Newsletter

Mercados hoje: Trump ameaça impor tarifas à Europa e estimula nova rodada de aversão ao risco

Ameaça do presidente americano ao bloco veio como consequência do apoio dos países à Groenlândia, território que Trump deseja anexar

Publicidade

A semana começa sem negócios no mercado à vista em Wall Street pelo feriado de Martin Luther King, mas já com sinais de como o mau humor deve dominar o movimento dos índices globais – incluindo o Brasil. A busca por proteção em um ambiente de aversão ao risco deve tomar força diante da nova ameaça de tarifas dos EUA à Europa como desdobramento da disputa do presidente americano, Donald Trump, pela Groenlândia, de longe o assunto mais relevante do dia.

Enquanto você dormia…

  • Futuros de NY: Dow Jones cai 0,83%, S&P 500 Futuro recua 1,04% e Nasdaq Futuro cede 1,46%, com liquidez menor por causa do feriado nos EUA, mas impacto claro de riscos geopolíticos.
  • Europa e Ásia: bolsas europeias operam em queda após ameaça de tarifas de Trump a países europeus; mercados asiáticos também recuaram, acompanhando o clima global de aversão ao risco.
  • Commodities: petróleo também recua em dia de maior busca por proteção, enquanto minério de ferro cai com a leitura de que o mercado imobiliário chinês segue se enfraquecendo.

Destaques do dia

  • Os índices futuros em Nova York caem nesta segunda, mesmo com o mercado à vista fechado por Martin Luther King Jr. Day. O gatilho foi a ameaça de Trump de impor tarifas de 10% a produtos da Europa a partir de fevereiro, com possibilidade de aumento nos meses seguintes caso não haja acordo político. A decisão ocorre diante do apoio dos países do bloco à Groenlândia, território que o republicano deseja anexar. O discurso reacendeu temores de escalada comercial e puxou bolsas europeias e ativos de risco para baixo.
  • E daí? Com menor liquidez global hoje, notícias desse tipo tendem a amplificar movimentos. Para o Brasil, isso pode significar mais volatilidade no câmbio e no Ibovespa ao longo do pregão.

Giro pelo mundo

  • Futuros em queda: contratos de ações dos EUA recuam mesmo em dia de feriado, refletindo aumento do risco político-comercial.
  • Europa pressionada: principais índices caem com temor de impacto direto das tarifas sobre exportações.
  • Busca por proteção: ativos considerados mais defensivos ganham atenção em meio à incerteza.
  • Reação e escalada: União Europeia já estuda formas de retaliar decisão dos EUA, se levada adiante, o que pode se refletir em novas tarifas recíprocas aos americanos.

Giro pelo Brasil

  • Boletim Focus: as projeções semanais atualizadas para inflação, juros e PIB calibram a leitura dos economistas para o ritmo da economia brasileira.
  • Câmbio e juros: tendência é acompanhar o humor externo em dia de agenda doméstica mais leve e mercados com liquidez reduzida pelo feriado que mantém as bolsas americanas fechadas.

Giro corporativo

  • As ações da belga D’Ieteren Group subiram com a expectativa de que a subsidiária Belron, o maior grupo do mundo no setor de reposição de peças, aluguel e reparação de veículos, estaria em discussões para um possível IPO (oferta inicial de ações) de 24 bilhões de euros, segundo o Financial Times.
  • Os irmãos Wesley e Joesley Batista, da J&F, estão de olho em um projeto petrolífero venezuelano. Segundo informações da Bloomberg citando pessoas familiarizadas com o assunto, os Batista atuam nos bastidores do setor de petróleo da Venezuela por meio da participação que um de seus associados mantém no projeto Petrolera Roraima.
  • Elon Musk quer que a OpenAI e a Microsoft paguem a ele indenizações bilionárias. O motivo? A empresa de inteligência artificial o teria enganado ao abandonar sua estrutura sem fins lucrativos e firmar parceria com a gigante do software.

Agenda do dia

Publicidade
  • 08:00 – Índice de Preços ao Consumidor – Capitais (IPC-S Capitais) – FGV – 2ª quadrissemana de janeiro. Mede a evolução dos preços nas capitais brasileiras e ajuda a compor a leitura do mercado para o comportamento da inflação.
  • 08:30 – Boletim Focus — BC. Projeções dos economistas para os principais indicadores macroeconômicos, incluindo Selic e IPCA.
Exit mobile version