Enquanto você dormia…
- O clima externo é de cautela em meio a gangorra de expectativas sobre o futuro da IA. Ontem, as bolsas recuaram em meio aos temores sobre os custos elevados de infraestrutura que podem chegar a casa dos trilhões nos próximos anos. Os futuros das bolsas de Nova York recuam de leve: às 7h, o S&P 500 futuro tinha queda de -0,13% e o Nasdaq futuro, baixa de -0,03%.
- Na Europa, as bolsas operam próximas das máximas recentes, apoiadas por balanços. O Stoxx 600 sobe +0,37%.
- Na Ásia, a tecnologia pressionou parte dos índices. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou com alta de +0,16%. O Hang Seng, de Hong Kong, terminou com subida de +0,95%.
- O índice dólar (DXY) tem recuo de -0,04% aos 97,7 pontos. O petróleo Brent sobe +1,27% a US$ 71,74 o barril, ainda sob pressão das negociações entre EUA e Irã. Os juros da Treasury de 10 anos negociam em queda a 3,991%, no menor nível desde setembro de 2024.
Destaques do dia
- A nova rodada de negociações entre EUA e Irã terminou na quinta-feira (26) com “progressos significativos”, segundo mediadores, e promessa de continuidade das conversas técnicas na próxima semana. Ainda assim, o mercado mantém cautela.
- O tema é sensível porque qualquer avanço — ou recuo — pode mexer diretamente com a oferta global de petróleo e afetar os preços da commodity.
- O movimento recente reforça como geopolítica segue sendo variável relevante para inflação global e expectativas de juros.
- E daí? Para o Brasil, petróleo mais firme tende a influenciar o humor de empresas do setor como Petrobras e também as projeções de inflação no médio prazo, se o preço do barril passar a subir.
Giro pelo mundo
- Streaming em rearranjo: a Netflix desistiu de avançar numa disputa envolvendo ativos da Warner, após o conselho da Warner avaliar a última proposta da Paramount/Skydance como superior e dar um prazo de quatro dias para a gigante do streaming cobrir a oferta.
Giro pelo Brasil
- Inflação e emprego: IPCA-15 e taxa de desemprego saem hoje e podem mexer com a curva de juros, especialmente após semanas de debate sobre o ritmo de flexibilização monetária.
- Lula pede ajuda para salvar Raízen: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião com executivos de empresas envolvidas em negociações para salvar a produtora de açúcar e etanol em dificuldades Raízen.
- Entre as empresas representadas na reunião com Lula estavam os co-proprietários da Raízen, Cosan e Shell, além do Banco BTG Pactual.
Giro corporativo
- Bradesco e Bradesco Seguros separam grupo de saúde: O conglomerado financeiro e de seguros vai criar a Bradsaúde, que vai reunir empresas como Bradesco Saúde, Odontoprev, Atlântica Hospitais, Orizon e Novamed, além de laboratórios. A nova companhia vai ser listada no Novo Mercado da B3 no lugar da Odontoprev, em um IPO reverso. O banco convocou uma assembleia de acionistas para 31 de março.
- Aegea, vem IPO por aí? A companhia obteve a conversão do registro de emissor de valores mobiliários da empresa para a categoria “A”, que permite a empresa de saneamento ofertar ações no mercado e uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO), que está em estudo pela Aegea desde o fim do ano passado.
Agenda do dia
- 08:30: Estatísticas fiscais de janeiro do setor público consolidado (jan)/BC — Dados fiscais do grupo formado por governo federal, Estados, municípios e estatais.
- 09:00: IPCA-15— prévia do índice oficial de inflação no Brasil; mexe diretamente com expectativas para a Selic.
- 09:00: Taxa de desemprego (jan) no Brasil – Também pode impactar expectativas sobre os rumos da política monetária no país.
- 09:30: Índice de Preços aos Produtor (PPI) de janeiro nos EUA – Indicador de inflação na parte de produção, que antecede o consumo.
- 11:00: EUA, sentimento do consumidor (Michigan, final) — expectativas de inflação entram no radar
Ótima sexta-feira e bons negócios!
