{"id":754710,"date":"2026-02-03T06:00:00","date_gmt":"2026-02-03T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=754710"},"modified":"2026-02-03T09:58:03","modified_gmt":"2026-02-03T12:58:03","slug":"hidreletrica-que-rebobina-ou-megabateria-o-duelo-de-solucoes-termos-energia-solar-a-noite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/hidreletrica-que-rebobina-ou-megabateria-o-duelo-de-solucoes-termos-energia-solar-a-noite\/","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9trica que \u2018rebobina\u2019 ou megabateria? O duelo de solu\u00e7\u00f5es para termos energia solar \u00e0 noite"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil produz muito mais energia el\u00e9trica do que precisa. Pelo menos <strong>durante o dia<\/strong>. Os pain\u00e9is solares respondem por <strong>23%<\/strong> da nossa capacidade de gera\u00e7\u00e3o hoje \u2013 contra 2% em 2019, para dar uma ideia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As placas fotovoltaicas j\u00e1 passaram as usinas hidrel\u00e9tricas, que ocupam o segundo lugar, com 32% da gera\u00e7\u00e3o de energia. E dependendo do hor\u00e1rio, o sol vence a \u00e1gua por uma margem ainda mais larga. <strong>Ao meio-dia, 44%<\/strong> da energia nacional vem dos pain\u00e9is solares.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 tem um problema. Quando o sol est\u00e1 a pino, passa a fluir mais energia do que os fios de transmiss\u00e3o d\u00e3o conta. Para evitar sobrecargas, o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) manda cortar parte da gera\u00e7\u00e3o \u2013 opera <em>curtailments<\/em>, no jarg\u00e3o energ\u00e9tico. Um desperd\u00edcio: 20% da gera\u00e7\u00e3o solar e e\u00f3lica pronta para chegar aos fios acaba desplugada ao longo do dia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 noite, quando o sol teima em apagar, a chave vira: <em>falta energia <\/em>no sistema. A solu\u00e7\u00e3o para esse dilema di\u00e1rio, \u00e9 \u00f3bvia: estocar vento \u2013&nbsp;e sol. Sobrou gera\u00e7\u00e3o de for\u00e7a? Guarda para usar depois.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto que o governo federal est\u00e1 organizando seu primeiro \u201cleil\u00e3o de reserva de pot\u00eancia\u201d. Grosso modo, significa buscar empresas interessadas em montar \u201c<a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/mega-baterias-estocam-vento-energia-eletrica-brasil\/\">fazendas de baterias<\/a>\u201d; mais precisamente aquilo que o setor chama de <strong>BESSs <\/strong>(<em>Battery Energy Storage Systems<\/em>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que empresas montem complexos de megabaterias de l\u00edtio, as mesmas dos carros el\u00e9tricos. E a\u00ed comprem energia barata durante o dia, quando sobra. Na verdade, energia que hoje acaba cortada para evitar sobrecarga do sistema, ent\u00e3o o desconto pode ser forte. \u00c0 noite, quando falta energia, vira-se a chave. Os el\u00e9trons estocados nas baterias v\u00e3o para o mercado, a pre\u00e7os mais altos. Temos uma <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/como-calcular-margem-de-lucro\/\">margem de lucro<\/a> a\u00ed. E se h\u00e1 margem, h\u00e1 neg\u00f3cio. O leil\u00e3o est\u00e1 previsto para abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas bateria n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de armazenar energia, pelo menos n\u00e3o quando o assunto \u00e9 o sistema el\u00e9trico. Existe outro: as <strong>hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De dia, ela fica desligada, j\u00e1 que o pa\u00eds n\u00e3o precisa de ainda mais energia com o sol a pino. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Ela aproveita esse tempo para encher o reservat\u00f3rio superior, bombeando \u00e1gua l\u00e1 de baixo. Essa bombeada consome energia. E de onde vem a energia? Dos pain\u00e9is solares e turbinas e\u00f3licas que, de outra forma, teriam sua gera\u00e7\u00e3o cortada. <strong>Assim<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1499\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-754716\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia.jpg 1920w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-300x234.jpg 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-1024x799.jpg 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-768x600.jpg 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-1536x1199.jpg 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-1196x934.jpg 1196w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-172x134.jpg 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/dia-150x117.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante o dia, os pain\u00e9is solares alimentam o sistema, e o sistema alimenta o bombeamento de \u00e1gua para cima. Em suma, \u00e9 uma hidrel\u00e9trica que \u2018rebobina\u2019, usando a energia do sol (e do vento). E a\u00ed, de noite, a \u00e1gua que subiu desce, passa pelas turbinas e gera energia. Ela vira uma usina convencional e <strong>cuida do suprimento noturno<\/strong>: &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1499\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-754718\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1.jpg 1920w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-300x234.jpg 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-1024x799.jpg 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-768x600.jpg 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-1536x1199.jpg 1536w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-1196x934.jpg 1196w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-172x134.jpg 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/02\/noite-1-150x117.