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ALZ, joint venture de Amaggi, LDC e Zen-Noh, compra primeira esmagadora de soja no Matopiba

Unidade, erguida por R$ 500 milhões, pertence hoje à Fazendão Agronegócio e vai marcar a entrada das três tradings no processamento de soja na região

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A ALZ Grãos – uma joint venture que reúne três gigantes do agronegócio: a brasileira Amaggi, a franco-holandesa Louis Dreyfus Company (LDC) e a japonesa Zen-Noh – está comprando uma unidade de esmagamento de soja da Fazendão Agronegócio em Porto Nacional, no Tocantins, apurou o InvestNews. O valor da transação não foi divulgado.

A aquisição, que ainda depende de aprovação do Cade, marca a entrada da ALZ Grãos no processamento industrial de soja.

A unidade fica no Distrito Industrial de Luzimangues, às margens da Ferrovia Norte-Sul e conectada ao Arco Norte de exportação, o que aproxima a originação do grão da etapa de esmagamento, em que se produz farelo e óleo de soja, ao envio dos produtos pelos portos da região.

Criada em 2009 como veículo de comercialização de grãos no Matopiba, cinturão agrícola que reúne regiões do Maranhão, Tocantins, Piauí e da Bahia, a ALZ opera hoje nove armazéns graneleiros e um terminal portuário no Porto de Itaqui, em São Luís (MA), por onde escoa a produção local para o exterior. Até agora, nunca havia atuado no processamento do grão.

O ativo

A planta foi inaugurada pela Fazendão em outubro de 2024, após investimento de R$ 500 milhões. Tem capacidade para esmagar cerca de 800 mil toneladas de soja por ano. Na região de Porto Nacional, os concorrentes incluem Cargill, que opera uma planta no mesmo município, além de Bunge e ADM.

A Fazendão, fundada em 2004 como loja agropecuária em Gurupi (TO), cresceu junto com a expansão da soja no estado e se tornou uma das maiores agroindústrias do centro do país.

A empresa origina cerca de 2 milhões de toneladas de grãos por ano e tem faturamento superior a R$ 4 bilhões. Com a venda, ficará com apenas uma planta de esmagamento, em Gurupi, no sul do estado.

Gigantes do agronegócio

A empresa é controlada em partes iguais pelos três grupos. A Amaggi, da família Maggi, é uma das dez maiores empresas do agronegócio brasileiro, com receita da ordem de R$ 45 bilhões e operações que vão da produção agrícola ao esmagamento de grãos, logística fluvial e geração de energia. 

A Louis Dreyfus registrou receita líquida global de US$ 53,2 bilhões em 2025 e é uma das quatro maiores tradings de commodities agrícolas do mundo. A Zen-Noh, cooperativa agrícola japonesa com mais de 900 associadas, usa a joint venture como fonte de suprimento de grãos para o mercado asiático. 

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Embora Amaggi e LDC operem individualmente plantas de esmagamento em outras regiões do Brasil, nenhuma das três detém unidades de processamento no Matopiba.

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