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Mercados hoje: ata do Copom e tentativa de encerrar o novo ‘shutdown’ nos EUA

Paralisação parcial do governo dos EUA começou no sábado, mas deve terminar hoje

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Bom dia!
A terça-feira (3) começa em clima mais ameno do que a turbulenta sexta-feira. No cenário global, os mercados americanos antecipam nova temporada de resultados e a perspectiva de o Congresso encerrar o ‘mini shutdown‘ nos EUA, que começou no sábado. Por aqui, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) pode fornecer pistas sobre o ritmo da queda da Selic, após o Banco Central sinalizar que o ciclo de cortes deve comerçar em março.

Enquanto você dormia…

  • Os futuros das bolsas de Nova York se mantêm em leve alta: às 7h25, o S&P 500 sobe +0,13% no pré-mercado, enquanto o Nasdaq futuro avança +0,40%.
  • Na Europa, as bolsas da Europa operam majoritariamente em alta. O Stoxx 600 sobe +0,40%.
  • Os mercados asiáticos fecharam em alta com os acordos comerciais entre EUA e Índia. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou com ganho de +3,92%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +0,22%.
  • O índice dólar (DXY) tem leve queda de -0,02% aos 97,58 pontos. O petróleo Brent negocia com estabilidade após a forte queda de segunda-feira aos US$ 66,28 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos stão em 4,287% ao ano.


Destaques do dia

  • A ata da última reunião do Copom, na qual o Banco Central decidiu manter a Selic inalterada em 15% ao ano, pode consolidar a sinalização sobre o início do ciclo de cortes de juros em março. Mas os investidores buscam, sobretudo, pistas sobre o ritmo que a autoridade pode imprimir nas reduções da taxa básica.
  • Lá fora, a publicação de relatórios importantes como o Jolts, que mostra o cenário de abertura de vagas e rotatividade foi suspensa, por conta do ‘shutdown’.
  • O Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA também informou que o relatório de emprego de janeiro não será divulgado na sexta-feira por conta da paralisação parcial do governo federal.
  • O presidente da Câmara dos EUA, no entanto, já afirmou que a casa tem votos para encerrar a paralisação parcial do governo nesta terça-feira. A ver.
  • E daí? Qualquer pistas sobre a tendência de o BC já começar com cortes de 0,5 ponto percentual pode estimular maior movimento de busca por ativos de maior risco como ações. Isso pode ajudar a manter o momento de alta do Ibovespa, que costuma se beneficar em ciclos de queda de juros. Nos EUA, os mercados ainda estão traumatizados com a paralisação anterior que durou 43 dias e causou diversos transtornos, principalmente, na divulgação de importantes indicadores econômicos essenciais da as decisões de política monetária.


Giro pelo mundo

  • Reserva estratégica: os EUA anunciaram o “Project Vault”, iniciativa de até US$ 12 bilhões para criar um estoque de minerais críticos (como lítio e terras raras) com financiamento estatal e privado, em esforço para reduzir dependência da China nesses insumos essenciais à produção de EV e tecnologia.
  • Fusão bilionária: SpaceX e xAI se unem em uma companhia avaliada em cerca de US$ 1,25 trilhão, combinando capacidades de foguetes, internet via satélite e inteligência artificial, movimento que pode influenciar o segmento de tecnologia e futuros IPOs gigantes.

Giro pelo Brasil

  • Mercosul-UE: o presidente Lula enviou ao Congresso o texto do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Depois de 26 anos de negociações, busca votação ainda no primeiro semestre. Acordo pode ampliar as exportações brasileiras a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores.

Giro corporativo

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  • Totvs vende 100% da Dimensa para a multinacional Evertec por cerca de R$ 1,4 bilhão, em acordo que permite a Totvs concentrar esforços em suas unidades principais de software e nuvem, com potencial retorno de capital relevante para acionistas.
  • Aegea amplia participação do GIC por meio de aumento de capital, reforçando avaliação elevada da empresa de saneamento antes de possíveis movimentos estratégicos. A operação, estruturada a um preço de R$ 55,29 por ação, implica um valuation de R$ 58,9 bilhões para a maior operadora privada de saneamento do país após o aumento de capital.
  • Raízen fechou a compra da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa e passou a deter 100% da subsidiária, apurou o InvestNews. A companhia segue sob foco de mercado em reestruturação de dívida por meio de venda de ativos, um movimento que pode preparar o terreno para IPO ou maior desalavancagem.

Agenda do dia

Ótima terça-feira e bons negócios!

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