Enquanto você dormia…
- A madrugada foi de cautela nos mercados globais, com investidores monitorando os desdobramentos no Oriente Médio e seus efeitos sobre petróleo e inflação. Os futuros das bolsas de Nova York seguem quase estáveis: às 7h20, o S&P 500 futuro recua -0,02% e o Nasdaq futuro sobe +0,01%.
- Na Europa, os investidores estão atentos à alta do petróleo e ao impacto potencial na inflação global. O Stoxx 600 avança +0,51%.
- Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com avanço de +1,90%. O Hang Seng, de Hong Kong, fechou com alta de +0,28%.
- O índice dólar (DXY) tem alta de +0,12% aos 98,93 pontos. O petróleo Brent mantém-se em alta de +1,74% a US$ 82,80 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos avançam para 4,113% ao ano.
Destaques do dia
- A escalada de tensões no Oriente Médio segue como principal fator de risco global. Com energia mais cara, investidores voltam a discutir o efeito sobre inflação global e sobre a trajetória de juros nas principais economias.
- O movimento também fortalece ativos considerados defensivos, como dólar e ouro, enquanto aumenta a volatilidade nos mercados de ações.
- E daí? Para o Brasil, petróleo mais alto tende a manter Petrobras, que divulga o balanço do quarto trimestre hoje, e as “junior oils” no radar. Já setores intensivos em combustível — como logística e companhias aéreas — podem enfrentar pressão de custos caso a alta da commodity se prolongue.
Giro pelo mundo
- Mercado de trabalho dos EUA: pedidos semanais de seguro-desemprego saem hoje e ajudam a calibrar expectativas para o relatório oficial de emprego (payroll) que será divulgado amanhã.
- Petróleo no foco: a commodity segue reagindo às tensões geopolíticas, o que reacende debates sobre inflação global e política monetária.
Giro pelo Brasil
- Dados e expectativas: investidores acompanham indicadores recentes da economia brasileira em busca de sinais sobre o ritmo de desaceleração da atividade.
- Petróleo e Petrobras: a trajetória do barril continua influenciando projeções para receitas e dividendos da companhia.
Giro corporativo
- Raízen em reestruturação: a empresa avalia recorrer a uma recuperação extrajudicial e, ao mesmo tempo, levantar cerca de R$ 4 bilhões em capital junto aos controladores, para reforçar o caixa e enfrentar o aumento do endividamento.
- Braskem e Cade: demora na análise do processo que trata da troca de controle da Braskem no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode levar a um desmanche no acordo entre a IG4 e a Petrobras para dividirem o controle da petroquímica e comprometer a sua saúde financeira. A operação foi apresentada à autarquia no dia 23 de dezembro.
Agenda do dia
- 09:00: Taxa de desemprego (jan) – Brasil. Dado é termômetro do aquecimento da economia e do consumo.
- 09:30: Pedidos semanais de seguro-desemprego — EUA. Indicador ajuda a calibrar expectativas para o payroll de sexta-feira.
- 12:00: Discurso de dirigente do Federal Reserve — investidores buscam sinais sobre juros.
- 15:00: Balança comercial (fev) – Brasil.
- 15:00: Estoques semanais de petróleo — EUA. Dado relevante para a dinâmica da commodity.
- Ao longo do dia: mercado segue atento a novos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.
Ótima quinta-feira e bons negócios!
