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Apple registra vendas recordes do iPhone com demanda crescente da China

Big tech recuperou presença no mercado chinês, com receita de US$ 25,5 bilhões no trimestre fiscal

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A receita da Apple no trimestre de festas de fim de ano superou as estimativas de Wall Street, impulsionada pela forte demanda pelo novo iPhone 17, pelo crescimento nos serviços e pela recuperação da empresa no mercado chinês.

A receita da Apple saltou 16%, para US$ 143,8 bilhões no período encerrado em 27 de dezembro, estabelecendo um recorde, informou a empresa em comunicado nesta quinta-feira (29). Analistas estimavam uma média de US$ 138,4 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg. As próprias projeções da Apple apontavam para um aumento de 10% a 12%.

“O iPhone teve seu melhor trimestre de todos os tempos, impulsionado por uma demanda sem precedentes, com recordes históricos em todos os segmentos geográficos”, disse o CEO Tim Cook em comunicado.

Os resultados refletem o sucesso da mais recente versão do iPhone da Apple. A linha de produtos representa aproximadamente metade de sua receita. As versões mais sofisticadas do aparelho têm sido especialmente populares, contribuindo para impulsionar ainda mais as vendas e os lucros da empresa. 

O crescimento renovado da Apple deve ajudar a aliviar as preocupações sobre seu investimento em inteligência artificial, que está passando por uma reformulação este ano após recentes tropeços. O desempenho também sugere que a empresa está lidando bem com as tarifas, que, segundo a Apple, criariam um impacto negativo de US$ 1,4 bilhão no trimestre.

A empresa sediada em Cupertino, na Califórnia, recuperou nos últimos meses o título de maior vendedora de smartphones do mundo, ultrapassando a Samsung.

“No entanto, manter esse domínio talvez seja mais incerto do que nunca, dependendo de decisões acertadas em relação a preços e ao desenvolvimento da próxima geração de dispositivos, principalmente wearables e o aguardado iPhone dobrável”, disse o analista da eMarketer, Jacob Bourne, em nota.

Os negócios de Mac e wearables (como smartwatches) foram pontos fracos no último trimestre, e os investidores reagiram de forma tímida aos resultados — um indício de que ainda aguardam sinais de que o crescimento impulsionado pelo iPhone seja sustentável. 

As ações da Apple subiram cerca de 1% no final do pregão após o anúncio da empresa. Os papéis acumulavam queda de 5% neste ano, em comparação com um ganho de 1,8% do índice S&P 500.

Os lucros subiram para US$ 2,84 por ação no primeiro trimestre fiscal, superando a estimativa média de US$ 2,68. Na China, a Apple reportou receita de US$ 25,5 bilhões, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. Wall Street havia projetado US$ 21,8 bilhões para esse mercado vital.

A receita proveniente do iPhone totalizou US$ 85,3 bilhões no período, superando a estimativa de US$ 78,3 bilhões. A própria Apple projetou um aumento percentual de dois dígitos. As vendas, no entanto, cresceram 23% em relação ao ano anterior.

Os serviços foram outro fator de crescimento, gerando US$ 30 bilhões no trimestre. Isso representa um aumento de 14% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e está em linha com as estimativas.

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A receita do Mac caiu 6,7%, para US$ 8,39 bilhões, ficando abaixo das expectativas de US$ 9,13 bilhões. O iPad, por sua vez, gerou US$ 8,6 bilhões em vendas, um aumento de 6,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor superou a estimativa de Wall Street de US$ 8,18 bilhões.

A divisão de Wearables, Casa e Acessórios da Apple continuou apresentando desempenho aquém do esperado. Suas vendas caíram 2,2%, para US$ 11,5 bilhões. Os analistas esperavam US$ 12,1 bilhões.

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