{"id":774058,"date":"2026-04-07T06:00:00","date_gmt":"2026-04-07T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/investnews.com.br\/?p=774058"},"modified":"2026-04-06T20:44:23","modified_gmt":"2026-04-06T23:44:23","slug":"construcao-nao-acha-mao-de-obra-causas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/construcao-nao-acha-mao-de-obra-causas\/","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o encontra m\u00e3o de obra. E as causas v\u00e3o al\u00e9m do Bolsa Fam\u00edlia e do Uber"},"content":{"rendered":"\n<p>A queixa n\u00e3o \u00e9 nova, mas est\u00e1 cada vez mais recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada poucos meses, algum executivo da constru\u00e7\u00e3o civil reclama em entrevista que sofre com a falta de pedreiro, de mestre de obra, e que cada vez menos pessoas querem trabalhar no canteiro. Os &#8220;culpados&#8221; habituais s\u00e3o o Bolsa Fam\u00edlia, o Uber e at\u00e9 uma suposta indol\u00eancia geracional.<\/p>\n\n\n\n<p>David Fratel, diretor do Sinduscon-SP \u2014 o sindicato que representa as construtoras paulistas \u2014, diz que o problema \u00e9 que falta atratividade para a profiss\u00e3o. &#8220;A constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 se modificando para acolher o jovem, e n\u00e3o ao contr\u00e1rio. Pelo menos deveria estar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O tom de irrita\u00e7\u00e3o do dirigente vem de dentro da pr\u00f3pria trincheira patronal. E esconde uma hist\u00f3ria bem mais complexa do que aquela que cabe em uma manchete de f\u00e1cil apelo nas redes sociais. <\/p>\n\n\n\n<p>Esta reportagem do <strong>InvestNews<\/strong> mostra que as causas profundas n\u00e3o ser\u00e3o resolvidas com solu\u00e7\u00f5es simples na base da &#8220;canetada&#8221;. Na segunda parte, nesta semana, vamos contar as iniciativas de empresas do setor para remediar a quest\u00e3o, como novos m\u00e9todos construtivos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O fim do pedreiro? A crise de m\u00e3o de obra na constru\u00e7\u00e3o civil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PKwg74UR-iY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que os dados dizem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Daniel Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre-FGV), investigou os &#8220;suspeitos&#8221; mais citados: Bolsa Fam\u00edlia, aplicativos, rotatividade e demografia. Sua conclus\u00e3o: a escassez n\u00e3o tem s\u00f3 uma causa s\u00f3 &#8211; <a href=\"https:\/\/blogdoibre.fgv.br\/posts\/onde-estao-os-trabalhadores-faltantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mas tem uma raz\u00e3o principal. E ela \u00e9 estrutural<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor as causas, \u00e9 necess\u00e1rio voltar mais de tr\u00eas d\u00e9cadas no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dos anos 1990, duas transforma\u00e7\u00f5es ganharam for\u00e7a ao mesmo tempo no Brasil: a taxa de fecundidade despencou (de quase filhos por mulher nessa d\u00e9cada para menos de 1,6 hoje) e a escolaridade m\u00e9dia subiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses ricos, mudan\u00e7as dessa natureza levaram d\u00e9cadas e foram acompanhadas de investimento pesado em automa\u00e7\u00e3o da atividade produtiva e de pol\u00edticas de incentivo \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o. No Brasil, por outro lado, se deram em meio a um mix de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e baixo ac\u00famulo tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/18042254?1266799\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p>A demografia do pa\u00eds j\u00e1 se assemelha \u00e0 de uma na\u00e7\u00e3o desenvolvida \u2014 <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/brasil-esta-produzindo-menos-bebes\/\">o contingente absoluto de jovens em idade ativa est\u00e1 encolhendo<\/a>, especialmente no Sudeste e no Sul, onde a constru\u00e7\u00e3o mais emprega. Mas a estrutura produtiva continua operando como se m\u00e3o de obra barata fosse infinita.<\/p>\n\n\n\n<p>Duque usa uma compara\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica: enquanto m\u00e1quinas lava-lou\u00e7a s\u00e3o comuns no exterior h\u00e1 d\u00e9cadas, o Brasil se apoiou no servi\u00e7o de empregadas dom\u00e9sticas. A tecnologia existe, mas o custo do trabalho humano por aqui era inferior ao pre\u00e7o de uma m\u00e1quina.