{"id":768294,"date":"2026-03-12T06:00:00","date_gmt":"2026-03-12T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=768294"},"modified":"2026-03-16T14:59:39","modified_gmt":"2026-03-16T17:59:39","slug":"petrobras-investe-fertilizantes-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/petrobras-investe-fertilizantes-agro\/","title":{"rendered":"Petrobras busca reduzir depend\u00eancia do pa\u00eds de fertilizantes importados. N\u00e3o faltam desafios"},"content":{"rendered":"\n<p>Pelo <strong>Estreito de Ormuz,<\/strong> no Oriente M\u00e9dio, passam at\u00e9 30% das exporta\u00e7\u00f5es globais de fertilizantes: s\u00e3o cargas relevantes de <strong>ureia<\/strong>, <strong>am\u00f4nia<\/strong> e <strong>fosfatos<\/strong>, ingredientes que nutrem a agricultura mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa importante rota mar\u00edtima ganhou os holofotes nos \u00faltimos dias com a decis\u00e3o do <strong>Ir\u00e3<\/strong> de <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/the-wall-street-journal\/o-bilionario-que-desafia-misseis-no-estreito-de-ormuz-com-seus-navios-petroleiros\/\">bloquear a passagem de navios<\/a>, em rea\u00e7\u00e3o aos ataques dos <strong>Estados Unidos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso significa potenciais impactos relevantes para o Brasil: o agroneg\u00f3cio do pa\u00eds importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome, e 35% dessas compras v\u00eam justamente de pa\u00edses do Golfo P\u00e9rsico, segundo <a href=\"https:\/\/www.ifpri.org\/blog\/the-iran-war-potential-food-security-impacts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dados do IFPRI<\/a>, instituto internacional de pesquisa em pol\u00edticas alimentares. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma interrup\u00e7\u00e3o no estreito n\u00e3o demora a chegar ao campo sob a forma de insumos mais caros para a produ\u00e7\u00e3o. E isso, portanto, pode encarecer os alimentos na mesa dos brasileiros e, por consequ\u00eancia, aumento da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds conhece essa vulnerabilidade. E vem tentando reduzi-la. Em 2022, o governo federal estabeleceu uma meta ambiciosa: atender 50% da demanda nacional com produ\u00e7\u00e3o local at\u00e9 2050.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parte relevante desse plano passa pela <strong>Petrobras<\/strong>. Em janeiro, a estatal reativou duas f\u00e1bricas de fertilizantes \u2013 uma na Bahia e outra em Sergipe \u2013, em revers\u00e3o a um processo de venda de ativos iniciado h\u00e1 quase uma d\u00e9cada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o arrendadas \u00e0 <strong>Unigel<\/strong>, uma gigante privada do setor petroqu\u00edmico, as f\u00e1bricas estavam paradas desde 2023, quando a empresa considerou que as condi\u00e7\u00f5es de mercado n\u00e3o justificavam a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com investimento inicial de R$ 76 milh\u00f5es, as duas unidades colocam no mercado cerca de 3,1 mil toneladas di\u00e1rias de ureia \u2013 algo equivalente a 12% da demanda nacional do nutriente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 maior. Com a conclus\u00e3o da <strong>UFN-III<\/strong>, em Tr\u00eas Lagoas (em Mato Grosso do Sul), prevista para entrar em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2029, a Petrobras quer chegar ao fornecimento de cerca de 35% do mercado nacional de ureia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os investimentos da Petrobras em fertilizantes na gest\u00e3o da CEO <strong>Magda Chambriard<\/strong> podem atender a apenas uma parte da equa\u00e7\u00e3o da busca pelo aumento da autossufici\u00eancia, dado que h\u00e1 quest\u00f5es de competitividade que transcendem as compet\u00eancias da estatal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Minera\u00e7\u00e3o a g\u00e1s natural<\/h2>\n\n\n\n<p>Para entender o desafio da Petrobras e do pr\u00f3prio pa\u00eds em seu plano de se tornar um produtor relevante de fertilizantes, \u00e9 necess\u00e1rio entender a din\u00e2mica particular dessa ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFertilizante\u201d \u00e9 o termo guarda-chuva para uma mir\u00edade de produtos qu\u00edmicos que nutrem as plantas. Eles s\u00e3o divididos em tr\u00eas grandes grupos: os <strong>nitrogenados<\/strong> (o <strong>N<\/strong> na tabela peri\u00f3dica), os <strong>fosfatados<\/strong> (<strong>P<\/strong>) e os <strong>pot\u00e1ssicos<\/strong> (<strong>K<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Os fosfatados e os pot\u00e1ssicos v\u00eam da <strong>minera\u00e7\u00e3o<\/strong>: s\u00e3o extra\u00eddos de rochas ricas em f\u00f3sforo e de minerais de pot\u00e1ssio, e depois processados para uso agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os nitrogenados s\u00e3o produzidos na ind\u00fastria, geralmente a partir do <strong>g\u00e1s natural<\/strong>. N\u00e3o \u00e0 toa, grandes produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s tamb\u00e9m s\u00e3o protagonistas nesse mercado, como R\u00fassia, China, Estados Unidos, Catar e Ar\u00e1bia Saudita, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil foge desse padr\u00e3o. Apesar de ser o nono maior produtor de petr\u00f3leo do mundo, o pa\u00eds importa 95% dos fertilizantes nitrogenados que consome, ainda que seja uma pot\u00eancia agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<p>E a depend\u00eancia tamb\u00e9m aparece em outros nutrientes: em 2024, o Brasil trouxe de fora 75% dos fertilizantes fosfatados e 91% dos pot\u00e1ssicos, segundo a consultoria Globalfert.