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Pague Menos: ‘Setor de farmácias é fragmentado e com potencial de consolidação’

A varejista farmacêutica não quer ser apenas uma vendedora de remédio, mas, também, um centro de cuidado da saúde.

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Com o grande número de empresas que abriram seu capital na bolsa de valores em 2020, uma expansão regional vem acontecendo no mercado de capitais com a chegada de mais companhias  na B3 que estão fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo. A Pague Menos (PGMN3), a terceira maior rede de farmácias do Brasil em número de lojas, é uma delas.

A varejista cearense, que tem forte presença nas regiões norte e nordeste do Brasil, que representam 75% da operação da Pague Menos, levantou em seu IPO em setembro de 2020 R$ 746,9 milhões. A intenção da empresa com o recurso é usar 63% do dinheiro captado no IPO para abertura de loja, principalmente nos próximos dois anos, onde a Pague Menos tem reconhecimento de marca.

Segundo Luiz Novais,  vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da empresa, a capitalização e o acesso ao mercado de capitais foram bastante importante para a companhia retomar o ciclo de expansão e angariar mais participação de mercado.

Novais explica que o país tem um mercado farmacêutico bastante fragmentado. Segundo ele, se somar as cinco maiores redes de farmácias do Brasil, elas têm menos de 30% de participação no mercado nacional, diferentemente dos Estados Unidos, onde são 80%.

Ele ainda conta que metade do market share do setor no país está com farmácias independentes ou associações, que é quando um farmacêutico tem uma farmácia própria e vive daquele negócio. Por isso, na avaliação dele, o mercado brasileiro ainda está se consolidando. “O Brasil ainda é um mercado bem fragmentado e com potencial gigantesco de consolidação”, diz.

Outro impulso que a empresa aposta é no serviço farmacêutico. Segundo Novais, a Pague Menos não quer ser apenas uma vendedora de remédio, mas, também, um hub de saúde para um primeiro atendimento à população, o que será a farmácia do futuro na visão dele.

“Como acontecia anos atrás, quando a pessoa tinha no farmacêutico do bairro a referência para qualquer problema de saúde mais simples, estamos tentando resgatar e trazer isso de volta para a farmácia. Em mais de 800 das nossas farmácias, temos o que chamamos de clínica de atendimento farmacêutico, uma sala onde ofertamos serviços aos nossos cliente ”, conta.

Lojas físicas x digital

Apesar de o varejo farmacêutico ter um pouco mais de restrições para estar no universo online, pois muitos medicamentos têm retenção de receitas, a Pague Menos diz ver um grande potencial dos canais digitais e que está investindo nisso.

Já na relação entre lojas físicas e online, a varejista farmacêutica acredita na existência de uma complementariedade entre ambas. Novais explica que ter uma capilaridade em loja física é importante para estar o mais próximo possível de quem comprou pelo canal digital ser atendido rapidamente. “Na nossa visão é um conjunto. É importante investir em canais digitais, mas também é importante continuar expandindo o número de lojas para poder estar cada vez mais próximo do consumidor, pois as lojas servem como hub de entrega ”, afirma.

Futuro do setor

A Pague Menos está otimista com o futuro do segmento, pois acredita ter muito espaço para crescimento e consolidação das grandes redes. “O setor é um dos melhores para se investir, pois é muito resiliente. Mesmo em momentos de crise, o último item que o consumidor vai deixar de cortar é o medicamento”, avalia Novais.

Ele explica também que, em 10 anos, segundo prognósticos, a população com mais de 65 anos deve dobrar no país, o que mostra que mais pessoas vão consumir mais medicamentos, novos medicamentos vão surgir, inclusive preventivos, para aumentar ainda mais a expectativa de vida da população. “O setor deve contribuir com esse movimento”, conclui.

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