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para o canteiro de obras: nos EUA, em geral, h\u00e1 um n\u00famero menor de trabalhadores e muitos equipamentos por projeto; no Brasil, h\u00e1 mais gente e pouca automa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E importar tecnologia continua caro. A estrutura tribut\u00e1ria brasileira tem pesada incid\u00eancia sobre bens de capital &#8211; e, recentemente, o governo criou impostos adicionais sobre certos equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do economista da FGV mostram que o Bolsa Fam\u00edlia teve efeito, sim, sobre a disponibilidade de trabalhadores \u2014 mas concentrado em alguns grupos (homens jovens e nas regi\u00f5es Norte e Nordeste) e em um per\u00edodo espec\u00edfico, entre 2020 e 2023, quando o programa triplicou de tamanho, no contexto da pandemia.<\/p>\n\n\n<section class=\"recirculation-area\">\n    <div class=\"container\">\n                <p class=\"title\">LEIA TAMB\u00c9M<\/p>\n     \n            <ul class=\"recirculation-list\" data-tracking-position=\"outros\">\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/brasil-esta-produzindo-menos-bebes\/\" title=\"O Brasil est\u00e1 produzindo menos beb\u00eas: problemas \u00e0 vista para a economia\" class=\"item-title recirculation-link\" data-btn-name=\"O Brasil est\u00e1 produzindo menos beb\u00eas: problemas \u00e0 vista para a economia\" data-posicao=\"outros\" data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/economia\/brasil-esta-produzindo-menos-bebes\/\">\n                        O Brasil est\u00e1 produzindo menos beb\u00eas: problemas \u00e0 vista para a economia                    <\/a>\n                <\/li>\n                            <li class=\"list-item\">\n                    <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/faculdades-de-medicina-qualidade-yduqs\/\" title=\"O n\u00famero de faculdades de medicina explodiu. Agora, elas precisam provar que t\u00eam qualidade\" class=\"item-title recirculation-link\" data-btn-name=\"O n\u00famero de faculdades de medicina explodiu. Agora, elas precisam provar que t\u00eam qualidade\" data-posicao=\"outros\" data-click-url=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/faculdades-de-medicina-qualidade-yduqs\/\">\n                        O n\u00famero de faculdades de medicina explodiu. Agora, elas precisam provar que t\u00eam qualidade                    <\/a>\n                <\/li>\n                    <\/ul>\n    <\/div><\/section>\n\n\n\n<p>O efeito do Bolsa Fam\u00edlia aparece nos dados sobre o mercado da constru\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 o motor principal das mudan\u00e7as. O programa encolheu de 21 milh\u00f5es para cerca de 18 milh\u00f5es de fam\u00edlias nos \u00faltimos anos \u2014 e a escassez de m\u00e3o de obra na constru\u00e7\u00e3o civil s\u00f3 piorou, segundo os empres\u00e1rios do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Fratel, diretor do Sinduscon-SP, descarta que o benef\u00edcio social do governo federal seja o culpado: &#8220;Ningu\u00e9m vive bem com Bolsa Fam\u00edlia. Hoje, um aluguel na periferia de S\u00e3o Paulo custa R$ 2 mil. Esse neg\u00f3cio de que o Bolsa Fam\u00edlia est\u00e1 roubando o trabalhador \u00e9 &#8216;balela&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o impacto de aplicativos como o Uber e o iFood, a pesquisa de Duque aponta um resultado contraintuitivo: a economia de plataformas &#8211; a chamada <em>gig economy<\/em>, em ingl\u00eas &#8211; gera um impacto l\u00edquido positivo sobre emprego e renda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/44806-numero-de-trabalhadores-por-aplicativos-cresceu-25-4-entre-2022-e-2024\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">S\u00e3o 1,7 milh\u00e3o de trabalhadores em aplicativos no Brasil<\/a>, com forte concentra\u00e7\u00e3o entre homens jovens em capitais \u2014 o mesmo perfil da constru\u00e7\u00e3o civil. Mas os apps funcionam como amortecedor de transi\u00e7\u00f5es profissionais, n\u00e3o como aspirador de trabalhadores de outros setores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/18066445?1266799\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p>Para Antonio Ramalho, presidente do Sintracon-SP \u2013 o sindicato dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil \u2013, o racioc\u00ednio do trabalhador que troca a obra pelo aplicativo \u00e9 o seguinte: na constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel ganhar em m\u00e9dia R$ 3 mil para trabalhar na chuva, no sol, em \u00e1rea insalubre.