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/27983480?1253931\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/27983480\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, depender de importa\u00e7\u00f5es torna o custo da lavoura mais imprevis\u00edvel \u2013 dado que o pre\u00e7o depende da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e da oferta no mercado internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o \u00e9 algo trivial: em m\u00e9dia, os fertilizantes representaram 23% do custo de produ\u00e7\u00e3o de soja, milho e algod\u00e3o em 2024, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (<strong>Conab<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As ra\u00edzes da depend\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Brasil j\u00e1 esteve perto da autossufici\u00eancia em fertilizantes nos anos 1980, na esteira de pol\u00edticas p\u00fablicas lan\u00e7adas na d\u00e9cada anterior. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ticiana Alvares, diretora do Instituto de Estudos Estrat\u00e9gicos de Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (INEEP), \u201cparalelamente \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de desenvolver o agro no Brasil, houve a preocupa\u00e7\u00e3o de desenvolver os insumos estrat\u00e9gicos, dentre eles os fertilizantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, desde ent\u00e3o, o setor entrou e saiu da lista de prioridades do governo da vez algumas vezes. A partir dos anos 2000, a produ\u00e7\u00e3o nacional de fertilizantes j\u00e1 n\u00e3o conseguia acompanhar o ritmo de crescimento do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outras raz\u00f5es que explicam por que o pa\u00eds ficou para tr\u00e1s, para al\u00e9m de decis\u00f5es do governo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1110\" height=\"938\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-768451\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao.png 1110w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao-300x254.png 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao-1024x865.png 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao-768x649.png 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao-1105x934.png 1105w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao-172x145.png 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2026\/03\/IN_Graficos_Abismo_Consumo_Producao-150x127.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1110px) 100vw, 1110px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>No caso dos fertilizantes pot\u00e1ssicos e fosfatados, o problema \u00e9 essencialmente geol\u00f3gico: em geral, as reservas brasileiras s\u00e3o escassas, profundas ou de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para os nitrogenados, a quest\u00e3o \u00e9 outra: o pa\u00eds produz quantidades relevantes de g\u00e1s natural \u2013 foram 179 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia em 2025. Mas boa parte desse volume \u00e9 reinjetada nos pr\u00f3prios po\u00e7os, como uma forma de maximizar a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que sobra n\u00e3o chega a suprir a demanda interna. Por essa raz\u00e3o, o Brasil precisa importar g\u00e1s. E sai caro: nos Estados Unidos, o insumo custa em m\u00e9dia US$ 2 por milh\u00e3o de BTUs (<em>British Thermal <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/o-que-sao-units\/\">Units<\/a><\/em>, m\u00e9trica de mercado). No Brasil, o pre\u00e7o chega a US$ 12.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse custo torna a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes nitrogenados pouco competitiva no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;80% do custo de produ\u00e7\u00e3o de um fertilizante nitrogenado est\u00e1 no g\u00e1s natural&#8221;, explica Bernardo Silva, diretor do Sinprifert, sindicato de empresas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, segundo Silva, apenas uma empresa privada produz fertilizantes nitrogenados no Brasil: a <strong>Yara Brasil<\/strong>, em uma planta em Cubat\u00e3o, no litoral paulista. Mas, ainda de acordo com ele, a unidade no pa\u00eds da gigante norueguesa opera bem abaixo de sua capacidade, devido ao alto custo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O dilema da Petrobras<\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, a pr\u00f3pria Petrobras havia desistido desse mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, na gest\u00e3o de Pedro Parente no governo de <strong>Michel Temer<\/strong>, a estatal anunciou que