Para completar, há uma pressão vendedora muito forte no mercado cripto. Segundo dados da CryptoQuant, uma casa de research da blockchain, as vendas de detentores de longo prazo de BTC estão bem altas. Só em outubro, eles se desfizeram de 815 mil unidades da cripto, a maior quantidade mensal desde janeiro de 2024.
Os traders de derivativos cripto (produto cujo valor é baseado em uma data no futuro) também sentiram o baque. Nas últimas 24 horas, segundo a plataforma CoinGlass, US$ 1,9 bilhão em contratos foram liquidados.
“As criptomoedas continuam a se recalibrar após uma forte liquidação”, disse John Murillo, diretor de Negócios da B2Broker.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:
Bitcoin (BTC): -7,90%, US$ 95.340,10
Ethereum (ETH): -11,84%, US$ 3.088,06
XRP (XRP): -9,93%, US$ 2,23
BNB (BNB): -7,69%, US$ 891,02
Solana (SOL): -12,84%, US$ 136,49
Outros destaques do mercado cripto
Stablecoins em dólar decolam no Brasil. A demanda por stablecoins (criptomoedas atreladas a uma moeda estável, como o dólar) continua em forte alta no Brasil. A exchange Mercado Bitcoin divulgou que o volume de USDT e USDC – as duas principais – triplicou de 2024 para 2025. Só em 2025, mais de 40 mil pessoas compraram esses tokens pela primeira vez. Mostramos aqui que o volume mensal desses ativos digitais chegou a R$ 10 bilhões apenas em outubro.
República Tcheca entra no mercado cripto. Mais um país decide testar o mercado de criptomoedas. O Banco Central da República Tcheca anunciou a compra de US$ 1 milhão em bitcoin e outras criptomoedas, incluindo a stablecoin USDT. O objetivo do governo é avaliar o papel desses ativos na diversificação de suas reservas internacionais. Atualmente, cerca de 10 países já mantêm algum tipo de moeda digital em seus balanços.