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A\u00ed \u00e9 a mesma l\u00f3gica de neg\u00f3cio para as empresas do ramo: comprar energia barata e vender mais caro depois. Tudo sem se preocupar com a manuten\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio. Mesmo que nunca mais chovesse, o suprimento de \u00e1gua ficaria garantido para sempre pelo bombeamento diurno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis e as baterias de armazenamento s\u00e3o, enfim, duas solu\u00e7\u00f5es para o mesmo problema. O Brasil j\u00e1 tem baterias assim operando no sistema el\u00e9trico, <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/mega-baterias-estocam-vento-energia-eletrica-brasil\/\">ainda que numa escala diminuta<\/a>. J\u00e1 as revers\u00edveis seriam uma novidade por aqui. Qual das duas \u00e9 a melhor? \u00c9 o que vamos ver agora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis s\u00e3o comuns no resto do mundo. T\u00e3o comuns que <strong>15% da pot\u00eancia h\u00eddrica <\/strong>dispon\u00edvel no planeta vem delas. Os dois pa\u00edses que mais consomem energia, China e EUA, est\u00e3o entre os tr\u00eas que mais usam. A Europa tamb\u00e9m adota largamente a tecnologia \u2013 cujo nome internacional \u00e9 <em>Pumped Storage Hydropower<\/em> (<strong>PSH<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que 42 pa\u00edses t\u00eam PSHs em opera\u00e7\u00e3o hoje. Surpreende que o Brasil, <strong>na\u00e7\u00e3o mais hidrel\u00e9trica depois da China<\/strong>, n\u00e3o abrigue nenhuma \u2013&nbsp;ainda mais numa realidade em que o armazenamento virou urg\u00eancia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-table\" data-src=\"visualisation\/27241434?1266799\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/27241434\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"table visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>Porque os curtailments crescem ano a ano, na esteira do crescimento de uma modalidade recente de produ\u00e7\u00e3o de energia: a gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda (GD). Estamos falando dos pain\u00e9is solares \u201ccaseiros\u201d, que ficam nos tetos de casas e nos terrenos de fazendas. S\u00e3o 4 milh\u00f5es de pontos hoje, em <strong>5.565 dos 5.569 munic\u00edpios do pa\u00eds<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Boa parte da energia deles vai para o sistema el\u00e9trico. E haja energia. Os pain\u00e9is caseiros geram uma pot\u00eancia equivalente \u00e0 de tr\u00eas Itaipus. Com isso, a <strong>GD responde sozinha por 16%<\/strong> da pot\u00eancia nacional. E por muito mais no meio do dia, claro. D\u00e1 para inferir que um ter\u00e7o da energia brasileira com o sol a pino vem dos pain\u00e9is caseiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 ela, ent\u00e3o, a respons\u00e1vel pela energia que sobra no pa\u00eds, e que gera os <em>curtailments<\/em>. O problema \u00e9 que n\u00e3o existe uma chavinha capaz de desligar uma parte da produ\u00e7\u00e3o das casas quando a estabilidade do sistema entra em risco. O ONS, ent\u00e3o, desliga onde d\u00e1: principalmente as usinas solares \u201cprofissionais\u201d, instaladas por empresas de gera\u00e7\u00e3o, e as e\u00f3licas. E as companhias que investiram nessas usinas perdem dinheiro, j\u00e1 que s\u00e3o obrigadas a travar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Num cen\u00e1rio com hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis, uma parte dessas paradas indesej\u00e1veis deixaria de acontecer. Em vez de desligar no meio do dia, a usina mandaria energia para uma PSH. Venderia mais barato, de fato. Mas ainda assim venderia.<\/p>\n\n\n\n<p>A paranaense <strong>Copel<\/strong>, que atua na gera\u00e7\u00e3o e na transmiss\u00e3o de energia, planeja construir a primeira revers\u00edvel do pa\u00eds, com capacidade de 70 MW \u2013 o suficiente para suprir uma cidade de 200 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria uma usina \u201cde circuito fechado\u201d, ou seja: toda a \u00e1gua que cai de noite \u00e9 bombeada para cima durante o dia, usando o excedente de energia solar. Ou seja, uma revers\u00edvel padr\u00e3o, que n\u00e3o depende de regime de chuvas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, d\u00e1 para converter usinas normais em revers\u00edveis. \u201cConseguimos fazer um investimento complementar nas hidrel\u00e9tricas que j\u00e1 temos, colocando m\u00e1quinas novas. Tudo isso com a vantagem de que as hidrel\u00e9tricas duram 50 anos, 100 anos\u201d, disse <a href=\"https:\/\/megawhat.uol.com.br\/podcasts\/minutomega\/minutoega-talks\/hidreletricas-reversiveis-deveriam-ter-leilao-como-o-das-baterias-diz-copel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diogo Mac Cord<\/a>, VP de Novos Neg\u00f3cios da Copel num evento em Bras\u00edlia, no ano passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A parte sobre a dura\u00e7\u00e3o \u00e9, naturalmente, uma refer\u00eancia \u00e0 outra tecnologia de armazenamento, a das baterias de l\u00edtio. A vida \u00fatil delas \u00e9 menor: de 15 a 20 anos. Outro ponto forte das PSHs, para a realidade brasileira, \u00e9 a geografia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que voc\u00ea precisa para revers\u00edvel? Precisa de \u00e1gua \u2013 n\u00e3o muita \u2013&nbsp;e precisa de queda. E existem quedas muito boas na regi\u00e3o costeira toda: Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Nordeste\u2026\u201d, diz Am\u00edlcar Guerreiro, ex-diretor da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (<strong>EPE<\/strong>), \u00f3rg\u00e3o do governo federal que assessora o planejamento do setor energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso encerrado a favor das revers\u00edveis, ent\u00e3o? N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples. Porque depois de um fen\u00f4meno dos \u00faltimos anos as baterias tamb\u00e9m se tornaram uma solu\u00e7\u00e3o interessante.