Enquanto você dormia…
- O mercado global amanhece defensivo após a disparada do petróleo e a escalada do conflito no Oriente Médio. Os futuros das bolsas de Nova York apresentam fortes recuos: às 7h25, o S&P 500 futuro tem baixa de -1,02%, enquanto o Nasdaq futuro cai -1,14%.
- Na Europa, bolsas recuam em bloco. O Stoxx 600 tem queda de -1,78%
- Na Ásia, o Nikkei chegou a cair mais de 6% com temores de inflação global mais alta. No fim da sessão, o índice da bolsa de Tóquio terminou em queda de -5,20%. O Hang Seng, de Hong Kong, fechou com queda de -1,35%.
- O índice dólar (DXY) tem alta de +0,33% a 99,34 pontos. O petróleo Brent segue a escalada com subida de +12,68% a US$ 104,46 o barril, enquanto o WTI americano está com alta de +11,90% cotado a US$ 101,93 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos estão em 4,179% ao ano.
Destaques do dia
- O petróleo disparou mais de 12% e chegou a subir perto de 30% em alguns momentos após a escalada da guerra envolvendo o Irã, com ataques que atingiram infraestrutura energética na região.
- A escalada dos preços ocorre, principalmente, devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, ampliando o temor de interrupções na oferta global.
- O Brent chegou a tocar quase US$ 120 no fim de semana antes de reduzir parte da alta, enquanto ministros do G7 discutem a possibilidade de liberar reservas estratégicas para conter os preços.
- E daí? Energia tende a ganhar protagonismo no curto prazo. No Brasil, a Petrobras entra naturalmente no radar, enquanto setores mais sensíveis a juros globais podem sentir a pressão.
Giro pelo mundo
- Guerra e emergentes: A disparada do petróleo aumenta o risco para economias emergentes importadoras de energia e pode pressionar a inflação global nas próximas semanas.
- Petróleo dispara: O barril superou US$ 100 com a escalada do conflito no Oriente Médio, reacendendo temores de inflação e desaceleração econômica global.
- Reação do G7: Ministros de finanças discutem liberar reservas estratégicas de petróleo para conter a escalada dos preços e reduzir o impacto inflacionário.
Giro pelo Brasil
- Inflação no radar: A disparada do petróleo volta a pressionar expectativas inflacionárias também no Brasil, tema que naturalmente entra no cálculo das decisões do Banco Central.
Giro corporativo
- Petrobras no radar: Com o petróleo acima de US$ 100, investidores voltam a olhar para a estatal e possíveis impactos sobre combustíveis e política de preços.
- Aéreas pressionadas: Companhias do setor sofrem nos mercados globais com o salto do combustível de aviação, um dos principais custos operacionais.
- Caminho aberto na Braskem: O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a transação em que a gestora IG4 assumirá o controle da Braskem. Haverá um prazo de 15 dias para que haja manifestações e, caso não ocorram contestações, a operação será aprovada em definitivo.
Agenda do dia
- 08:25: Relatório Focus — Banco Central. Atualização das expectativas para inflação, juros e PIB.
- 09:00: Produção industrial — Alemanha. Termômetro da atividade na maior economia europeia.
- 11:00: Índice de expectativas de inflação — EUA. Sinal importante para o debate sobre juros do Fed.
- Durante o dia: Reunião extraordinária do G7 sobre energia — possível anúncio sobre liberação de reservas estratégicas de petróleo.
Ótima segunda-feira e bons negócios!
