos, o objetivo era alcan\u00e7ar o maior p\u00fablico poss\u00edvel, deixando de lado conte\u00fados voltados a minorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os anos 1980 a 2000 foram o auge da monocultura. Hollywood aprendeu com Jaws e Star Wars que filmes de grande or\u00e7amento lan\u00e7ados em quase todos os cinemas ao mesmo tempo geravam retornos enormes. De Volta para o Futuro, Batman, Jurassic Park, Harry Potter e Marvel seguiram o mesmo caminho. Foi a era dos blockbusters.<\/p>\n\n\n\n<p>Na TV, todos queriam saber quem atirou em J.R. em Dallas, e o slogan da NBC \u201cMust See TV\u201d definiu noites de entretenimento com hits como Friends e E.R..<\/p>\n\n\n\n<p>A internet quebra o controle de Hollywood<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Napster e YouTube invadiram os campi universit\u00e1rios e depois o mundo, Hollywood se preocupou com pirataria. Mas a maior amea\u00e7a era a desintermedia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A monocultura dependia de distribui\u00e7\u00e3o limitada. As pessoas compravam CDs na Sam Goody e assistiam talk shows noturnos porque eram as \u00fanicas op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Taylor Swift ainda vende ou transmite dezenas de milh\u00f5es de \u00e1lbuns, e Stranger Things \u00e9 assistido por milh\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o haja outras op\u00e7\u00f5es, mas grandes grupos de pessoas \u2014 ainda que menos que no auge dos blockbusters \u2014 buscam esse conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada vez h\u00e1 menos hits mainstream. Swift \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o na m\u00fasica. Franquias de filmes como Marvel e Velozes e Furiosos est\u00e3o enfraquecendo. N\u00e3o existe mais sitcom de TV que todos os americanos assistam.<\/p>\n\n\n\n<p>A internet quebrou o monop\u00f3lio de distribui\u00e7\u00e3o de Hollywood. Se voc\u00ea pode criar, pode transmitir usando os mesmos dispositivos de Disney, Netflix ou Warner Music. E criar conte\u00fado ficou mais f\u00e1cil com c\u00e2meras de celular, mixers no computador e <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/inteligencia-artificial\/\">intelig\u00eancia artificial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O YouTube se tornou a plataforma de v\u00eddeo mais popular na TV, n\u00e3o por ter os shows mais populares, mas porque h\u00e1 algo para todos, mainstream ou obscuro. A empresa, do Google, nem produz conte\u00fado; \u00e9 apenas a plataforma. Como TikTok e Instagram, seu sucesso vem de algoritmos sofisticados que entregam conte\u00fado personalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O anime, por exemplo, que antes vivia em cantos remotos de locadoras, \u00e9 hoje um dos neg\u00f3cios mais quentes em Hollywood. Pode n\u00e3o ter muitos f\u00e3s, mas s\u00e3o apaixonados, v\u00e3o aos cinemas e assinam servi\u00e7os como Crunchyroll da Sony.<\/p>\n\n\n\n<p>Construir audi\u00eancia de massa hoje \u00e9 mais dif\u00edcil. Hollywood n\u00e3o consegue mais impor conte\u00fados dando o melhor hor\u00e1rio ou melhor posi\u00e7\u00e3o nas prateleiras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acho que h\u00e1 um p\u00fablico com apetite real por hist\u00f3rias, eventos e experi\u00eancias sob medida para eles,&#8221; diz Donna Langley. &#8220;Tem que parecer aut\u00eantico, ou eles n\u00e3o v\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bom que os executivos n\u00e3o controlem mais a cultura de massa. Mas \u00e9 uma perda que conectar-se pelo entretenimento seja cada vez mais raro. Quantas vezes voc\u00ea comenta uma s\u00e9rie com algu\u00e9m e ouve: \u201cAh, queria ver isso\u201d ou \u201cQual app \u00e9 esse? Nunca ouvi falar\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>Como muitas tend\u00eancias do s\u00e9culo 21, o que \u00e9 bom para indiv\u00edduos, nos enfraquece como popula\u00e7\u00e3o. Olhamos para o celular em vez de olhar uns para os outros. Descobrimos opini\u00f5es pol\u00edticas diferentes e deslizamos para o lado. Vemos algu\u00e9m no avi\u00e3o assistindo apenas true crime e nos afastamos, preferindo nossa s\u00e9rie de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Descanse em paz, monocultura. Voc\u00ea merece um funeral televisionado, mas a maioria de n\u00f3s provavelmente nunca o veria.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ben Fritz \u00e9 rep\u00f3rter da ind\u00fastria de entretenimento do Wall Street Journal em Los Angeles. Email: ben.fritz@wsj.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a maior parte do s\u00e9culo 20, a cultura pop foi a cola que manteve os EUA unidos. Mas o que isso significa agora que tudo se fragmentou?<\/p>\n","protected":false},"author":118,"featured_media":540458,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[103073],"tags":[],"autor-wsj":[103724],"coauthors":[102488],"class_list":["post-750333","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-the-wall-street-journal","autor-wsj-ben-fritz"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/750333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/118"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=750333"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/750333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":750371,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/750333\/revisions\/750371"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/540458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=750333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=750333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=750333"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=750333"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=750333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}