<\/p>\n\n\n\n<p>No aplicativo, esse mesmo trabalhador chega a ver, por exemplo, R$ 8 mil entrando na conta \u2014 embora esse montante n\u00e3o considere os gastos com combust\u00edvel e manuten\u00e7\u00e3o do carro, sem contar, por outro lado, a aus\u00eancia do recolhimento de <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/guias\/fgts-como-funciona-como-sacar\/\">FGTS<\/a> e de Previd\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o ganha coisa nenhuma de verdade&#8221;, diz Ramalho. &#8220;Mas ele se sente no direito de fazer o hor\u00e1rio dele. N\u00e3o tem ningu\u00e9m enchendo o saco.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda o fator da rotatividade, um &#8220;suspeito&#8221; que raramente aparece no debate p\u00fablico. <\/p>\n\n\n\n<p>Duque documenta que a taxa de troca de ocupa\u00e7\u00e3o subiu com for\u00e7a no p\u00f3s-pandemia. Para o empregador, cada pedido de demiss\u00e3o representa mais custos com processos seletivos, treinamento e adapta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Parte do que aparece como &#8220;falta de trabalhador&#8221; \u00e9, na pr\u00e1tica, excesso de gente trocando de posto \u2014 o que fica <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/secom\/pt-br\/acompanhe-a-secom\/noticias\/2026\/01\/desemprego-atinge-menor-nivel-da-serie-historica-e-mercado-de-trabalho-registra-recordes-em-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ainda mais vis\u00edvel quando o desemprego cai<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O estigma que n\u00e3o prescreve<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m um outro fator determinante para a escassez de m\u00e3o de obra nos canteiros: o peculiar estigma sobre o trabalho bra\u00e7al no Brasil. Em 1824, a viajante inglesa Maria Graham publicou seu livro &#8220;<em>Journal of a Voyage to Brazil<\/em>&#8220;, um di\u00e1rio dos tr\u00eas anos anteriores nos quais viajou pelo pa\u00eds, que se tornava independente de Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No Brasil, todo tipo de trabalho \u00e9 realizado por escravos; e \u00e9 considerado vergonhoso que um homem livre trabalhe&#8221;, escreveu. Em outro trecho, diz que &#8220;todo o sistema da sociedade parece ser sustentado pelo trabalho dos escravos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale o destaque: a Lei \u00c1urea s\u00f3 seria assinada pela Princesa Isabel 64 anos depois da publica\u00e7\u00e3o do livro de Graham. <\/p>\n\n\n\n<p>As implica\u00e7\u00f5es alcan\u00e7am o presente, segundo o pesquisador da FGV. &#8220;O racismo estrutural reduz o quanto se valoriza o trabalho do pedreiro porque \u00e9 um of\u00edcio que era exercido por pessoas que n\u00e3o eram nem consideradas seres humanos. E, ao mesmo tempo, porque esse trabalho \u00e9 muito mal pago, ele perpetua esse baixo prest\u00edgio&#8221;, sustenta Daniel Duque.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Modernizar \u00e9 preciso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A agenda de moderniza\u00e7\u00e3o que Fratel coordena junto com o sindicato dos trabalhadores e o Senai ataca v\u00e1rios flancos, como novas nomenclaturas (por exemplo, montador de <em>drywall<\/em>, n\u00e3o pedreiro), trilhas profissionais com certifica\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos construtivos. <\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo s\u00e3o pain\u00e9is pr\u00e9-moldados que permitem montar dez metros quadrados de parede em dez minutos, contra um dia inteiro no m\u00e9todo convencional.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia existe, mas 70% das obras ainda usam m\u00e9todos tradicionais, que geram 30% de desperd\u00edcio de material.