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Mercados hoje: alívio com recuo de Trump sobre tarifas na Europa e prévia do PIB dos EUA dão o tom dos negócios

Mercado digere o movimento de Trump em relação à Groenlândia.

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Bom dia!
Lá fora, o clima amanhece mais leve: o presidente dos EUA, Donald Trump, baixou o tom nas ameaças de tarifas à Europa e o mercado, como sempre, acelera quando a pista geopolítica fica mais livre. Os futuros das bolsas de Nova York sinalizam um pregão de retomada de busca pelo risco.
Por aqui, o pano de fundo é da euforia recente na bolsa — ontem o Ibovespa voltou a bater o recorde de pontos com uma marca acima de 171 mil pontos. Se o fluxo de fora continuar a chegar, o mercado acionário pode sustentar novas altas. E novas máximas. Mas esse equilíbrio depende do nem sempre previsível humor de Trump e cia.

Enquanto você dormia…

  • Os futuros das bolsas de Nova York ainda refletem o otimismo com a distensão do risco geopolítico após o presidente dos EUA descartar uso da força e recuar na aplicação de tarifas sobre a Europa para conseguir a Groenlândia. Às 7h25, o S&P 500 subia +0,55%. O Nasdaq futuro avançava +0,81%.
  • Na Europa, as bolsas ensaiam recuperação com o recuo de Trump. O Stoxx 600 sobe +1,38%.
  • Na Ásia, a euforia deu o tom. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou com alta de +1,73%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu +0,17%.
  • O índice dólar DXY segue em baixa de -0,06% aos 98 pontos. O petróleo Brent recua -1,10% cotado a US$ 64,62 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos caem para 4,24% ao ano.

Destaques do dia

  • Trump recuou da ideia de tarifar países europeus por conta da disputa sobre a Groenlândia e voltou a falar em “acordo” no futuro. O efeito imediato foi reduzir o prêmio de risco que tinha entrado nos preços nos últimos dias.
  • O ponto é que o tema tarifas não sumiu: só saiu do megafone por ora — e isso já basta para os ativos ganharem fôlego.
  • Hoje, a prova de fogo passa a ser o dado macro nos EUA: PIB e inflação medida pelo PCE podem mexer com a expectativa de juros e, por tabela, com dólar e fluxo para emergentes.
  • E daí? Se o dólar global oscilar com os dados, o Brasil sente rápido: câmbio e juros locais podem ficar mais sensíveis — e a bolsa, mais “seletiva” depois da disparada recente.

Giro pelo mundo

  • Groenlândia, tudo de “acordo”?: Trump sinaliza recuo nas tarifas contra Europa e fala em arcabouço para entendimento — o mercado trata como redução de risco no curto prazo.
  • Netflix e Warner no tabuleiro: resultados ajudam a explicar por que a Netflix quer a Warner — e como o calendário de votação pode influenciar a disputa.

Giro pelo Brasil

  • Recorde na B3: Ibovespa bate nova máxima ao ultrapassar pela primeira vez na história os 171 mil pontos. Estrada livre para os 175 mil? A seguir cenas do próximo pregão.
  • Termômetro local (pós-rali): depois da alta forte, o jogo tende a ser de rotação — quem sobe muito passa a ser mais cobrado por resultado e guidance. Mas os nomes do jogo são investimento estrangeiro. Se o dinheiro continuar a fluir de fora para cá, a bolsa deve sustentar mais avanços, intercalando com momentos de realizações.

Giro corporativo

  • Liquidação de fintech: Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank e ligada ao Banco Master. O evento acrescenta R$ 6,3 bilhões em garantias a serem pagas pelo FGC apenas devido ao colapso do conglomerado do Master. No total, a conta já alcança R$ 47,3 bilhões
  • Vale em máxima: ações da Vale renovam recorde e ajudam a puxar o Ibovespa. O papel ON da mineradora alcançou a máxima de R$ 82,60 no pregão da quarta-feira, nva marca histórica; minério e China seguem como “catalisadores” do pregão.

Agenda do dia
10:30: PIB dos EUA (prévia) — termômetro de crescimento e impacto em juros. (Consenso: n/d)
10:30: Pedidos de auxílio-desemprego (EUA) — leitura rápida do mercado de trabalho.
12:00: PCE (EUA) — inflação “preferida” do Fed; pode mexer com dólar e Treasuries. (Consenso: 2,8% a/a)
18:00: Balanços nos EUA (Intel, P&G, GE Aerospace) — podem influenciar humor de tecnologia e consumo.

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Ótima quinta-feira e bons negócios!

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