colocaria seus ativos de fertilizantes \u00e0 venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos depois, arrendou suas duas f\u00e1bricas no Nordeste \u2013 em Cama\u00e7ari (Bahia) e Laranjeiras (Sergipe). S\u00e3o as chamadas FAFENs, sigla para F\u00e1bricas de Fertilizantes Nitrogenados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, sem encontrar compradores, a companhia decidiu &#8220;hibernar&#8221; a Arauc\u00e1ria Nitrogenados (ANSA), no Paran\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As opera\u00e7\u00f5es [de fertilizantes] da Petrobras no Brasil davam retorno bem abaixo do custo de capital, ou seja, n\u00f3s est\u00e1vamos queimando dinheiro&#8221;, diz <strong>Roberto Castello Branco<\/strong>, presidente da Petrobras entre 2019 e 2021, quando a estatal avan\u00e7ava em seu plano de desinvestimento no governo de <strong>Jair Bolsonaro<\/strong> e Paulo Guedes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;De 2013 at\u00e9 2019, a ANSA n\u00e3o deu um lucro sequer&#8221;, completa o executivo em entrevista ao <strong>InvestNews<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra tentativa de reduzir a sua opera\u00e7\u00e3o no setor foi repassar a constru\u00e7\u00e3o da UFN-III. <\/p>\n\n\n\n<p>Paralisada desde 2014, a obra j\u00e1 estava 80% conclu\u00edda e havia entrado outras vezes na lista de desinvestimentos da Petrobras. Em 2022, a estatal chegou a acertar a venda para o grupo russo Acron \u2013 mas o neg\u00f3cio acabou n\u00e3o saindo do papel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, o governo federal, ainda com Bolsonaro e Guedes no comando, foi obrigado a repensar sua depend\u00eancia no mercado externo. Isso porque a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia fez os pre\u00e7os dos fertilizantes dispararem e acendeu o alerta para o risco de desabastecimento global \u2013 j\u00e1 que a R\u00fassia \u00e9 um dos principais fornecedores do mundo, sobretudo de nitrogenados e pot\u00e1ssicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o internacional da ureia, principal fertilizante nitrogenado, havia subido mais de 100% nos primeiros meses do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que, em mar\u00e7o de 2022, o governo lan\u00e7ou o Plano Nacional de Fertilizantes, com a meta de reduzir a vulnerabilidade. O objetivo, como citado, \u00e9 fazer com que metade da demanda nacional seja atendida por produ\u00e7\u00e3o interna at\u00e9 2050. Para isso, o plano prev\u00ea estimular investimentos em novas minas e f\u00e1bricas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, a Petrobras tamb\u00e9m precisou reconsiderar seus planos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2023, j\u00e1 com o presidente <strong>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/strong> de volta ao poder, a companhia anunciou formalmente o retorno ao setor.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o come\u00e7ou a sair do papel em 2024: primeiro com a decis\u00e3o de reativar a ANSA, no Paran\u00e1, e depois com a reinclus\u00e3o da UFN-III, em Tr\u00eas Lagoas, na carteira de projetos da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o de retomar a produ\u00e7\u00e3o passa inevitavelmente por uma escolha pol\u00edtica. E ela reflete um debate mais antigo sobre o que se espera de uma estatal: operar estritamente com base no retorno financeiro ou assumir atividades menos rent\u00e1veis mas consideradas estrat\u00e9gicas para o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja qual for o caminho escolhido no longo prazo, a Petrobras sozinha n\u00e3o vai resolver a depend\u00eancia brasileira. Isso porque os nitrogenados respondem apenas a um ter\u00e7o do consumo de fertilizantes no pa\u00eds. O restante depende de segmentos nos quais a estatal n\u00e3o atua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estatal reativou duas f\u00e1bricas no Nordeste e retomou as obras de uma planta em Mato Grosso do Sul. Mas competitividade do pa\u00eds n\u00e3o depende s\u00f3 dela<\/p>\n","protected":false},"author":151,"featured_media":768370,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[780,21],"autor-wsj":[],"coauthors":[109259],"class_list":["post-768294","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios","tag-agronegocio","tag-petrobras"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/768294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/151"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=768294"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/768294\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":770249,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/768294\/revisions\/770249"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/768370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=768294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=768294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=768294"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=768294"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=768294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}