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Mercados hoje: IA impulsiona futuros americanos e fluxo cambial entra no radar no Brasil

Dados industriais nos EUA e do índice de atividade manufatureira no Brasil também serão divulgados hoje

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Bom dia!
A primeira sexta-feira do ano começa com os mercados em ritmo de retomada. Nos Estados Unidos, os futuros de NY sobem sustentados pelo otimismo com a inteligência artificial, enquanto investidores digerem dados pontuais de atividade e acompanham números que ajudam a calibrar expectativas para 2026, como o PMI industrial e os gastos em construção. Por aqui, o destaque é o fluxo cambial estrangeiro, que ganha importância extra em um dia de liquidez reduzida no país.

Enquanto você dormia…

  • A sessão pré-mercado global aponta para abertura em alta, com investidores com expectativas altas com o anvaço da inteligência artificial (IA). Dow Jones sobe +0,24%, S&P 500 pula +0,54% e Nasdaq dá salto de +1%.
  • Na Europa, o índice Stoxx 600 registra alta de +0,63%.
  • Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com queda de -0,37% no dia 30, antes do réveillon. Hoje, o Hang Seng, de Hong Kong, sobe +2,76%.
  • O índice dólar (DXY) está praticamente estável, com leve alta de +0,10% aos 98,37 pontos. O petróleo Brent está em queda de -0,23%, em US$ 60,68 o barril. Os juros do Treasury de 10 anos sustenta os 4,15% ao ano.

Destaques do dia

  • O Banco Central (BC) divulga hoje o fluxo cambial do Brasil. O dado é importante porque revela se há entrada ou saída líquida de dólares no país, funcionando como um termômetro do apetite do investidor estrangeiro pelo Brasil. Em economias emergentes, como a brasileira, esse movimento tem impacto direto sobre o câmbio, a liquidez dos mercados, o desempenho da Bolsa e até as expectativas para juros e inflação. Fluxos positivos tendem a aliviar a pressão sobre o real e apoiar ativos locais; já saídas persistentes acendem o alerta para maior volatilidade e risco financeiro.
  • As previsões de instituições financeiras sobre o comportamento dos mercados e da economia em 2026 mostram um consenso amplamente otimista entre estrategistas de Wall Street. A tecnologia, especialmente os investimentos em inteligência artificial, aparece como um dos principais motores de crescimento e como tema central para os mercados de ações, enquanto políticas governamentais e gastos públicos também devem sustentar a expansão econômica.

Giro pelo mundo

  • O dilema da Tesla. As ações da montadora dispararam no segundo semestre, em parte por causa do discurso do CEO Elon Musk sobre inteligência artificial e robótica. Mas o progresso alardeado pelo empresário não se traduziu em sucesso nas concessionárias, e a empresa vendeu menos veículos nos últimos seis meses do que no mesmo período do ano anterior.

Giro pelo Brasil

  • Tesouro direto mais “direito”. Neste mês (ainda não há data definida), o Tesouro Direto libera a modalidade de saques (e de investimentos) 24 horas por dia, sete dias por semana. No início, não vai dar para pegar qualquer título. A operação vai começar com um título novo, chamado Poupança de Emergência.
  • O que esperar do Ibovespa em 2026? Com expectativa de cortes de juros aqui no Brasil e nos EUA neste ano, há um certo otimismo com ações brasileiras, especialmente com os setores financeiro, utilities (energia e saneamento) e construção civil. Mas o ano promete ter alguns solavancos, especialmente por causa das eleições.

Giro corporativo

  • Promessa cumprida. A montadora chinesa BYD conseguiu alcançar sua meta de vendas de veículos para 2025, entregando 4,6 milhões de veículos no ano passado, alta de 7,7% em relação a 2024. A Tesla que se cuide.
  • Tokenização em alta. A tokenização – processo de transformar ativos do mercado tradicional em tokens na blockchain – está a todo vapor no Brasil. O total de ativos digitais emitidos por meio desse método atingou a marca de R$ 4 bilhões em 2025.
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Agenda do dia

  • 10:00 (Brasil): S&P Global Manufacturing PMI (dez) — indicador de atividade manufatureira global que pode influenciar sentimento de risco apesar de dados iniciais já terem sido divulgados com leve desaceleração.
  • 11:45: PMI Industrial (dez) — Estados Unidos / ISM. Índice veio em 51,8, abaixo do consenso (52,2), ainda em zona de expansão, mas sinalizando perda de fôlego da indústria.
  • 12:00: Gastos de construção (mensal, out) — Estados Unidos. Indicador relevante para a atividade do setor imobiliário e investimento em infraestrutura.
  • 14:30: Fluxo cambial estrangeiro — Brasil / Banco Central. Mostra a entrada ou saída líquida de dólares no país, dado importante para o comportamento do câmbio em um dia de liquidez reduzida.

Ótima sexta-feira e bons negócios!

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