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As megabaterias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os curtailments n\u00e3o s\u00e3o um problema s\u00f3 do Brasil. A gera\u00e7\u00e3o solar distribu\u00edda \u00e9 uma realidade em boa parte do mundo. E ainda n\u00e3o inventaram um pa\u00eds onde o sol n\u00e3o se p\u00f5e.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na luta por armazenar os excedentes de energia, as hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis eram a resposta mais universal at\u00e9 outro dia. Em 2023, a pot\u00eancia somada delas era de 181 GW (14 Itaipus, ou 70% da capacidade do Brasil, somando todas as fontes). Enquanto isso, o armazenamento por baterias de l\u00edtio somava 91 GW.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano depois, a capacidade em baterias tinha saltado 80%, para 164 GW. A das revers\u00edveis, s\u00f3 4%, para 189 GW. E em 2025, o l\u00edtio deixou a \u00e1gua para tr\u00e1s. Foram mais 65% de expans\u00e3o para as baterias, elas j\u00e1 somam 270 GW. Ou seja: sete Itaipus em baterias em 12 meses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O dado mais recente sobre a pot\u00eancia somada das PSHs \u00e9 o de 2024, mas dificilmente o de agora ser\u00e1 algo que chega perto da capacidade atual dos BESSs.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa expans\u00e3o c\u00f3smica s\u00f3 aconteceu por uma raz\u00e3o fundamental: o pre\u00e7o das baterias de l\u00edtio \u201cestacion\u00e1rias\u201d (as que v\u00e3o nos BESSs) despencou. Em 2025, elas j\u00e1 custavam 55% menos do que em 2023. Nesse patamar, o pre\u00e7o por kWh de um sistema de baterias j\u00e1 \u00e9 menor do que o de uma hidrel\u00e9trica revers\u00edvel t\u00edpica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>E d\u00e1 para montar um sistema em quest\u00e3o de meses, enquanto a constru\u00e7\u00e3o de uma revers\u00edvel leva anos, mesmo se for s\u00f3 o \u201cretrofit\u201d de uma hidrel\u00e9trica normal que j\u00e1 existe. Da\u00ed o pr\u00f3prio leil\u00e3o do governo mirar nas baterias.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"517\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-517x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-691503\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-517x1024.webp 517w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-151x300.webp 151w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-768x1522.webp 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-775x1536.webp 775w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-471x934.webp 471w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-87x172.webp 87w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01-150x297.webp 150w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2025\/07\/GRAFICO_Site_Baterias_01.webp 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que, ap\u00f3s o leil\u00e3o, v\u00e1rios BESSs espalhados pelo pa\u00eds armazenem 2 GW de pot\u00eancia durante o dia. Em \u201cItaipus\u201d, nem d\u00e1 tanto (a maior hidrel\u00e9trica do pa\u00eds tem 14 GW). Mas j\u00e1 \u00e9 metade do que o Brasil desperdi\u00e7a em cortes de energia solar e e\u00f3lica (4 GW).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Significa, ent\u00e3o, que as hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis est\u00e3o ultrapassadas? N\u00e3o. Al\u00e9m de durar \u201cpara sempre\u201d, elas podem fornecer energia por muito mais tempo. Os sistemas de baterias funcionam por duas a quatro horas. Uma revers\u00edvel pode soltar energia por mais de 10 horas, dependendo do tamanho dos reservat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode haver casos, ent\u00e3o, em que elas sejam a solu\u00e7\u00e3o ideal. O mais importante: as solu\u00e7\u00f5es para o dilema da energia solar em excesso existem e s\u00e3o vi\u00e1veis como neg\u00f3cio. Agora \u00e9 p\u00f4r para funcionar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobra eletricidade de dia, falta \u00e0 noite, e o primeiro leil\u00e3o de armazenamento de energia est\u00e1 previsto para abril. Mas qual \u00e9 a melhor tecnologia?\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":111,"featured_media":754711,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[824,103132,2377],"autor-wsj":[],"coauthors":[102469],"class_list":["post-754710","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios","tag-energia","tag-energia-eletrica","tag-infraestrutura"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/754710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/111"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=754710"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/754710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":754959,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/754710\/revisions\/754959"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/754711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=754710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=754710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=754710"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=754710"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=754710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}