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Corrida dos recordes: Ibovespa bate em 177 mil pontos

O principal índice da bolsa brasileira havia superado ontem a barreira dos 171 mil

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O Ibovespa continua a toda. Bastou meio dia de negociação nesta quinta-feira (22) para o principal índice acionário brasileiro pulverizar o recorde nominal obtido um dia antes. Primeiro o referencial ultrapassou os 173 mil pontos e, um par de horas depois, superou a marca psicológica dos 175 mil.

Perto das 13h, subia 3%, a 177 mil pontos.

O dólar se mantém comportado. A moeda americana tem queda de 0,06% cotada a R$ 5,3162.

As ações da Vale, que foram destaque no pregão de ontem, mantêm-se em alta e também no território das máximas nesta quinta-feira. O papel ON sobe 0,96% cotado a R$ 83,31. Na máxima da sessão, alcançou R$ 83,58, novo recorde nominal.

O setor de educação na bolsa é destaque na sessão. As ações da Anima sobem 9,28%, enquanto Cogna e Yduqs têm altas de, respectivamente, 6,42% e 4,28%.

O movimento de alta reflete, principalmente, o movimento de diversificação internacional. Os investidores globais têm buscado os mercados emergentes tanto para aproveitar o maior potencial de ganhos comparados às bolsas dos países desenvolvidos, como também uma maneira de reduzir a concentração de recursos no mercado americano.

Esse movimento vem desde 2025 e levou o próprio Ibovespa a engrenar uma sequência de recordes seguidos no fim do ano passado.

A geopolítica tem sido o principal fator de influência na alta dos mercados neste início do ano. O otimismo dos investidores ganhou tração após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter baixado o tom nas ameaças de tarifas à Europa para obter o controle da Groenlândia. Além disso, afastou a possibilidade de usar força militar para anexar o território autônomo, que oficialmente faz parte da Dinamarca.

Trump voltou a falar em “acordo” no futuro sobre a partilha de interesses relacionados ao território. O efeito imediato foi reduzir o prêmio de risco que tinha entrado nos preços nos últimos dias.

O ponto cego, porém, é que o tema tarifas não sumiu: só saiu do megafone por ora.

A divulgação da primeira prévia do PIB dos EUA no quarto trimestre e do indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o PCE, impactaram pouco o movimento positivo dos mercados acionários.

A economia dos Estados Unidos cresceu 4,4% em 2025. A inflação pelo PCE, por sua vez, ficou em 2,8% no ano passado, dentro das expectativas. Os números não mudam a visão sobre os rumos da política monetária americana.

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A visão majoritária do mercado é de que o Fed vai manter os juros ente 3,50% e 3,75% na reunião da próxima semana. A ferramenta FedWatch, da CME, mostra que 95% dos investidores veem o BC dos EUA fazer uma pausa na primeira reunião do ano.

O principal fator para os mercados nesta quinta-feira foi o passo atrás de Trump na questão da disputa pela Groenlândia. Isso após ter feito declarações contundentes dias antes, como afirmar que “não há volta” em seu objetivo de controlar a ilha.

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