Ao longo de março, a média da remuneração das emissões de bancos pequenos e médios com vencimento entre três e 12 meses foi de 102,2% do CDI, contra 101,4% em fevereiro. Já entre os bancos grandes, as taxas oferecidas aos investidores ficaram em 98,3% do CDI, em média, em linha com as emissões do mês anterior.
Em praticamente todos os prazos das emissões dos pequenos, médios e grandes bancos houve aumento das taxas (veja aqui as emissões de fevereiro).
Confira abaixo as taxas médias dos CDBs de acordo com o prazo de vencimento e o porte de instituição financeira. O levantamento foi produzido pela Quantum Finance a pedido do InvestNews.
| Prazo | Pequenos e médios | Grandes |
| 3 meses | 103,10% | 99,79% |
| 6 meses | 102,05% | 101,00% |
| 12 meses | 101,74% | 95,94% |
| 24 meses | 102,58% | 100,10% |
O movimento no mercado, embora pareça marginal, é uma resposta às crescentes preocupações de que os choques dos preços de insumos, da energia e dos combustíveis com a guerra do Irã elevem a inflação global.
Com preços mais altos lá fora e a chance da inflação no Brasil aumentar, o Banco Central tem menos espaço para cortar os juros de forma agressiva — e o mercado passa a incorporar essa leitura, projetando uma política monetária mais conservadora. Os CDBs novos, portanto, chegam ao mercado refletindo isso.
A emissão com maior taxa no mês passado foi do Banco BMG, com 111% do CDI, enquanto a Caixa Econômica emitiu títulos a 90% do CDI.
Entre os títulos bancários que pagam DI+, apenas bancos pequenos e médios fizeram novas emissões, com uma taxa média de CDI + 0,37% para vencimentos entre três e 12 meses. É um percentual levemente abaixo das emissões em fevereiro, quando estavam em CDI + 0,39%.
Nos CDBs que pagam um percentual do CDI – como 102% da taxa –, o rendimento acompanha diretamente a variação do indicador. Já nos títulos indexados ao CDI+, o investidor recebe o CDI integral mais um prêmio adicional fixo, como no caso de CDI + 0,37%.
Entre as letras de crédito, março contou com novas emissões apenas de títulos de recebíveis do agronegócio, as LCAs. Foram 641 novos papéis com vencimento entre 6 e 24 meses colocados no mercado, com remuneração média de 87% do CDI, também em linha com o mês anterior.
Esses produtos costumam ficar nessa faixa porque oferecem isenção de imposto de renda. Um CDB é tributado no momento do resgate de acordo com o prazo da aplicação – ou seja, ganhar 100% do CDI garante um retorno líquido inferior a isso. Em um produto isento que pague 87% do CDI, esse percentual chega inteiro ao bolso do investidor.
