Conforme os documentos, os investidores de qualquer perfil, do varejo até os profissionais, poderão participar do processo. A reserva de cotas tem um valor mínimo de R$ 100 e um teto de R$ 1 milhão.
Pela proposta, as ofertas de candidatos a investidor estratégico, que será o novo controlador do grupo, vão ser aceitas desta quinta-feira (21) até 25 de maio, na próxima segunda-feira.
O anúncio do vencedor será realizado na quarta-feira, 27 de maio. O investidor estratégico vai adquirir um mínimo de 30% das ações da Copasa, mas pode aumentar esse percentual para até 45%.
Conforme o fato relevante, a oferta pública de distribuição secundária envolve, inicialmente, 171.113.881 de ações ordinárias (ON). Com base na cotação de terça-feira (19), quando a ON fechou em R$ 52,77, a operação pode alcançar pouco mais de R$ 9 bilhões.
A quantidade de inicialmente ofertada poderá ser acrescida em até 11,2%, ou seja, até 19.135.730 de ações. Nesse caso, a oferta pode alcançar, pelo menos, R$ 10 bilhões.
Os papéis serão vendidos pelo governo mineiro e, com isso, o dinheiro vai direto para o caixa estadual.
A oferta será coordenada pelo BTG Pactual, como líder da operação. Outros bancos participantes incluem Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch (BofA), Citigroup e UBS BB.
Segundo o fato relevante, simultaneamente, serão realizados esforços de colocação das ações no exterior pelos mesmos conglomerados que fazem parte do grupo de coordenação da oferta.
O percentual de ações a ser inicialmente ofertado pelo acionista vendedor será de 45% do capital social da companhia. Isso representa 89% da quantidade de ações que o governo tem.
Se o governo decidir ofertar o lote adicional, a administração mineira vai alienar toda a sua participação detida na Copasa.
O Estado de Minas atualmente detém 50,03% das ações ordinárias do grupo de saneamento. Pouco mais de 49% estão nas mãos de minoritários.
O fim do processo de “bookbuilding”, ou seja, de definição do preço da ação na oferta, está amrcado para 2 de junho.
Um risco apontado nos documentos é de cancelamento da oferta, caso o processo de formação de preços não alcance o valor mínimo definido pelo governo estadual. O preço mínimo, porém, não foi revelado.
