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Calendário de balanços: o que esperar de Petrobras, Banco do Brasil e Natura na semana

Semana tem resultados do primeiro trimestre de algumas das maiores empresas do país, como Petrobras, MBRF e JBS

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A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 continua acelerada nesta semana. Na terça-feira (12), os olhares do mercado vão se voltar para a divulgação da Petrobras.

Além da gigante do petróleo, a temporada segue com os resultados de JBS, Braskem, MBRF e Natura.

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A semana conta ainda com divulgações de:

  • Segunda-feira (11): Energisa (ENGI11), Telefonica Brasil/Vivo (VIVT3), MRV (MRVE3) e Direcional (DIRR3);
  • Terça-feira (12): Dasa (DASA3), Helbor (HBOR3) e Cury (CURY3);
  • Quarta-feira (13): Brava (BRAV3), Equatorial (EQTL3), Eneva (ENEV3), Casas Bahia (BHIA3) e CVC (CVCB3);
  • Quinta-feira (14): Banrisul (BRSR6), Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3) e SYN Prop & Tech (SYNE3;
  • Sexta-feira (15): Copasa (CSMG3).

Veja a seguir o que esperar das divulgações de Natura, Petrobras, JBS, Braskem, Banco do Brasil e MBRF.

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Segunda-feira (11 de maio)

Natura (NATU3)

Após um intenso processo de simplificação organizacional, redução do endividamento e venda das marcas internacionais, a Natura foca agora na integração total das marcas Natura e Avon na América Latina. Analistas apontam que a empresa está no caminho certo para recuperar margens operacionais, beneficiando-se de uma estrutura de custos mais enxuta e de uma estratégia de vendas diretas mais digitalizada.

O cenário de consumo, porém, ainda sopra ventos contrários. O desafio da companhia é reativar o crescimento de receita em mercados maduros enquanto lida com o alto nível de endividamento das famílias no Brasil e um cenário de juros ainda elevados.

  • O que esperar: melhora na margem Ebitda consolidada (margem de geração de fluxo de caixa operacional) e redução das despesas financeiras devido à redução da dívida.
  • O ponto de atenção: a performance da integração Avon e Natura no Brasil e a evolução do modelo de consultoria híbrida.
  • Desafios: manter a participação de mercado em um setor de higiene e beleza cada vez mais fragmentado e competitivo.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 18.
  • Dividend Yield projetado 2026: 2,2%.
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Terça-feira (12 de maio)

Petrobras (PETR4)

A estatal enfrenta o desafio de equilibrar a forte geração de caixa de suas operações de pré-sal com as novas diretrizes de investimento em energia limpa. Analistas destacam que a Petrobras mantém um custo de extração extremamente competitivo, o que garante a continuidade da tese de dividendos, especialmente com o barril do Brent acima dos US$ 100 desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro.

O mercado permanece atento à execução do Plano Estratégico e à política de preços de combustíveis. Há uma expectativa de que a companhia mantenha sua disciplina de capital, mas muitos investidores ainda mantêm o temor de intervenções na alocação de recursos para projetos de menor retorno e a possibilidade de a companhia segurar os preços de combustíveis, que têm escalado devido ao conflito, em meio ao ano eleitoral.

  • O que esperar: produção em um patamar historicamente elevado de óleo e gás e um Ebitda resiliente, sustentado pela alta produtividade dos campos do Sudeste.
  • O ponto de atenção: o anúncio de dividendos extraordinários e a estratégia de investimentos em refinarias e energias renováveis.
  • Desafios: gestão da paridade de preços internacionais e possíveis ruídos políticos na gestão da diretoria.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 51,70.
  • Dividend Yield projetado 2026: 6,57%.

JBS (JBSS32)

O primeiro trimestre de 2026 da JBS deve representar o piso dos resultados da companhia neste ano, com margens mais comprimidas em todas as unidades de negócio. A disponibilidade de gado nos EUA, onde a JBS gera mais da metade dos resultados, deve continuar diminuindo ao longo de 2026 e reduzindo a margem dos negócios com proteína bovina, no cenário mais desafiador para a companhia.

