Enquanto você dormia…
- Os futuros das bolsas de Nova York ainda refletem o otimismo com a distensão do risco geopolítico após o presidente dos EUA descartar uso da força e recuar na aplicação de tarifas sobre a Europa para conseguir a Groenlândia. Às 7h25, o S&P 500 subia +0,55%. O Nasdaq futuro avançava +0,81%.
- Na Europa, as bolsas ensaiam recuperação com o recuo de Trump. O Stoxx 600 sobe +1,38%.
- Na Ásia, a euforia deu o tom. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou com alta de +1,73%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu +0,17%.
- O índice dólar DXY segue em baixa de -0,06% aos 98 pontos. O petróleo Brent recua -1,10% cotado a US$ 64,62 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos caem para 4,24% ao ano.
Destaques do dia
- Trump recuou da ideia de tarifar países europeus por conta da disputa sobre a Groenlândia e voltou a falar em “acordo” no futuro. O efeito imediato foi reduzir o prêmio de risco que tinha entrado nos preços nos últimos dias.
- O ponto é que o tema tarifas não sumiu: só saiu do megafone por ora — e isso já basta para os ativos ganharem fôlego.
- Hoje, a prova de fogo passa a ser o dado macro nos EUA: PIB e inflação medida pelo PCE podem mexer com a expectativa de juros e, por tabela, com dólar e fluxo para emergentes.
- E daí? Se o dólar global oscilar com os dados, o Brasil sente rápido: câmbio e juros locais podem ficar mais sensíveis — e a bolsa, mais “seletiva” depois da disparada recente.
Giro pelo mundo
- Groenlândia, tudo de “acordo”?: Trump sinaliza recuo nas tarifas contra Europa e fala em arcabouço para entendimento — o mercado trata como redução de risco no curto prazo.
- Netflix e Warner no tabuleiro: resultados ajudam a explicar por que a Netflix quer a Warner — e como o calendário de votação pode influenciar a disputa.
Giro pelo Brasil
- Recorde na B3: Ibovespa bate nova máxima ao ultrapassar pela primeira vez na história os 171 mil pontos. Estrada livre para os 175 mil? A seguir cenas do próximo pregão.
- Termômetro local (pós-rali): depois da alta forte, o jogo tende a ser de rotação — quem sobe muito passa a ser mais cobrado por resultado e guidance. Mas os nomes do jogo são investimento estrangeiro. Se o dinheiro continuar a fluir de fora para cá, a bolsa deve sustentar mais avanços, intercalando com momentos de realizações.
Giro corporativo
- Liquidação de fintech: Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank e ligada ao Banco Master. O evento acrescenta R$ 6,3 bilhões em garantias a serem pagas pelo FGC apenas devido ao colapso do conglomerado do Master. No total, a conta já alcança R$ 47,3 bilhões
- Vale em máxima: ações da Vale renovam recorde e ajudam a puxar o Ibovespa. O papel ON da mineradora alcançou a máxima de R$ 82,60 no pregão da quarta-feira, nva marca histórica; minério e China seguem como “catalisadores” do pregão.
Agenda do dia
10:30: PIB dos EUA (prévia) — termômetro de crescimento e impacto em juros. (Consenso: n/d)
10:30: Pedidos de auxílio-desemprego (EUA) — leitura rápida do mercado de trabalho.
12:00: PCE (EUA) — inflação “preferida” do Fed; pode mexer com dólar e Treasuries. (Consenso: 2,8% a/a)
18:00: Balanços nos EUA (Intel, P&G, GE Aerospace) — podem influenciar humor de tecnologia e consumo.
Ótima quinta-feira e bons negócios!