<\/p>\n\n\n\n<p>O dado mais estarrecedor, por\u00e9m, \u00e9 de gest\u00e3o: a constru\u00e7\u00e3o civil brasileira n\u00e3o mede a pr\u00f3pria produtividade. &#8220;Se voc\u00ea me perguntar quantos homens eu preciso por hora para fazer uma obra de tantos metros quadrados em 20 meses, eu n\u00e3o sei te dizer&#8221;, admite Fratel. &#8220;A gente perdeu essa medida.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"700\" src=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897.jpg\" alt=\"Trabalhador de capacete e camisa de seguran\u00e7a carrega telhas de cer\u00e2mica no ombro, em telhado.\" class=\"wp-image-410587\" srcset=\"https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897.jpg 1170w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897-300x179.jpg 300w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897-768x459.jpg 768w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897-172x103.jpg 172w, https:\/\/media.investnews.com.br\/uploads\/2022\/12\/construcao_civil_2306219897-150x90.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trabalhador da constru\u00e7\u00e3o civil em obra no centro do Rio (Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A maioria das construtoras terceiriza servi\u00e7o para empreiteiros e n\u00e3o pergunta como o trabalho \u00e9 feito \u2014 s\u00f3 cobra prazo e or\u00e7amento. <\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria automotiva sabe quantos homens-hora precisa por ve\u00edculo produzido. A constru\u00e7\u00e3o civil, que emprega 8 milh\u00f5es de pessoas (das quais apenas 3 milh\u00f5es com carteira assinada), n\u00e3o faz ideia.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de dados evidencia que o setor n\u00e3o tem um caminho r\u00e1pido para recuperar a sua atratividade.  <\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o patronal, s\u00f3 depois de resolver os desafios de qualifica\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o e produtividade faria sentido discutir aumento de sal\u00e1rio e eventual redu\u00e7\u00e3o de jornada. <\/p>\n\n\n\n<p>Ramalho, do sindicato dos trabalhores, discorda da sequ\u00eancia: sem pagar melhor agora, nada mais vai funcionar para atrair m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Fratel diz que o setor j\u00e1 entendeu que a transforma\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o e a moderniza\u00e7\u00e3o dever\u00e3o acontecer ao mesmo tempo, em um processo em que uma coisa puxa a outra. &#8220;N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de n\u00e3o querer ser pedreiro, \u00e9 quest\u00e3o de n\u00e3o querer fazer como era feito no passado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem o desafio de conseguir transformar a constru\u00e7\u00e3o civil em uma nova ind\u00fastria r\u00e1pido o suficiente para que algu\u00e9m \u2014 filho de pedreiro ou n\u00e3o \u2014 queira estar nela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Executivos reclamam que &#8216;ningu\u00e9m mais quer ser pedreiro&#8217;. As causas estruturais v\u00e3o demandar solu\u00e7\u00f5es que levam tempo<\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":775167,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"post-template-special.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[608,216,778],"autor-wsj":[],"coauthors":[102045],"class_list":["post-774058","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-construcao-civil","tag-mercado-de-trabalho","tag-mercado-imobiliario"],"acf":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/774058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/comments?post=774058"}],"version-history":[{"count":72,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/774058\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":777489,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/posts\/774058\/revisions\/777489"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media\/775167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/media?parent=774058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/categories?post=774058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/tags?post=774058"},{"taxonomy":"autor-wsj","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/autor-wsj?post=774058"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/investnews.com.br\/inv-api\/wp\/v2\/coauthors?post=774058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}