 A operação da divisão USA Beef deve registrar a menor margem Ebitda da história para um primeiro trimestre. Para a segunda metade do ano, a potencial inclusão da JBS em índices americanos pode trazer um impulso para a cotação.

  • O que esperar: contribuição da JBS Brasil pode compensar a pressão de margens no segmento de carne bovina americana.
  • O ponto de atenção: crescente demanda por parte de fundos passivos pode abrir espaço para valorização do papel.
  • Desafios: Ciclo de oferta de gado nos EUA e barreiras sanitárias em mercados de exportação.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 108.
  • Dividend Yield projetado 2026: 4,8%.

Quarta-feira (13 de maio)

Braskem (BRKM5)

Os números da Braskem no primeiro trimestre devem refletir um ciclo global de petroquímicos ainda desafiador, com excesso de oferta em mercados-chave. Mas os investidores estarão atentos mesmo aos próximos passos da reestruturação societária que teve um desfecho no fim de abril.

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Petrobras assinou em 23 de abril um novo acordo de acionistas da Braskem com o Shine I FIP, fundo da IG4 Capital, formalizando a transição de controle da maior petroquímica da América Latina após anos de incerteza. No novo desenho a petroleira vai assumir o controle da petroquímica ao lado da gestora IG4, que vai assumir o lugar da Novonor (ex-Odebrecht).

  • O que esperar: resultados pressionados pelo excesso de oferta nos mercados internacionais de resinas e baixo volume de vendas no mercado doméstico.
  • O ponto de atenção: atualizações sobre as contingências do desastre ambiental em Alagoas e o nível de endividamento.
  • Desafios: ciclo de baixa da indústria petroquímica e competitividade frente ao gás natural mais barato nos EUA.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 11.
  • Dividend Yield projetado 2026: sem consenso.

Banco do Brasil (BBAS3)

A presidente do banco, Tarciana Medeiros, reconheceu que o Banco do Brasil enfrentou o ano mais desafiador de sua história em 2025, quando viu seu lucro diminuir 45,4%, em meio à alta da inadimplência e das provisões do agronegócio. Mas o primeiro trimestre deve trazer notícias melhores, com recuperação gradual da carteira de crédito agro .

Após o “fundo do poço” em 2025, os contratos mais problemáticos da safra anterior estão sendo gradualmente renegociados ou encerrados, e a nova política de risco implementada pela gestão reduziu a exposição a operações de maior risco.

  • O que esperar: inadimplência ainda elevada no primeiro trimestre, mas já com sinais de redução.
  • O ponto de atenção: índice de inadimplência no segmento de pessoa física e a manutenção do payout de 40%.
  • Desafios: navegar em um cenário de Selic em queda e competição com bancos digitais.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 26,70.
  • Dividend Yield projetado 2026: 3,80%.

Quinta-feira (14 de maio)

MBRF (MBRF3)

Assim no para a rival JBS, a gigante fruto da fusão entre Marfrig e BRF tem sido afetada pelo ciclo bovino nos EUA, que elevou o custo da carne, comprimindo margens mesmo em ambiente de demanda mantida. Ainda assim, a companhia avaliara que o pior “ficou para trás.

O CEO Miguel Goulart espera R$ 600 milhões em sinergias da fusão até 2026 e anunciou planos de listar a marca Sadia Halal em IPO previsto para até junho de 2027, sinalizando expansão estratégica do portfólio de alimentos processado.

  • O que esperar: ebitda forte impulsionado pelo mercado externo e melhora na rentabilidade dos processados no Brasil.
  • O ponto de atenção: o ciclo bovino nos EUA continua pesando, mas pode ser parcialmente compensado pela normalização esperada das margens de frango no Brasil.
  • Desafios: volatilidade do preço das commodities (milho/soja) e a manutenção do crescimento no mercado interno frente à inflação de alimentos.
  • Preço-alvo em 2026 (consenso): R$ 24,40.
  • Dividend Yield projetado 2026: 31%.
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