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Mercados hoje: desemprego no Brasil mexe com expectativas sobre juros com proximidade da reunião do Copom

Agenda do dia tem taxa de desemprego e dados da balança comercial

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Bom dia!
A agenda da quinta-feira (5) tem a divulgação da taxa de desemprego de janeiro no Brasil. A expectativa é de que se mantenha perto das mínimas históricas. Os investidores avaliam se os números podem influenciar a decisão sobre juros do Banco Central daqui a pouco mais de uma semana. Ao mesmo tempo, a agenda econômica dos EUA começa a ganhar relevância com dados que antecedem o relatório oficial de emprego americano, o payroll, marcado para a sexta-feira. Nos mercados, mais um dia de alta do petróleo, com o Brent, a referência global em alta de quase 2% no início da manhã. A alta da commodity tem inspirado preocupação sobre um aumento de pressões inflacionárias.

Enquanto você dormia…

  • A madrugada foi de cautela nos mercados globais, com investidores monitorando os desdobramentos no Oriente Médio e seus efeitos sobre petróleo e inflação. Os futuros das bolsas de Nova York seguem quase estáveis: às 7h20, o S&P 500 futuro recua -0,02% e o Nasdaq futuro sobe +0,01%.
  • Na Europa, os investidores estão atentos à alta do petróleo e ao impacto potencial na inflação global. O Stoxx 600 avança +0,51%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com avanço de +1,90%. O Hang Seng, de Hong Kong, fechou com alta de +0,28%.
  • O índice dólar (DXY) tem alta de +0,12% aos 98,93 pontos. O petróleo Brent mantém-se em alta de +1,74% a US$ 82,80 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos avançam para 4,113% ao ano.

Destaques do dia

  • A escalada de tensões no Oriente Médio segue como principal fator de risco global. Com energia mais cara, investidores voltam a discutir o efeito sobre inflação global e sobre a trajetória de juros nas principais economias.
  • O movimento também fortalece ativos considerados defensivos, como dólar e ouro, enquanto aumenta a volatilidade nos mercados de ações.
  • E daí? Para o Brasil, petróleo mais alto tende a manter Petrobras, que divulga o balanço do quarto trimestre hoje, e as “junior oils” no radar. Já setores intensivos em combustível — como logística e companhias aéreas — podem enfrentar pressão de custos caso a alta da commodity se prolongue.

Giro pelo mundo

  • Mercado de trabalho dos EUA: pedidos semanais de seguro-desemprego saem hoje e ajudam a calibrar expectativas para o relatório oficial de emprego (payroll) que será divulgado amanhã.
  • Petróleo no foco: a commodity segue reagindo às tensões geopolíticas, o que reacende debates sobre inflação global e política monetária.

Giro pelo Brasil

  • Dados e expectativas: investidores acompanham indicadores recentes da economia brasileira em busca de sinais sobre o ritmo de desaceleração da atividade.
  • Petróleo e Petrobras: a trajetória do barril continua influenciando projeções para receitas e dividendos da companhia.

Giro corporativo

  • Raízen em reestruturação: a empresa avalia recorrer a uma recuperação extrajudicial e, ao mesmo tempo, levantar cerca de R$ 4 bilhões em capital junto aos controladores, para reforçar o caixa e enfrentar o aumento do endividamento.
  • Braskem e Cade: demora na análise do processo que trata da troca de controle da Braskem no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode levar a um desmanche no acordo entre a IG4 e a Petrobras para dividirem o controle da petroquímica e comprometer a sua saúde financeira. A operação foi apresentada à autarquia no dia 23 de dezembro.
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Agenda do dia

  • 09:00: Taxa de desemprego (jan) – Brasil. Dado é termômetro do aquecimento da economia e do consumo.
  • 09:30: Pedidos semanais de seguro-desemprego — EUA. Indicador ajuda a calibrar expectativas para o payroll de sexta-feira.
  • 12:00: Discurso de dirigente do Federal Reserve — investidores buscam sinais sobre juros.
  • 15:00: Balança comercial (fev) – Brasil.
  • 15:00: Estoques semanais de petróleo — EUA. Dado relevante para a dinâmica da commodity.
  • Ao longo do dia: mercado segue atento a novos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.

Ótima quinta-feira e bons negócios!

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