Enquanto você dormia…
- Os investidores acompanham a escalada geopolítica e o impacto da Guerra no Irã nas commodities. Os futuros das bolsas de Nova York seguem em alta: às 7h25, o S&P 500 futuro tinha alta de +0,54% e o Nasdaq futuro subia +0,66%.
- Na Europa, as bolsas operam em leve alta. O Stoxx 600 tem queda de -0,32%.
- Na Ásia, o clima foi de esperar para ver em uma semana cheia de decisões importantes. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com recuo de -0,13%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +1,45%, impulsionado por dados da China melhor que o esperado.
- O índice dólar (DXY) segue em queda de -0,29% aos 100,07 pontos. O petróleo Brent tem alta de +0,48% cotado a US$ 103,57 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos chegaram em 4,257% ao ano.
Destaques do dia
- Guerra no Golfo reacende choque do petróleo. A tensão no Oriente Médio continua no centro das atenções do mercado nesta segunda-feira.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu apoio de aliados para ajudar a proteger o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica, enquanto o mercado avalia o risco de nova escalada no conflito.
- O preço do Brent voltou a superar os US$ 100 por barril, reacendendo temores de inflação e pressionando expectativas para juros globais.
- E daí? Petróleo elevado costuma reforçar o radar sobre empresas ligadas à commodity, como Petrobras. Ao mesmo tempo, energia mais cara pode pressionar inflação global e afetar moedas e bolsas de países emergentes, incluindo o Brasil.
Giro pelo mundo
- Alumínio dispara: além do petróleo, a guerra no Oriente Médio também pressiona metais industriais, com o preço do alumínio subindo diante do risco de interrupções energéticas e logísticas na produção global.
- Pressão sobre Ormuz: o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou aliados, como Reino Unido e França, além da China, que enviem navios para proteger o estreito sob o risco de enfrentarem mais elevações de tarifas, caso não atendam o chamado.
Giro pelo Brasil
- Petróleo e inflação: a alta da commodity no exterior pode pressionar expectativas de inflação no mundo e também no Brasil, mantendo o mercado atento ao comportamento dos juros globais.
- Fluxo estrangeiro: investidores monitoram o impacto da volatilidade global sobre o fluxo de capital para mercados emergentes e o comportamento do real.
- Megaleilão de térmicas: o governo prepara para quarta-feira (18) o segundo Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP), criado para contratar usinas capazes de entrar em operação quando o sistema elétrico precisar de energia adicional. Eneva, controlada pelo BTG Pactual, e Âmbar Energia, dos irmãos Batista, são esperadas como participantes.
Giro corporativo
- Investimento na saúde: a Porto avalia um aporte de cerca de R$1 bilhão na Oncoclínicas, movimento que pode reforçar o caixa da companhia e apoiar sua estratégia de expansão.
Agenda do dia
- 08:25: Boletim Focus – BC. Pesquisa semanal com projeções do mercado sobre PIB, Selic, IPCA e câmbio.
- 09:00: IBC-Br – BC. O índice de atividade do Banco Central é considerado a prévia do PIB.
- 09:30: Índice Empire State de atividade industrial — EUA. Indicador antecipado da atividade manufatureira em março.
- 11:00: Índice de confiança do mercado imobiliário (NAHB) — EUA. Termômetro do setor de construção e sensibilidade aos juros.
- 15:00: Leilão de Treasuries — EUA. Pode mexer com os juros globais dependendo da demanda.
Ótima segunda-feira e bons negócios!
